- E ai Hermione, vai passar as férias com o Vitinho?
- Pára com isso Ron, até parece criança,
eu já disse que vou passar as férias na casa
do Vitor, ele quer me apresentar para a família dele.
- Boa sorte, todos sabem que os Krum são muito preconceituosos
com nascidos trouxas.
- Mas eu não vou casar com o Vitor, só vou conhecer
um lugar diferente da Europa e passar as férias com
um amigo como passei férias contigo ou com outro amigo.
- Mas precisava ser Vitor Krum?
- Ron, o que você quer, que eu te traga um autografo,
uma foto autografada, uma dedicatória, Poxa Ron não
pode me deixar em paz?
- Faça como achar melhor.
Hermione saia do trem e encontrava Vitor que estava a aguardando.
- Hermionini, vim puscar você.
- Obrigada Vitor, achei que você me pegaria direto na
Bulgária.
- Non, eu pensei que fosse mais educado pusca-la aqui.
- Então vamos.
- Deixe-me levar isso páraa você.
- Muito agradecida.
Eles pegaram as coisas e foram ao trem trouxa( o trem bala),
pois ele era um pouco mais rápido que o trem bruxo.
As férias foram agradáveis e como Hermione e
Vitor eram apenas "amigos" a família dele
foi muito agradável com a convidada.
Ao retornar para a escola procurou por Ron e Harry encontrando-os
em um vagão sozinhos.
- Oi estava com saudades de vocês e pensar que esse
é o último ano que eu fico com vocês o
ano todo.
- Oi Mione, senta aqui.- disse Harry - eu também estava
com saudade sua e comentava agora mesmo que depois desse ano
vamos nos separar.
- E ai Mione, namorou muito com o Vitinho?- falou Ron com
uma cara de nojo.
- Ron, cala a boca, e eu ainda te trouxe isso.- disse ela
entregando uma foto do Vitor com toda a seleção
Búlgara, autografada por todos os jogadores.
- Mione eu não tenho palavras para e agradecer.
- Então me agradeça não me incomodando.
- Feito.
A viajem foi tranqüila e animada.
O ano começou e estava bem divertido até Hermione
Ter uma grande idéia. Ela sentia que precisava de um
reforço em Poções e como o professor
Snape havia se oferecido para a turma especial, formada de
99% de sonserinos. Ela achou que devia aceitar, mesmo sabendo
que as aulas de reforço seriam só para os sonserinos.
Fez o caminho até a sala do professor Snape nas masmorras.
- Srta Granger, o que a srta quer aqui?
- Professor, eu estava pensando em quem sabe caso o sr tenha
um tempo livre pudesse me dar umas aulas de reforço,
como o sr ofereceu ontem em aula.
- Pensei que a srta soubesse tudo já, e que não
precisasse das aulas desse reles mestre de poções.-
disse cinicamente.
- Se o senhor fosse um simples professor, realmente, não
teria o que me ensinar, mas como o sr mesmo disse, o sr é
um mestre em poções e por isso tem muito o que
me mostrar.
Com esse "elogio" não tinha como Severo negar
isso a garota, acabou aceitando, também por que ela
foi a única que quis fazer reforço e que se
preocupava com os exames.
- Então amanhã as 19 horas na sala de poções.
- Como o sr quiser, muito obrigada.
O dia passou e ela agora se preparava para a aula extra com
Snape. Faltavam 37 minutos para a tal aula, mas Hermione que
não queria de maneira alguma chegar atrasada já
estava descendo as escadas que levavam as masmorras. Chegou
um pouco antes das 19 horas, bateu e entrou.
Severo estava sentado na cátedra onde sempre ficava
durante as aulas e mal e mal levantou os olhos dos papeis
que tinha na em sua frente para ver Hermione.
Ela entrou olhou para o professor que estava diferente, usava
apenas uma camisa branca que ela já havia percebido
que ele usava por debaixo do casaco e da capa e a calça
simples mas que caia muito bem. Ela se sentou em uma classe
a frente da Cátedra dele e esperou o professor decidir
quando devia começar com ela.
Snape, como sempre foi pontual, as 19 horas largou os papeis
que tinha e levantou indo até Hermione e sentando em
frente a moça.
- Vamos começar agora Srta. Tem algo em especial que
queira ver ou prefere que eu escolha matérias que tem
mais chance de cair nos seus exames?
- Mas essas matérias não são vistas em
aula?
- Não, são vistas as matérias que caem
sempre, as que caem as vezes não.
- Então eu deixo a seu critério professor.
- Perfeito- disse ele se levantando e pegando alguns papéis-
essas são as provas de Niems de anos anteriores, olhe
só, questão quatro fala sobre poções
de calor. É uma poção muito utilizada
em regiões frias como a Sibéria pois ela diminuí
a temperatura corporal fazendo com que a diferença
de temperatura do corpo e do meio fique parelha, assim foram
evitadas muitas mortes. Aqui nesse livro tem a receita da
poção você pode ver que ela parece Vodga
trouxa e é exatamente por isso que os trouxas dizem
que essa bebida esquenta. Eu quero que você execute
essa poção hoje, vou ficar aqui e lhe ajudar
caso precise, os ingredientes estão no armário,
pode ir busca-los.
Ela foi e voltou com tudo que precisava sentou e fez toda
a poção embaixo dos olhos de Severo. Ele estava
muito atento a tudo que acontecia naquela mesa e naquele caldeirão,
estava encantado pois sabia que aquela poção
era muito difícil mas ela a executava com total perfeição,
delicadeza, era lindo para ele observa-la preparando a poção,
o perfume o enfeitiçava era doce e convidativo ele
estava ficando zonzo e com toda a certeza não teria
100% de certeza do que estava fazendo.
- Terminei professor, está certa?
- Sim srta Granger, a poção está perfeita.
- "ele disse perfeita, não acredito"- o sr
acha que podemos fazer mais uma ou devo me retirar.
Ele olhou no relógio eram 19H 50min. Ele pretendia
lhe dar apenas uma hora de aula, mas não queria se
afastar dela. Teve uma idéia. Uma boa idéia.
- Infelizmente tenho que coletar alguns ingredientes na floresta
proibida, então não podemos fazer mais uma poção,
mas se a srta não tiver nada mais interessante para
fazer e quiser me acompanhar, posso lhe dar algumas explanações
sobre os ingredientes e seus usos.
- Perfeito professor Snape, vamos.- "como ele está
diferente. Mas, vou aproveitar"
Os dois foram até a floresta e começaram a conversar,
Severo colhia ervas e falava para o que elas serviam, Hermione
carregava um cesto com algumas ervas leves e anotava em uma
caderneta tudo o que Snape falava.
Assim ficaram por um bom tempo estavam não só
cumprindo um dever, como também estavam se divertindo
e muito com a colheita das ervas.
Quando terminaram Severo pegou as duas cestas e foi para a
masmorra enquanto Hermione foi para a Grifinória.
Foi direto para a cama e sonhou, sonhou com uma vida muito
feliz, com muito carinho de um homem muito especial que a
impressionou muito, Severo Snape, ele tinha um cheiro muito
bom, inebriante, quase hipnótico, um jeito másculo
porém de uma sensibilidade muito grande, além
de ser portador de uma sensualidade nunca antes percebida
por ela.
Nas masmorras o alto questionamento era constante, por que
ela? Com tanta mulher pelas quais você poderia se apaixonar,
foi assim num estalo que descobriu um sentimento atrofiado
dentro dele que retomava suas formas ao se aproximar da bela
jovem, a vontade de beija-la durante as várias vezes
que a encarou na floresta era maior que as forças de
seu corpo, ele só se agradecia por Ter um senso de
ética e dever maior que qualquer outra coisa. Mas será
que conseguiria na próxima aula com ela sentada a menos
de um metro dele.
Amanhecia em Hogwarts e um casal separado pelo espaço
mas não pelo compasso de seus corações
teria aula de poções logo no primeiro período,
ela com 24 alunos sonserinos, mas estava tranqüila pois
se sentia muito mais a vontade em uma sala de aula com Snape
do que qualquer sonserino.
Uma grande decepção, é assim que pode-se
descrever a aula de poções de Hermione, Snape
agiu com ela de maneira muito fria, como sempre, como se não
tivesse passado na noite anterior, mas nem tudo estava perdido:
- Quando acabarem suas poções coloquem um pouco
em um frasco e coloquem na minha mesa, Srta Granger, fique
após o sinal que tenho que combinar mais uma aula.
Os sonserinos riram pensando que Mione estava encrencada,
mas não sabiam que quem estava ficando encrencado era
o seu diretor que estava apaixonado pela bela Grifinória
sangue ruim. Mas nenhum dos queridinhos do professor Snape
nunca imaginaria uma coisa dessas.
A aula acabou. Hermione ficou sentada enquanto todos saiam
com seus materiais, eles olhavam para Mione com cara de pena.
- Srta venha até aqui.
- Sim professor- disse Mione indo até Severo.
- A srta pode vir aqui hoje as 19 horas de novo.
- Claro, para as aulas eu presumo.
- Não, para me ajudar a organizar os materiais que
serão usados nas próximas aulas, além
de ser útil ainda aprenderá algo mais.
- Sim professor.
Os dois ficaram um tempo se encarando até que a garota
quebrou o silêncio.
- O sr deseja mais alguma coisa ou posso sair?
- " desejo beija-la pára com isso Severo Snape,
se controle."- não, pode sair
- Até a noite.- ela virou e saiu, ele não falou
nada apenas ficou olhando para a garota enquanto essa saia.
Mais algumas aulas, muitos temas pois estavam em um ano muito
difícil e 19 horas estava quase chegando. A moça
chegou nas masmorras mais ou menos na mesma hora da vez anterior.
Ele estava novamente lendo alguns papeis e mal e mal levantou
os olhos, voltando a ler tão concentradamente o papel
que dava até curiosidade de saber o conteúdo
do tal pergaminho. Mas ela não se atreveria a perguntar.
Bateu 19 horas novamente o pergaminho foi abandonado e ela
se tornou o foco de atenção.
- Bem srta venha comigo.
- Ela o acompanhou para armário de poções
já tão conhecido.
E novamente começaram com o jogo ela pensava em como
ele ficava sexy com menos tecido e menos bravo e ele pensava
que daquela distancia beija-la era um ato quase obrigatório
mas proibido afinal era uma menina.
Explicações e mais explicações,
Hermione olhou discretamente para o relógio eram 20
e 45 min. mas o professor não notava passar do tempo
e apenas entregava ingredientes e ajudava a arrumar para a
aula enquanto fala sobre os usos as utilidades totais e o
que poderia ser cobrado nos exames. Ainda não havia
jantado como a última aula havia terminado antes do
termino do jantar pensou que hoje seria igual, mas não
foi nunca o interromperia para falar do apurado da hora estava
gostando daquilo estava aprendendo a ouvir a voz de Snape
que sempre lhe foi uma fonte de dor e humilhação
como uma fonte de prazer para seus ouvidos, poderia ouvi-lo
falar para sempre e nunca cansaria daquele timbre.
Era uma tortura ficar sentando ali perto dela e por isso foi
pegando embalo pegava um ingrediente dizia o que fazer separava
uma parte para ela e uma parte para ele e ocupava a mente
para não pensar em besteiras. Foi pegando de um a um
os ingredientes até chegar ao fim. Não havia
mais nada para fazer ali olhou para ela e disse.
- Tenho a impressão que passamos um pouco da hora.
- Deixe-me ver - ela olhou no relógio- oh sim, são
21 horas e 40 min.
- Nossa, nem notei espero que não tenhas nenhum problema.
- Não posso ir?
- Claro, espere- um ato de loucura- a srta já jantou?
- Não. Vou dormir assim mesmo.
- Não mesmo, a srta vai vir jantar comigo.
- Como?- " o que deu nele?"
- Eu não posso deixar a srta sem janta ir dormir, ainda
mais que a culpa é minha.
- Se é assim, tudo bem. Mas o salão principal
está a muito sem nada mais para se comer.
- Venha comigo.
Os dois seguiram até a cozinha e lá sentaram
e jantaram calmamente sem se falarem ou trocarem um olhar.
Depois cada um se dirigiu aos seus aposentos, Hermione lembrava
de cada detalhe, do cheiro dele, da voz tão próxima
de seu ouvido como ela desejava que ele falasse coisas diferentes.
Já Severo não sabia quanto tempo agüentaria
a proximidade o perfume dela era tão delicado e feminino.
Tinha que mantê-la longe, mas como se no outro dia já
estava mandando um pergaminho a ela chamando-a para ajudá-lo
a preparar uma poção logo mais a noite.
Hermione foi ao encontro de seu prof.
Estavam preparando uma dificílima poção
em um caldeirão gigante quando ela foi mexer a poção
ele sentiu que a moça não tinha força
suficiente e lhe deu um auxilio, parou atras dela a forçando
contra o caldeirão ou contra o corpo do prof. ela,
obviamente, escolheu a Segunda opção. Severo
sentiu cada centímetro do corpo dela encaixado no corpo
dele, ela estava em meio aos braços dele, ali muito
perto.
Ele lhe deu um beijo no pescoço que chamou atenção
da moça, ela olhou o professor.
- Desculpe- foi a única coisa que saiu da boca dele
antes dela tomar a iniciativa de puxá-lo beija-lo com
paixão.
- Eu te amo, Hermione.
- Desculpe, eu não devia Ter feito isso. Eu notei esse
sentimento para comigo mas não devia Ter me aproveitado
disso dessa maneira.
- Você falando em se aproveitar? Eu sou o velho e você
fala em se aproveitar?
- Eu noivei nessas férias com Victor Krum, vamos nos
casar final do ano letivo.
Ele a olhava sem acreditar naquilo. Como ela poderia.
O resto da semana passou normalmente, ele não mais
pediu ajuda a ela, mas teria mais uma aula com ela na semana
seguinte.
Eram 19 horas quando ele abandonou os pergaminhos que lia
e sentou em sua frente começou a falar de uma poção
chamada poção da fidelidade, fazia a pessoa
que bebesse ser fiel a quem amava mesmo que, por exemplo,
ele ame a amante não conseguirá Ter outra mulher
que não seja a que ele amar. Não importa o que
aconteça, por 48 horas.
Hermione fez a poção e então ele fez
ela beber a poção. Ameaçando-a de detenção
e perda de pontos para sua casa.
Havia um motivo que a fazia não querer beber a poção.
No outro dia de manhã.
- Poção da fidelidade é uma poção
que faz com que a pessoa que a beba só consiga se envolver
emocional ou fisicamente com aquele a quem ela ame. Mesmo
que ao invés de seu noivo, eu seja apenas um amante.
Você me ama srta Granger, não pode negar.- ele
tinha um brilho no olhar muito especial vendo Hermione enrolada
em seu lençol sabendo que se ele lhe arrancasse o pano
das mãos ela estaria completamente nua.
Ela sorriu. Enfim aquilo era verdade mas tinha aceito o pedido
de casamento de Victor e era com ele que se casaria.
- Eu não sou de voltar atras de minha palavra Severo.-
ele a viu se levantar e recolocar as roupas rapidamente- Se
dei minha palavra a Victor que me casaria com ele é
isso que farei.
- Seria capaz de ir contra seus sentimentos só para
cumprir sua palavra?
- Certamente.
Era exatamente o que esperava dela. Ao vê-la deixar
as masmorras não teve coragem de correr atras dela,
a única vontade que teve foi a de deitar naquela cama
e abraçar o lençol que ainda estava quente e
mantinha o cheiro do corpo dela.
Decidida do que faria, escreveu a Victor para que ele marcasse
a data logo.
Um certo dia de manhã ela recebe um buque de flores
e uma carta dizendo que marcaria para Final de Maio o casamento,
olhou aquele papel e olhou a mesa dos professores, tinha um
par de olhos negro lhe fintando, sem a expressão de
desdém e nojo características do mestre de poções
mas um olhar entristecido.
A moça pegou as flores e a carta deixando o salão
principal.
O ano passava calmamente, Hermione havia encomendado seu vestido
em uma costureira de Hogsmeade e sempre que podia ir a cidade
mágica dava uma conferida em como estava ficando, convites
já haviam sido espalhados, estava tudo pronto, no Natal
foi para a casa do noivo e sentiu algo diferente, os pais
do noiva já não a tratavam bem, os elfos a olhavam
torto, a mãe dele usava palavras como mestiçinha
para chamá-la. Um dia chamou a moça para conhecer
uma garota com quem ela e o pai sonhavam que Victor casasse.
Hermione sentia-se um lixo lá e foi então que
teve uma idéia estranha, mandar um cartão a
alguém especial. Compro um cartão que imediatamente
ao mandar se arrependeu de te-lo escolhido, era um casal abraçado
em baixo de uma árvore e tinham fadinhas ao redor dançando.
Quando Severo recebeu a lembrança teve vontade de ir
até a mansão Krum Tomá-la a força
e nunca mais deixá-la sair de perto dele.
'Severo,
Sei que não sou exatamente a pessoa que mais te deixará
feliz por te mandar um cartão mas eu senti essa necessidade.
Eu só gostaria de desejar um feliz natal, um ano novo
melhor do que esse que está passando e que você
encontre uma pessoa que te mereça ao contrário
de mim.
Feliz Natal
Hermione Granger.'
Queria responder aquele cartão, viu a capa e achou
cruel mandar uma imagem daquelas de um casal feliz, uma imagem
que poderia estar acontecendo com eles se ela não fosse
cabeça dura, ele também não insistiu,
deixou Hermione seguir sua vida da maneira que desejasse afinal
se ele tivesse feito ela desistir daquela idéia louca
de casar com um homem que não ama certamente em todo
e qualquer problema do casal ouviria esse detalhe lhe ser
atirado na cara. Decidiu responder e logo. Nem se preocupou
em comprar cartão apenas pegou um pedaço de
pergaminho e escreveu.
'Hermione
Realmente fiquei comovido com seu cartão era a última
pessoa que eu imaginava me mandando um cartão de Natal.
Fico grato que suas necessidades ainda sejam atendidas de
alguma forma. Também espero que tenhas um feliz Natal
e um bom ano novo.
E pode Ter certeza que não vou Ter um ano melhor que
esse já passou apesar dos pesares tive o que queria
pelo menos uma vez.
Feliz Natal, espero que não estejas vivendo a cena
do cartão que me mandaste afinal era eu que devia estar
ai.
SS'
Ela ao pegar o pergaminho sentiu uma dor no coração
que era quase física. Atirou aquele pergaminho na lareira
e viu que assim como o pergaminho queimava passavam-se os
dias, no outro dia veria Severo de novo. Arrumou sua mala
e ficou sentada na cama do quarto pensando.
- Hermi, está tudo bem?- Victor via uma angústia
na namorada
- Amanhã eu vou para Hogwarts de novo.
- Orra pense no lado pom, em Maio você vem para cá
para sempre.
Ela sorriu e se perguntou "Será mesmo que esse
era o lado bom?"
O beijo foi terno e cheio de carinho mas não era o
beijo apaixonado de Severo, os olhos eram negros, assim como
os cabelos compridos até os ombros mas não tinham
aquele 'Que' que Severo possuía, Krum era bonito, jovem
rico, famoso ele era aquilo que todas as garotas desejavam,
mas ela não. Não iria desfazer o compromisso
casaria com Victor, seria feliz no fim acabaria o amando mas
hoje não conseguiria beijá-lo como desejava
beijar Severo.
No outro dia desaparatou para Hogsmeade e lá deu mais
uma olhada em seu vestido imaginou o local do casamento ela
entrando no local mas em seus sonhos não era Krum que
a esperava era Severo. Chegou perto da vitrina do atelier
e ficou olhando para o horizonte quando viu um vulto passar
rápido pela loja sem nem ao menos olhar para lado.
Em um impulso ela saiu vestida chamou ele, que a olhou de
cima a baixo com os olhos tristes.
- Você está linda vestida de noiva srta., mas
não deveria ser vista de noiva antes do casamento...
- Pelo noivo, vou casar com Victor. Mas o que fazes aqui?
- Ah é? Estás linda, mas devias casar de branco?
Sobre eu estar aqui, você acha que eu não tenho
vida fora da escola?
- Porque, você sabe que eu não sou mais virgem.
E mais eu sei que você tem vida além da de professor.
Ela entrou na loja afinal o costureiro a chamava desesperado
iria estragar o vestido saindo na rua sem o salto. Ouviu a
conversa, olhou Severo e olhou a noiva entrando na loja.
- Ei Srta. Sei que não sou nada seu, mas não
acha que devia casar com aquele homem lá?- Apontou
Severo que apertava o passo de volta ao castelo.
- Olha, eu gosto de Victor...
- Mas gostar não é o bastante, tem que amar,
sentir vontade de fazer loucuras com ele.
- Como passar uma noite na floresta proibida?
- Você já teve vontade de fazer isso?
- Sim. -"cada vez que Severo vai com as roupas de comensal
naquela direção" ela pensou
Recolocou as roupas da escola e foi para lá.
Victor teve um problema com a seleção búlgara
e mandou uma carta a Hermione pedindo para antecipar o casamento,
para Março, daí eles casavam passavam duas noites
juntos e ele ia para a seleção e ela para a
formatura.
Hermione explicou o acontecido ao diretor que concordou em
liberá-la dois dias para o casamento.
Tudo estava pronto para a data ela estava com o vestido em
seu quarto. No dia do casório, foi a Hogsmeade em um
salão de beleza, fez a maquiagem, cabelo tudo que uma
mulher faz antes de se casar.
Voltou a escola onde se trocaria e uma carruagem a levaria
para um povoado próximo onde seria o casamento.
No local do casamento a família de Krum olhava enojada
para o casal Granger e Krum, olhava a porta, o relógio
e a porta de novo.
A Sra. Granger chegou perto.
- Querido, se acalme, falta uma hora para Hermione chegar
aqui e a noiva sempre atrasa.
- Eu sei, mas estou nervoso igual.
A mulher falou algo em búlgaro para o marido, a Sra.
Granger sorriu para ela sem entender o 'maldita trouxa asquerosa
colocando mão no nosso filho. Tomara que o coche com
a mestiça vire.'
A hora passou Hermione estava atrasada, normal para a noiva,
passou mais meia hora, uma hora de atraso e nada de Hermione
então Hagrid entra a igreja apressado.
Voltando no tempo.
A moça olha no espelho, ainda falta uma hora, em 20
minutos o coche partia, estava linda. Saiu do quarto com uma
capa protetora por cima, para não estragar o vestido.
Desceu queria chegar um pouco mais cedo e acabar com aquilo
logo.
Passou pela entrada das masmorras, parou, voltou foi a sala
dos professores, e pediu para ver o horário queria
saber o que perderia, obviamente, foi autorizada, viu uma
ironia do destino, naquele dia Severo só tinha aula
de manhã.
Agradeceu e ouviu um parabéns de Binns, votos de felicidade
e tudo o mais.
Passou de novo pela entrada das masmorras parou e vendo que
ninguém estava perto ela entrou foi andando pelas masmorras
vazias, como não teria aula ali não tinha porque
os alunos em pleno num dia de aula normal andarem por ali.
Parou na porta da sala dele, bateu. Ele esperando que fosse
algum monitor avisando de uma travessura de algum sonserino
mandou entrar anunciando que a porta estava aberta.
Ao ver Hermione com os cabelos presos a uma grinalda e de
maquiagem muito bem feita. Espantou-se.
- O que faz aqui, você tem que casar hoje.
- Eu sabia que você não iria então vim
te dar tchau.
- Obvio que eu não iria - ele pegou o convite e mostrou
para ela.
- Desculpe, eu preciso fazer isso.
Ela chegou perto e o beijou, sendo correspondida.
· Você está me machucando assim, eu sei
que não sou o melhor sujeito do mundo mas acho que
nem eu mereço algo assim.
Ela tirou a capa de cima do vestido.
- Você quer casar comigo?
- O que? Você vai casar com o Krum hoje.
- Se você me quiser não. Olhe lá- ela
abriu uma janela e mostrou o coche.- posso ir até lá
e casar com Krum mas eu quero... eu quero ficar aqui, quero
fazer amor com você.
Ele estava assustado.
- Se eu trancar aquela porta Srta, você não sai
mais daqui.
Ela sorriu e disse.
- Se você não trancar logo vai demorar demais
desatando isso aqui?- ela virou e mostrou todas as amarraduras
do vestido era complicado abri-lo.
Ele trancou a porta com um feitiço, ela jogou o buque
e ele pegou sorrindo e o jogando sobre a mesa enquanto a carregava
até o quarto. O trabalho que o costureiro e ela mesma
levaram 20 minutos para abrir e fechar nas mãos dele
em cinco minutos estava aberto e o vestido que não
poderia estragar estava no chão junto da grinalda enquanto
o casal se amava como se fosse a primeira vez.
- Eu te amo.
- Eu sei, e eu também te amo Hermione, minha noivinha.
Ela riu.
E a cada toque dele, ela se desmanchava de prazer nem percebeu
que a porta havia destrancado e um certo senhor entrou de
mancinho viu o buque sobre a mesa e ao olhar o quarto viu
o vestido no chão deu um sorriso e saiu de mancinho,
trancando a porta novamente.
- Hagrid, vá a igreja e avise que não haverá
mais casamento que Hermione decidiu seguir seu coração
e ficar com o homem que ela ama de verdade.
Na igreja, Hagrid vinha correndo, parou em frente a todos
e disse.
- Gente, Alvo Dumbledore pediu para avisar que Hermione seguiu
seu coração e não vem. Ela, Dumbledore
e eu pedimos desculpas a todas em especial as familias,- ele
secou uma lágrima- mas não haverá casório
hoje.
Na masmorra um casal teve a sua lua de mel durante o dia.
- Mione, porque tudo isso.
- Precisava atender minha necessidades e você é
a minha única necessidade no momento. Não amo
Victor Krum, não suporto o modo como ele me chama,
Hermi- ela o imitou-, amo você, não preciso nem
de poção para ser fiel. Krum nunca tocou em
mim, ele achava que eu era virgem e...
- E você fazendo a festa com o professor de poções.
- Ela riu, ele também.
- É, agora você ainda não me disse, casa
comigo?
- Só se não for com um vestido desse costureiro,
se ele fizer outra coisa complicada de abrir como essa eu
dou um fim nele.
- Mas você levou pouco tempo para abrir, mas foi porque
eu rasguei.
Fim.