Capítulo
13
A semana passou quase que "voando".
Snape chegou pela manhã, bem cedo. Passou o dia inteiro
trancado em sua sala arrumando o seu estoque de ingredientes
que havia comprado durante a viagem.
Na hora do jantar ele foi até
o salão principal. Viu que os outros professores também
já aviam voltado de viagem, bem como os alunos. Observou
também que Klaus já havia ido embora. Respirou
aliviado. Agora tudo iria voltar ao normal.
Sentou no seu lugar de sempre, com Walkyria
ao seu lado. Voltou a sentir aquele perfume doce e inebriante.
Olhou para ela discretamente, esboçando um sorriso.
- Boa noite, Walkyria.
- Boa noite, Severus...senti sua falta
- disse baixinho.
- Precisamos conversar...
- Você pode vir até meu
quarto esta noite, no horário de sempre.
- Prefiro que seja no meu...
- Entendo. - Ela deu um sorriso de leve.
**
Walkyria saiu de seu quarto pronta para
deixar Snape paralisado. Colocou um vestido de cetim vermelho,
completamente colado ao seu corpo. Tinha um decote extremamente
ousado e uma fenda lateral que mostrava boa parte de sua perna
direita.
Apesar de conhecer a senha do quarto
dele, resolveu bater na porta antes de entrar. Ele, ao escutar
a batida, imaginou que deveria ser ela.
- Olá, Snape, posso entrar?
Ele abriu a porta e deixou-a entrar,
sem falar nada. Depois fechou a porta.
- Ele já foi? - Snape estava totalmente
sério.
- Sim, na noite passada. Agora tudo volta
a ser como antes. - se aproximou dele e abraçou-o.
- É melhor não continuarmos
com isso... - disse se afastando dela.
- Você não me quer mais?
- Não é isso...
- O que é então?
- Bem... eu não acho seguro...
parece que seu marido...
- Klaus? Não....
- Nós nos encontramos e...penso
que ele não gostou nem um pouco do fato de nossos quartos
serem tão próximos.
- Ele me comentou, mas não acredito
que tenha dado importância para isso. E, de qualquer forma,
pouco me importa! Eu quero você, Severus... - se aproximou
dele - preciso sentir seu corpo...
Ele não resistiu mais, abraçando-a
fortemente pela cintura, beijando e mordendo seu pescoço
de leve. Sua mão foi alisando o corpo dela, descendo
até a parte da fenda do vestido. Sentia a textura da
pele dela e colou seu corpo ainda mais ao dela.
- Ah....Severus.... eu senti tanto sua
falta...
Ele olhou no fundo dos olhos dela e beijou-a
com desejo, abraçando-a ainda mais. Pegou Walkyria no
colo e carregou-a até sua escrivaninha. Colocou-a sentada
e depois, com a mão, jogou tudo que havia ali em cima
para o chão. Abraçava, alisava-a sem parar de
beijá-la. Abriu o vestido dela pela parte de trás
e assim ficaram os seios dela a mostra. Então ele desceu
seus lábios até encontrá-los. Sorveu e
mordeu-os com desejo. Walkyria gemia e segurava os cabelos dele.
Ele subiu a parte da saia do vestido dela e, por casualidade,
ela não havia colocado nada por baixo. Ele sorriu maliciosamente
ao perceber isso. No minuto seguinte já estava encaixando
seu corpo ao dela quase que com fúria. Ela gritava, gemia,
suava. Ele aumentou o ritmo, segurando-a fortemente pelos quadris
e empurrava com mais força. Ela sentia cada parte dele
preenchendo-a por dentro, deixando-a louca de prazer. Ele suava
e estava com os olhos vidrados no corpo dela, hipnotizado com
as sensações que estava sentindo. Snape pressionou
ainda mais uma vez seu corpo com toda força e apetite
que tinha, soltando um gemido alto. Walkyria sentiu o líquido
de Snape preenchê-la por dentro. Então, Snape,
sentindo suas pernas cambalearem, deitou seu corpo por cima
do dela, ainda com a respiração ofegante.
**
- Severus...você foi incrível!
- Walkyria estava sentada no sofá ao lado de Snape. Seus
olhos estavam brilhando.
Ele sorriu de leve. Levantou-se, foi
até o canto da sala e pegou uma caixinha preta.
- Isto é seu presente de Natal...um
pouco atrasado.
- Obrigada. - Ela pegou a caixa, mas
antes de abrir, olhou para Snape.
- Você não me disse se gostou...
- Você nem prestou atenção...olhe
para o meu casaco...
Ela riu.
- Eu estava...bem...nem havia reparado
mesmo...
- Agora você parece mais calma...
- sorriu com malícia. - Abra, quero ver se gosta.
- Vamos ver...
Ela abriu com cuidado a pequena caixa.
Dentro havia um cordão de prata com um pingente. Era
uma pedra diferente, na forma de uma estrela. Parecia refletir
todas as cores do universo.
- Que pedra é essa, Severus? Eu
nunca vi nada igual!
- É uma espécie de cristal
muito raro. Ele tem poderes especiais. Poucos bruxos conhecem.
Chamamos de "life-crystal".
- Que tipo de poderes ele tem?
- Bem... - ele fez uma expressão
irônica - eu penso que uma prof. de DCAT deveria conhecer...mas...
- Ah, Severus...
- Não se tem conhecimento de todos
os poderes que ele tem, mas, sabe-se que protege seu portador
de muitos tipos de ataques, inclusive contra as maldições.
- E....será que funciona com vampiros?
- Confesso que nunca li nada a respeito.
- E porque deu para mim? Você não
precisa dele?
- Quero vê-la bem protegida. Principalmente
quando estiver na presença de você-sabe-quem.
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