SEGUNDA AQUARELA DO VERÃO SEM SOMBRA

(Com água, luz, vento e moça)

 

 

A moça fica em pé, bem de mansinho

Andando... Leve... Leve como a brisa...

Os seios leves... Toda de levinho...

De bronze e leve: como que desliza...

 

Azul, com chispas de ouro, o murmurinho

D’água chama: “Vem... vem...” Vai indecisa.

Os quadris, com lerdeza de moinho,

Regiram lentamente quando pisa.

 

Bronze diante do azul. Palmeira tesa.

O vento manda um beijo? Esvoaça uns passos...

Sim... Mergulha... Mas foi com tal leveza

 

Que o vidro fica inteiro, sem pedaços.

Pergunta o sol: “Cadê minha princesa?”

A água zombando: “Inteira nos meus braços...”
 

A COISA CORDIALJosé Carlos Zamboni                                              Poemas

“...poesia, cosa cordial.” Antonio Machado

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