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SEGUNDA AQUARELA DO VERÃO SEM SOMBRA (Com água, luz, vento e moça) A moça fica em pé, bem de mansinho Andando... Leve... Leve como a brisa... Os seios leves... Toda de levinho... De bronze e leve: como que desliza... Azul, com chispas de ouro, o murmurinho D’água chama: “Vem... vem...” Vai indecisa. Os quadris, com lerdeza de moinho, Regiram lentamente quando pisa. Bronze diante do azul. Palmeira tesa. O vento manda um beijo? Esvoaça uns passos... Sim... Mergulha... Mas foi com tal leveza Que o vidro fica inteiro, sem pedaços. Pergunta o sol: “Cadê minha princesa?” A água zombando: “Inteira nos meus braços...” |
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“...poesia, cosa cordial.” Antonio Machado |