Fazia algum tempo que uma garota muito especial havia, literalmente,
caído em seu tempo, roubado seu coração
e depois, ela foi "arrancada" dele, as coisas pioraram
muito para o pobre garoto.
- Olha lá, esse idiota precisa que uma garota caia
de outro tempo para namorar alguém.- James e Sirius
tiravam sarro do garoto, deixando-o com muito ódio.
Tinha que tomar uma atitude.
Correu para seu refugio, a biblioteca, remexeu as prateleiras
atras de livros, fórmulas, feitiços, qualquer
coisa que o levasse a 2006.
Nada encontrou...
Procurou professores.
Nada...
Então era hora de apelar olhou para a marca, naquela
noite procuraria uma saída e encontraria o seu novo
mestre. O garoto passou o dia procurando uma passagem, o que
chamou muita atenção dos Marotos que decidiram
dar uma mãozinha.
- Olá ranhoso, procurando algo?
- Nada da sua conta, Potter, se manda.
- Tá querendo dar uma voltinha pela rua, acertei?
- Sai fora, não enche ou...
- Ou o que, se eu quisesse já tinha arrancado essa
sua calça nojenta.
- Você deve adorar me ver despido.
- Pode Ter certeza que você não faz o meu tipo,
mas se você quiser sair a noite, é só
tocar um nó no salgueiro lutador, ele fica quieto e
você sai por uma passagem embaixo dele.
Severo achou o ato estranho, sondou a árvore durante
o dia e encontrou o nó o maldito estava certo. Mas
porque ajudá-lo?
Talvez porque ambos sabiam o que era o amor, talvez fossem
parecidos em algum ponto. Anoiteceu era hora de Severo sair,
deu graças por ser lua cheia e ela estar clareando
um pouco o caminho, ouviu passos atras de si, era um cachorro
preto, devia ser de Hagrid, perto da floresta havia um cervo,
ele ficou encantado com o cervo, nunca vira a figura majestosa
da criatura dos Alpes.
Depois de voltar a si, focou-se ao salgueiro e foi fazer o
que havia se proposto. Tocou o nó e a arvore ficou
quieta, mas do buraco do por onde entraria um enorme animal
saltou para cima do garoto, parecia um cachorro bravo, muito
maior, feroz, uivava com fúria, o garoto não
precisou olhar muito para o animal, sabia o que era, um lobisomem.
Severo começou a correr e teve a nítida impressão
de Ter visto o cão rir dele, ele corria, mas o animal
estava logo atras, pelo visto louco para lhe dar uma mordida.
Severo foi rapidamente derrubado pelo lobisomem que começou
a rola-lo no chão, se divertindo com a agonia do garoto
antes de dar lhe um fim. Então o lobo tentou o morder,
ele não deixou, tentou de novo, o garoto foi rápido
o bastante para desviar de novo.
Então quando tudo parecia perdido, um vulto o salvou
se colocando entre Severo e o lobo enquanto o cachorro chamava
a atenção da besta. Severo olhou melhor o vulto,
era James Potter, ele não conseguia dizer nada apenas
levantou agradeceu com aceno com a cabeça e entrou
na passagem do salgueiro, foi sair na caso dos gritos andou
até um local abandonado da cidade e então viu
seu mestre sentado com um livro na mão em uma espécie
de jardim abandonado.
- Mestre o sr acha prudente ficar aqui?
- Durante as noites sim, mas o que te trás aqui.- Voldemort
olhava o garoto com admiração, pois a falta
de medo dele e a insolência juvenil faria dele um dos
bons.
- Mestre eu vim pedir para ir ao futuro, quero ver Hermione.
- E Hogwarts, não vais largar os estudos para ir atras
de uma garota, os comensais eram todos estudantes aplicados.
Eu, fui o melhor aluno de meu tempo e de todos os outros tempos,
pode Ter certeza.
- Eu sou o melhor depois do sr, não quero largar nada,
só quero vê-la.
- A qualquer preço?
- Minha lealdade já não é pagamento suficiente?
- Não seja tolo, não penas mesmo que eu vou
te ensinar magia negra assim pela lealdade, ser leal é
tua obrigação aqui.- ele parecia ameaçador
o garoto pela primeira vez teve receio dele.
- Desculpe, o que o sr espera de mim?
- Quero que me coloque cara a cara com Dumbledore.
- Coloco o sr na escola pela mesma porta por onde saí.
- Perfeito.
- Mas primeiro quero ir ao futuro.
- Dessa vez vou fazer isso por ti antes de me dares algum
resultado, mas da próxima, saberás porque eu
sou o Lord da trevas.
- Sim sr, obrigado sr.- ele fez uma reverencia, o Lord o ensinou
um feitiço, magia negra, Severo deveria escolher dois
objetos iguais , um ficaria no com ele, outro iria ficar no
futuro para lhe dar livre acesso.
Ele testou deu certo, escolheu duas ampulhetas uma ele embalou
e deixou na porta da Grifinória endereçada a
Hermione, com um bilhete, "deixe sempre perto de você,
Severo Snape 85" e retornou, tinha que pagar sua dívida.
Chegou, agradeceu o mestre, iria pagar a divida. Olhou o Lord.
- Vamos, eu o levo até a escola.
- Ei, deixe-me juntar os homens, fazer um plano.
- Vamos de surpresa, sem levantar suspeitas, sem chances de
descobrirem.
- Você é ousado Snape. Eu gosto disso.
O lord seguiu Severo, mas ao chegarem perto da casa dos gritos,
deram de cara com Dumbledore, McGonagall, James e Sirius.
A professora conheceu o sr e chamou Snape, puxou-o para dentro
da casa, onde o lobisomem Lupin estava desmaiado em um canto,
os três garotos iam a frente.
- Professora, quem é aquele homem?- cochichou Potter
a professora.
- É o auto intitulado Lord Voldemort.
Potter olhou para o amigo e os dois olharam Snape de cima
a baixo.
Alvo ficou encarando o Lord das trevas.
- Então agora você usa crianças para seus
objetivos, que ato repugnante.
- Ele me procurou, não era feliz e ainda por cima você
retirou dele o que ele mais queria então ele recorreu
a mim.
- Uma garota do futuro foi o preço, você é
muito estúpido Riddle, sabe que essa relação
é impossível.
- Não me chame por esse nome trouxa.
- Esse é o seu nome, essa coisa ridícula de
Voldemort, desiste disso.
- Nunca, vais Ter que me matar.
Alvo ergueu a varinha, ia impedi-lo de continuar a fazer maldades,
os dois duelaram por quase uma hora então começou
a chover e Voldemort aproveitou um leve descuido do velho
para desaparatar dali.
O sr pega o caminho pela casa dos gritos para ir de volta
a escola e McGonagall estava muito preocupada sentada ao lado
de Remo ainda estuporado na casa dos gritos.
- Alvo, graças a Merlin, que retornaste, estas bem?-
ela levantou e foi até o velho na porta.
- Sim, estou bem, só um pouco molhado. Obrigado pela
preocupação, minha cara, onde estão os
garotos?
- Em seus quartos. Eu disse que você decidiria o que
fazer com eles. Fiz certo?
- Fez sim, principalmente no caso de Snape. Quero Ter uma
conversa muito seria com ele e mais vou lhe dar um castigo
muito diferente.
- Certo, mas acho melhor descansar agora, amanhã será
um longo dia para nós.
- Você está certa Minerva, vamos.
Quando eles estavam na porta que dava para a passagem, Alvo
apontou a varinha e despertou Remo, fechando a porta em seguida
prendendo o jovem lobisomem na casa dos gritos.
2006
Hermione é a primeira a sair da Grifinória,
ela ia a biblioteca antes de tomar café a manhã
quando viu um pacote para ela na porta, pegou abriu e encontrou
uma linda ampulheta tinha um bilhete, ela leu e foi levar
o bilhete para seu quarto, guardou o artefato no bolso.
Na masmorra, Severo Snape olhava para uma peça exatamente
igual a que a garota acabara de ganhar aquela pequena ampulheta
trazia boas lembranças felizes, dor e vergonha. Ele
sabia quando seria mas nada poderia fazer, sua ampulheta não
tinha mais poder e mais ele não queria perder as boas
lembranças.
1985
Amanhece, Severo vê o por do sol de uma janela no corredor
da escola. Quem disse que ele foi capaz de dormir(?), era
muita coisa para uma pessoa só. Uma ave, uma fênix(
para ser precisa) entregou um bilhete ao garoto:
" Sr Snape
Eu sei que não consegues dormir então venha
ao meu escritório, precisamos conversar.
Alvo Dumbledore."
O garoto pensou um pouco em não ir, mas terminou indo
o mais rápido que pode, ao chegar o velhinho já
o esperava na porta.
- Venha, meu garoto, entre sente-se.
- O que o sr deseja comigo?
- Bem, não vou te dizer nada sobre certo ou errado,
mas com meus quase 100 anos, vi muita coisa, não sei
e não me importam as razões que o levaram a
se unir com Tom Riddle, vou te dizer o que eu vejo, vejo que
estas cometendo um erro e saiba, certos erros ficam marcados
muito além de uma marca no braço, ficam para
sempre no coração e na mente então eu
espero que você tenha pleno conhecimento do que faz
e mais que valha a pena para ti
- Vale sr, como vale.
- Pela sua cara deve mesmo valer, quero que saibas que eu
poderia expulsá-lo por ser pego fora da escola mas
eu sei que você tem um futuro brilhante então
não vou te expulsar. Mas vou te deixar uma semana proibido
de estudar qualquer coisa, eu pensei e você é
um aluno tão compenetrado que essa é a única
maneira de puni-lo.
Severo ficou triste mas reconhecendo que poderia Ter sido
expulso apenas aceita a punição e pede permissão
para ir ao seu quarto, e enquanto saia ficou fazendo plano,
passaria uma semana no futuro.
Pegou algumas roupas e a ampulheta, pensou nela, falou o feitiço
e quando viu estava na biblioteca. Estava muito frio.
- Mione, vim te ver.
- Severo o que você faz aqui?- ele a puxou, beijando-a
e depois a olhou sorrindo.
- Eu vim matar a saudade, tenho uma semana sem aula. Que dia
é hoje?
- 29 de Dezembro de 2006.
- Olha, vou virar o ano de novo e mais dessa vez contigo.
- Acho que não.
- Porque não?
- Bem, você é professor aqui, sabe dos perigos
de se auto ver.
- Tudo bem, eu prometo não aparecer na minha frente,
vou ficar só por esses lados. Você é monitora
não é?
- Sou.
- E você usa o quarto ao qual tem direito?
- Não.
- Então vou ficar nele.
- Tudo bem.
- Viu, tudo se ajeita, agora vem cá- ele puxou a garota
para perto a beijando, Mione estava envolvida pelo garoto
e ao mesmo tempo com medo, não sabia se era certo aquilo,
como ficaria com o professor Snape depois que o garoto Snape
fosse embora.
Severo do futuro viu a si mesmo com a garota durante dois
dias se escondendo sempre então decidiu terminar esse
tour sem ficar se auto espiando, iria ficar na masmorra até
aquilo acabar, só sairia para dar aulas.
No dia 31 o garoto acordou e foi sentar na beira do rio. Então
ficou com fome, eram 6 e meia da manhã, foi para a
cozinha comer algo.
- Oi Severo, eu conversei contigo e...
- Eu sei, eu me tranquei e não apareço fora
da minha sala e sala de aula até eu ir embora, já
esperava isso de mim mesmo, ou seja eu não mudei, que
bom.
- É, pelo visto não mudou mesmo.
O menino estava se sentindo muito bem, ele amava a menina,
pois ela o tratava com respeito, era carinhosa, inteligente,
divertida.
- Eu já disse que você é perfeita. Vem
comigo para o passado.
- Eu tenho uma coisa para te contar antes de dizer se aceitaria
ir contigo ao passado em definitivo.
- Fale, por acaso você esconde algo de mim?
- Escondo, eu sou filha de trouxas e...
Ele a soltou se afastou a olhou com extremo nojo.
- Como você pode tocar em mim sua.., sua... sangue ruim.
Eu tenho nojo de você, você não podia fazer
isso comigo.
- Como assim, eu não tenho culpa.
- Tem sim, eu me envolvi, fiz magia negra por ti, fiz loucuras,
tomei uma punição poderia Ter sido expulso para
Ter uma sangue ruim do meu lado. Eu odeio você.
Ele saiu, pegou suas coisas e voltou ao passado. A garota
ficou abalada, começou a chorar como um bebê
e saiu dali, passou a manhã no quarto chorando, a tarde
também, nunca imaginou que isso aconteceria.
Eram 18 horas quando ela decidiu sair do quarto, finalmente,
da Grifinória e foi caminhar, andar para dar uma espairecida.
Foi ao quarto dos monitores, estava vazio. Andou mais e viu
uma sombra em um canto escuro da escola e reconheceu.
- Professor o sr do passado já não está
mais aqui, eu fui ao quarto dos monitores e está tudo
vazio.
Ele a olhou, viu o abatimento que a tomava e se entristeceu
por ser o causador disso.
- Srta, não fique triste, foi certamente melhor você
Ter se desligado dessa relação.
- Professor, o sr com 16 anos me deu um chute e agora você
quer me consolar?
- Estranho, eu sei, mas é o certo afinal eu fui o causador
disso tudo.
Os dois se olharam, o silêncio que predominava era horrível
então Snape se vira e segue para as masmorras enquanto
ela segue para o pátio e fica ali, sentada olhando
o rio, os animais, as arvores.
Jantou e começou a caminhas pela escola, era 22horas
e todos se preparavam para ver os fogos mágicos de
Hogsmeade. Snape, como de costume, ficou em sua sala, olhando
as paredes, a lareira e tudo que era muito familiar e acolhedor.
A ampulheta estava ali nas mãos dele, eram 23 horas
em ponto, ele colocou o artefato na mesa para que ele marcasse
o tempo já que essa ampulheta marcava exatamente uma
hora. A areia caia e ele se concentrava nisso até alguém
bater na porta.
" mas será que Alvo não é capaz
de respeitar meu desejo de ficar aqui sozinho." Se perguntou
indo até a porta.
Abriu( 23horas e 24 minutos)
- Você aqui, devias estar com os outros esperando a
contagem regressiva?
O silencio foi a resposta longa e afiada como um punhal, os
olhos dela, tristes, o feriam quase na carne.
- E você, como diretor da sonserina não devia
estar com seus alunos?
- Faço o mesmo que você, ou estou errado?
- Por que nunca me contou sobre isso?
- Por que mudar as coisas?
- O que você ganha me machucando?
- Ah e você acha que eu não sofri com tudo isso?
Eu era cheio de preconceitos bobos, coisa de meninos sangue
puro criado para Ter um casamento arranjado como Malfoy. Você
sinceramente esperava algo diferente?
- Então por que não evitou?
Silencio (23h 40min)
- Vamos me responde, por que não evitou?- ele sentou
em sua mesa e pegou a ampulheta.
- Ainda falta 20 minutos se desejares ainda podes encontrar
teus amigo e passar a virada com eles, ou pretendes ficar?
- Você ainda a guarda?- ela apontou a ampulheta
- Você não guarda suas lembranças?
Houve um silencio entre eles. O tempo passava já faltava
menos de quinze minutos.
- Pelo que vejo você pretende passar a virada de ano
aqui, então sente aqui comigo e espere.- ele puxou
uma cadeira para do lado da dele e ela sentou e começou
a admirar a peça dela.
- Isso ai- ele apontou para a mão dela- é uma
ligação sua com meu eu do passado.
23 horas e 50 minutos.
- Ela- Mione apontou a ampulheta dele- é uma ligação
sua com as trevas, com a ganancia de Ter as coisas antes de
seu devido tempo.
- Mas ela me tras lembranças boas.
- Mas não te dá chance de viver boas coisas
para depois se lembrar, ela te prende em apenas uns poucos
momentos.
- Cada um escolhe onde vive no passado, no presente ou ainda
no futuro.
- Mas você não pode escolher o tempo pelos outros.
- Como assim?
- Eu vivo o presente, pelo presente e para o futuro.
Ele pegou a ampulheta de novo olhou, faltavam 5 minutos.
- Você vai querer estourar uma champanha certo?
- Pode ser.
Ele conjurou, taças e uma garrafa de champanha.
- Por que você aceitou ficar comigo sabendo quem eu
era, o que eu seria?
- O que nós sentimos um pelo outro ainda vive, certo?
- Só se for em você
- Então, por que você guarda essa ampulheta?
- Por que não?
- Por que sim?
Eles se olharam. Ela tocou a face dele e ele acariciou a mão
dela, ela depositou a ampulheta dela ao lado da dele e quando
ela a puxou para perto e começou a beija-la ouviram
algo familiar.
10... 9...8...7...
eles continuavam o beijo apaixonado tão esperado por
ele, durante os 21 anos que se passaram, ela sentia a urgência
dele em tê-la perto.
6...5...4...3...2...1
Os gritos e os fogos cortaram o ar e enquanto o casal se beijava,
Mione derrubava as duas ampulhetas discretamente, ele interrompeu
o beijo, olhou os cacos das ampulhetas no chão, olhou
Mione.
- Feliz ano novo.- "finalmente"- ele pensou enquanto
ela o beijava novamente
Fim
PS. Em 1985 um garoto deitado em sua cama chorava arrependidamente
pensou melhor no que fez e se arrependeu muito, queria pedir
desculpas, mas a ampulheta dele perdeu o poder de levá-lo
ao futuro e Voldemort não pode mais ajudá-lo.