Livro - curiosidades
|
-Livros indicados * História * Outros
-Questões para estudo
|
Sai Aurélio, entra Houaiss(texto extraído do site educaterra.terra.com.br ) 1 - Por vinte e cinco anos o dicionário de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira foi um companheiro inseparável no meu trabalho com a Língua Portuguesa. Fui um aurelista de primeira hora; aderi ao Novo Dicionário em 1975, no dia em que foi lançado, e passei entusiasmado para a 2a. edição, a melhor de todas, em 1986 (até hoje eu a mantenho instalada no meu computador). Já a 3a. edição, póstuma, com sua pífia capinha multicor e o título oportunista de Aurélio-Século XXI, não me agradou e perdeu a minha confiança: é que, morto Aurélio em 1989, os atuais editores, em vez de se limitar aos acréscimos indispensáveis e às eventuais correções, tiveram o topete de fazer um sem-número de "revisões" desastradas no texto do Aurélio-vivo (é assim que me refiro à 2a. edição). Está certo, pensei, desanimado - é a Nova Ordem: se alunos ensinam o professor e funcionários escolhem o Reitor, então amanuenses podem agora corrigir o Mestre... Assim mesmo, terminei virando o Milênio com o Aurélio, e aurelista cheguei até este mês de setembro. Agora, contudo, troquei: começa a Era do Houaiss. ... 4 - Muitos dos dicionários na minha estante foram editados em dois volumes: o Viterbo, o Lacerda, o Morais, o Cândido Figueiredo, o Caldas Aulete; era o formato preferido no passado. A partir do sucesso do Pequeno Dicionário Brasileiro, nos anos 50, foi ficando claro que o mercado queria mesmo um bom dicionário de um só volume. Aurélio tinha material para um dicionário muito maior, mas teve de reformular seu projeto para um volume único; a solução foi cortar milhares de verbetes, numa verdadeira "lista de Schindler", em que ele teve de decidir quem ia para a página impressa e quem ficava na gaveta (e ainda existem, na imprensa, bois-cornetas que criticam o humilde Magri por ter usado um termo que não estava no Aurélio!). O Houaiss, até o ano passado, era anunciado como um dicionário de dois volumes; no entanto, um investimento de 9 milhões de reais não admite aventuras mercadológicas, e a Editora Objetiva optou prudentemente pelo volume simples - mas sem cortes. Para que dois pudessem caber em um só, expandiram-se ao máximo os limites físicos: a letra diminuiu, a página aumentou de tamanho, o papel utilizado é finíssimo, mas de alta qualidade, e a encadernação foi reforçada para permitir um volume mais grosso. O resultado, tenho de confessar, é impressionante! É um livro lindíssimo, com uma impressão e uma diagramação magníficas. São 3.000 páginas e 228.000 verbetes, contra as 2.150 páginas e os 160.000 verbetes do Aurélio-XXI! Dá para ver, entretanto, que ele chegou ao limite da edição em papel; se posteriores edições receberem acréscimos, isso só poderá ser feito com o sacrifício de algum material já impresso. Não cabe mais nada! O futuro de sua expansão está na edição eletrônica; no formato de livro, só se for em dois volumes, pois o peso do atual já desafia leitores com menor preparo físico. ...
mate - [Do quíchua mati, pelo esp. plat. mate.] S. m. 1. Bot. Erva-mate. 2. As folhas dessa árvore, secas e pisadas. 3. A bebida feita com a infusão dessas folhas assim preparadas; chá-mate. Mate chimarrão. Bras. 1. O que se toma sem açúcar. Mate de armada curta. Bras. RS 1. Mate quentíssimo, a ponto de queimar a boca. mate s.m. (1817) - 1 árvore de até 10m (Ilex paraguaiensis) da fam. das aqüifoliáceas, nativa da América do Sul, de flores pálidas, em cimeiras axilares, bagas globosas e folhas coriáceas, us. no preparo do chimarrão e, após torrefação, em chá tomado quente ou geralmente gelado, como é muito popular em quase todo o Brasil, com propriedades tônicas, estimulantes e diuréticas [sin.: caá, caaeté, chá-dos-jesuítas, chá-mate, congonha, congonha-mansa, congonha-verdadeira, congonheira, erva, erva-mate, mate-do-paraguai, pau-de-erva] 2 as folhas dessa planta, depois de secas. 3 bebida preparada com a infusão dessas folhas; chá-mate. mate chimarrão B aquele que é bebido sem açúcar. mate de armada curta RS aquele que é servido muito quente, queimando os lábios e a língua. ETIM esp. mate (1570) 'cabaça vazia para vários usos domésticos, particularmente, para tomar erva-mate' , (1740) 'infusão da erva-mate', der. do quích. mati 'cabacinha'
Clique aqui para ver o artigo original completo
|