JOAQUIM MACHADO DE ASSIS
Nasceu no Rio de Janeiro, a 21 de junho de 1839. Filho de pais pobres. Começou a vida
como tipógrafo. Tendo vivido, na mocidade, quando se achava em pleno vigor o
Romantismo, ao atingir a idade madura, a das suas grandes obras, defrontou-se com o
Realismo, depois com o Naturalismo. Não ficou sendo um romântico, mas não foi também
nem um realista e muito menos um naturalista. Foi o que se pode chamar um escritor de
transições, embora mais inclinado para o Realismo, que é discreto, moderado e não desce
aos excessos, às vezes às torpezas do Naturalismo. Em 1867, entrou para o Diário Oficial
como redator. Em 1873, passou para a Secretaria da Agricultura. Em 1889, foi nomeado
chefe da Diretoria do Comércio. Primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras
onde tomou por patrono a José Alencar, seu grande amigo e mecenas, continuando-se
essa intimidade com o filho Mário de Alencar. Faleceu na sua cidade natal, 29-IX-1908,
incéu, recusando os socorros do sacerdote.
Obras:
Quincas Borba; Helena; Memórias de Bras Cubas; Iaiá Garcia, etc. que são romances;
poesias, contos, dramas, comédias, inúmeras páginas de crítica e crônicas. Memorial
de Aires é seu último livro, saudades da esposa, Carolina, falecida a 20 de outubro de 1904.
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