Capítulo
21
A Guerra
Harry, Juliet, Hermione e Rony passeavam pelo
pátio da escola. Estavam bem próximos da cabana
de Hagrid, quando viram luzes verdes vindas da Floresta Proibida.
Laura, que estava um pouco distante deles, também viu,
e logo correu ao encontro deles.
- Vocês viram? - perguntou Laura curiosa.
- Vimos sim - confirmou Rony.
- Juliet, por favor, você pode ir até lá
dentro e avisar Dumbledore? - falou Harry. - Você também,
Laura, é melhor ir junto.
- E vocês, vão entrar na floresta? - perguntou
Laura.
- Sim, nós vamos. - confirmou Hermione.
- Então eu vou junto!
- É perigoso, Laura.... - falou Harry.
- Não tenho medo. Estou com minha varinha, vamos! -
Ela estava decidida a acompanhar Harry na aventura.
Juliet, então, voltou sozinha para o Salão Principal
para contar o que estava acontecendo a Dumbledore. Encontrou
primeiro Snape, que viu que a aluna estava com uma cara assustada
e, desconfiado, perguntou:
- O que aconteceu?
- Professor, preciso falar com o Diretor. É urgente!
- Pode falar comigo mesmo, ele está ocupado em sua sala
agora.
Juliet hesitou, mas realmente não viu Dumbledore por
perto, resolveu falar:
- Está acontecendo algo estranho na Floresta Proibida.
Nós vimos luzes verdes saindo de lá. Harry me
pediu que avisasse o Diretor.
- Imagino que Potter deve ter decidido entrar lá, não
é? - Snape falou seriamente.
- Sim, ele e os outros já devem estar verificando o
que está havendo.
- Outros? Quem mais está com ele? - Snape começava
a sentir o perigo no ar.
- Mione, Rony e Laura.
Snape ouviu aqueles nomes e pressentiu o que estava por vir....Voldemort
iria atacar, não tinha dúvidas.
- Senhorita, preciso de sua ajuda. Tenho que ir até
a Floresta Proibida antes que eles façam alguma besteira.
Procure a Profª. McGonagall urgente e lhe explique o que
está acontecendo. Não perca tempo, vá rápido!!!
- Sim, professor. - Juliet saiu rapidamente procurando a professora.
**
Os quatro foram entrando vagarosamente pela Floresta Proibida.
Varinhas em punho, todas com a ponta iluminada, pois estava
tudo muito escuro. Caminharam uma boa distância, mas não
viram nada além de escuridão. Nem um barulho diferente
escutaram...nada. Pararam numa clareira, já bem no centro
da floresta.
- Nada Harry....não tem nada! - disse Rony - Vamos embora,
esse lugar me dá arrepios!
- Imaginação não foi, todos nós
vimos as luzes. - falou Harry.
- Eu estou desconfiada...sinto que há algo errado -
disse Hermione.
CRACK!....CRACK!...CRACK!....CRACK!
Dez comensais aparataram e cercaram o grupo.
- Sabíamos que vocês não perderiam nossa
festinha! - disse um dos comensais que parecia estar liderando
o grupo. - Você! - disse apontando para um dos comensais
- Recolha as varinhas de todos eles, rápido!
Potter reconhecia aquela voz. Olhou para seus amigos e fez
sinal para não reagirem. Agora não era a hora.
Eram muitos comensais contra eles quatro, e, de qualquer maneira,
Juliet foi avisar Dumbledore. A Ordem iria fazer alguma coisa.
- Vamos, todos vocês, agora encostem naquele vaso de
flor ali. - falou o líder dos comensais. - Todos ao mesmo
tempo.
Era uma chave de portal. Todos foram sugados ao mesmo tempo,
indo parar num lugar estranho, parecia um porão de uma
velha casa.
Logo após eles serem sugados, os comensais desaparataram.
Snape ouviu os "cracks", mas não chegou a tempo.
De qualquer maneira, já sabia o que havia acontecido.
Todos tinham sido seqüestrados, provavelmente estariam
presos na mansão Riddle.
Lúcio Malfoy era o líder do grupo de comensais.
Assim que chegou a mansão, foi falar com o Lord das Trevas:
- Estão todos no quarto do porão, Mestre.
- Quem, além de Harry, você trouxe?
- Aquela sangue-ruim da Granger, o menino Weasley e aquela
nova aluna, Laura Steen.
- Não foi ela que estava junto com Severo quando ele
foi a Londres?
- Sim, ela mesma.
- Humm....traga ela aqui primeiro. Vou me divertir aos poucos.
O principal, Harry Potter ficará por último. Mas.....estupore
todos, não quero que tentem fugir.
- Sim, eu não demoro.
**
Laura se manteve firme e calma. Apesar de tudo, tinha uma certa
curiosidade de conhecer Lord Voldemort.
- Aqui está ela, Mestre. Srta. Laura Steen.
- Até que você é bem jovem e....muito bela!
- disse Voldemort com um olhar que parecia que iria devorá-la.
- Estou muito honrada em poder conhecê-lo, Mestre - Laura
fez uma reverência.
- Me chamou de Mestre? Mas....você estava acompanhando
Harry Potter...não estou lhe entendendo, mocinha....não
tente me enganar....
- Reconheço que não tenho poderes para enganar
o Senhor das Trevas. Sou apenas uma serva. Sempre admirei muito
sua inteligência e poder. Estava com Potter porque sabia
que perto dele seria mais fácil conhecê-lo. - Laura
falou olhando nos profundos olhos vermelhos de Voldemort. Sem
demonstrar medo algum.
- Não me diga!! - falou em tom sarcástico - Mas,
então....porque a senhorita estava passeando com aquele
traidor do Severo Snape?
- Traidor?? Eu pensei que ele fosse um comensal...
- Ele não é mais...me traiu. Agora está
trabalhando para Dumbledore, a favor de Potter.
- Oh...desculpe-me Mestre....realmente eu não imaginava....-
Laura falava com a voz bem firme, para não deixar Voldemort
com dúvidas, mas ele era muito esperto.
- E o que a senhorita foi fazer com ele em Londres? - Ele queria
saber se realmente ela estava dizendo a verdade...continuaria
a testá-la.
- Ele precisava de mim. Queria comprar alguns livros trouxas
e, como eu entendo desse assunto.....
- Sim....mas, a senhorita poderia me dizer que livros exatamente
ele comprou?
Laura engoliu a seco, agora estava sem saída. Desviou
o olhar de Voldemort e tentou buscar alguma idéia em
sua mente....teria que ser rápido.
Mas....algo aconteceu e interrompeu o assunto dos dois....
CRACK!
Era Snape. Aparatou bem próximo a Laura, que levou um
susto. Voldemort, ao vê-lo, deu um sorriso cruel.
- Severo Snape! Quanta honra! Estávamos falando de você
agora mesmo.... - falou totalmente irônico.
Snape olhou primeiro para Laura para se certificar que ela
estava bem, depois perguntou:
- Onde estão os outros?
- Em algum lugar seguro....quer se juntar a eles?
Snape olhou furiosamente para Voldemort. E ele continuou a
desafiar Snape:
- Eu sabia que viria....está preocupado com seu....sobrinho?
- deu uma risada sarcástica.
Snape arregalou os olhos apavorado. Laura e os comensais que
estavam na sala olharam para Snape sem entender nada.
- Como sabe? - perguntou Snape.
- Simples, muito simples! - Voldemort pegou um pacote que estava
na mesa a seu lado e mostrou o livro "Harry Potter"
.
Todos os comensais se entreolharam, apavorados e sem acreditar
no que estavam vendo. Laura se conteve para não dizer
nada. Os comensais ficaram comentando entre si, baixinho sobre
o livro.
- Silêncio! - Voldemort gritou para os comensais. Olhou
para Snape e falou: - Conhece esse livro, Severo?
- Conheço - Snape falou serrando os dentes.
- E a senhorita também, não é? - Voldemort
falou com um tom irônico para Laura.
- Sim - ela respondeu sem olhar diretamente para Voldemort.
- Então....acha que vai conseguir sozinho salvar o seu
amado sobrinho Harry Potter?!
Snape lançou um olhar assassino para Voldemort quando
ele pronunciou a palavra "amado".
- Harry é seu sobrinho? Eu não acredito! - comentou
Laura.
Os comensais ficaram todos de boca aberta....ninguém
acreditava no que estava ouvindo. Lúcio Malfoy olhou
com todo o ódio que tinha dentro de si para Snape.
- Esse livro me fez entender o porquê de sua traição,
Severo. - Voldemort falou calmamente - Mas...nem pense que isso
é motivo para eu te perdoar....
- A última coisa que eu quero é o seu perdão....Lord
das Trevas - falou sarcasticamente.
- Colocando as garras para fora, Severo? Acha que pode me desafiar?
O teu poder não chega nem aos meus pés....quer
experimentar?
Snape olhou firmemente nos olhos de Voldemort, enfrentando-o.
- CRUCIO! - Voldemort lançou a maldição
em Snape.
Snape caiu no chão e estava se contorcendo de dor. Laura
olhou para ele apavorada. Dois comensais a seguraram pelos braços.
- Está gostando, Severo? Quer mais? - Snape não
respondia.... - CRUCIO! - Voldemort mais uma vez atacou Snape,
que gritou de dor. - Oh! Está me deixando com pena de
você, Severo....vou te fazer parar de sofrer - falou sarcasticamente
e se levantou apontando a varinha para Snape - AVADA... -
- Não o mate! - Laura gritou interrompendo Voldemort.
- Quer experimentar também, senhorita?
- Deixe-o viver....mate-me no lugar dele, se preferir...mas
não faça nada com ele.... - disse Laura já
com lágrimas nos olhos.
Snape tentou olhar para ela, mas as dores o impediram.
- Oh....o amor é lindo! - disse Voldemort com um sorriso
irônico. - CRUCIO! - lançou a maldição
em Laura. -
Eu iria poupar Snape de ver a morte do sobrinho, mas a senhorita
me fez mudar de idéia, ....vocês vão assistir
as mortes daqueles três garotos.....vai ser divertido,
eu garanto! E...depois disso, mato os dois!!! - E deu uma gargalhada.
**
Enquanto Voldemort e os outros comensais se distraíam
com Laura e Snape, torturando-os ainda mais, o pessoal da Ordem
estava chegando na mansão. Muitos bruxos cercaram todo
o pátio da Mansão e estuporaram todos os comensais
que estavam de guarda do lado de fora. Dumbledore, Lupin, Alastor
Moody, Tonks e Sturgis Podmode, entraram pelos fundos, onde
havia menos comensais de guarda. Estuporaram cada um deles.
Vagarosamente se dirigiam para o porão. Snape já
havia dado todas as coordenadas de como Voldemort procedia com
seus prisioneiros.
Chegando no porão, avistaram Percy Weasley, que estava
de guarda na porta do quarto onde estavam os alunos. Ele logo
percebeu o barulho e levou um susto.
- Como entraram aqui? - disse Percy
- ESTUPEFAÇA! - Dumbledore nem respondeu para Percy
e lançou o feitiço que o deixou inconsciente.
- ALORROMORRA! - Tonks tentava abrir a porta do quarto.
- Ah! Esqueça....Está trancada com um feitiço
especial.... - disse Moody rindo da Tonks.
- Achei as varinhas deles! - disse Podmode saindo de uma sala
ao lado.
Lupin sabia como abrir portas trancadas com magias das trevas.
Aproximou-se e lançou um feitiço dito em um idioma
completamente estranho.
- Obrigado, Lupin! - agradeceu Dumbledore.
Os três estavam desmaiados no chão. Dumbledore
se aproximou deles, apontando a varinha:
- ENERVATE!
Os três acordaram e se levantaram aos poucos.
- Vocês estão bem? - perguntou Lupin.
- Só um pouco tonto, mas acho que já passa....
- falou Rony.
- Peguem suas varinhas, temos que agir rápido - falou
Moody - Laura e Severo estão com os comensais e
Voldemort, temos que salvá-los.
- Sim...mas...qual é o plano? - perguntou Harry.
- Primeiro eu entro e falo com Voldemort. - disse Dumbledore.
- Logo após todos vocês entram todos juntos e atacam
os comensais que estão lá dentro.
- Tudo bem...mas quem vai atacar Voldemort? - perguntou Harry
- Isso nós dois juntos resolveremos, Harry, enquanto
os outros cuidam dos comensais. - explicou Dumbledore.
**
Laura estava semi-desmaiada, caída num canto da sala.
Snape estava acordado, mas ainda agonizando de dores pelo corpo.
- Lúcio - falou Voldemort - acho que já podemos
continuar com nossa festinha. Vá buscar aqueles dois
pestinhas. Deixe Harry por último.
- Sim, Mestre.
Lúcio já estava quase na porta quando Dumbledore
entrava na sala, fazendo com que todos levassem um susto.
- Você!!! - Lúcio olhou diabolicamente para Dumbledore
- Como???
- Estava mesmo te esperando, Alvo. Que bom que veio! - disse
Voldemort sarcasticamente.
- Já faz algum tempo que não nos encontramos...
- Veio resgatar seu protegido?
- O que você acha? - olhou para Voldemort por cima dos
óculos de meia-lua.
Voldemort soltou uma gargalhada.
- E, acredita mesmo que vai conseguir salvá-lo? Não
acha que está meio gagá para bancar o herói?
Dumbledore não respondeu, olhou para a porta e entraram
todos os "guerreiros" da Ordem da Fênix de varinha
em punho.
Um arsenal de raios para todos os lados invadiu a sala. O grupo
da ordem, imediatamente ao entrar, foi logo atacando os comensais.
Hermione e Rony estavam lutando contra Lúcio Malfoy.
Harry e Dumbledore apontaram juntos suas varinhas para o Lord
das Trevas e ele deu uma risada.
- Vocês dois acham que vão me destruir? - Voldemort
lançou um raio de luz verde contra Harry.
- Eu não acho, tenho certeza! - Afirmou Harry - Desta
vez você morre! - Lançou um raio contra o de Voldemort.
- Só um de nós sobrevive, não é
mesmo Potter? - Potter arregalou os olhos - Pensou que eu não
descobriria a profecia? Eu li seu livrinho....sei de tudo!!!
Garoto idiota! - falou continuando a lançar o raio.
- Meu livro? - Harry encarou Voldemort com curiosidade, sem
parar de lançar raios.
- Depois te explico, Harry. - falou Dumbledore. - Primeiro
temos que liquidar esse assunto.
Os outros conseguiram derrotar os comensais. Estavam todos
caídos no chão desmaiados, inclusive Lúcio
Malfoy.
- Vamos! Peguem suas varinhas e juntem-se a nós! - disse
Dumbledore.
Todos ajudaram a lançar raios contra Voldemort.
Snape finalmente conseguiu se levantar, pegou sua varinha e
também começou a lutar contra o Lord das Trevas.
Laura já estava bem acordada, prestando atenção
em tudo que estava acontecendo, mas ainda não conseguia
se levantar, seu corpo doía muito.
Voldemort não estava mais suportando tanta força
contra ele. Eram nove bruxos lançando raios em seu peito.
Sua varinha acabou saindo de sua mão, voou para longe
e quebrou-se ao meio. O grupo não parava, todos estavam
decididos a dar um fim em Voldemort. Estavam colocando toda
a força que tinham dentro de si. Ele acabou caindo no
chão, sem forças.
- Agora é com você, Harry. - disse Dumbledore
- Terá que cumprir a profecia. Só você pode
fazer isso.
Harry engoliu a seco e se aproximou de Voldemort. Olhou profundamente
nos vermelhos olhos do Lord das Trevas e disse com a voz alta
e clara, apontando a varinha para o coração dele:
- AVADA KEDRAVA!
Todos pararam ao ouvir a maldição, inclusive
Dumbledore. Um silêncio tomou conta do lugar...ninguém
respirava, todos paralisados olhando atentamente o fim de Lord
Voldemort. Era estranho, com a maldição ele foi
se desintegrando...até virar pó.
Dumbledore chegou perto do monte de cinzas que ficou no chão.
Colocou dentro de um potinho de prata que estava na estante
e guardou no bolso.
- Acabou, Harry. Finalmente acabou!!! - disse Dumbledore sentando
numa cadeira com expressão de cansaço.
Harry e os outros sentaram-se no chão. Estavam todos
exaustos. Comentaram tudo o que havia acontecido. Dumbledore
explicou que do modo como ele morreu, não haveria perigo
dele voltar, nunca mais! Também disse que as cinzas dele
seriam jogadas no mar.
Dumbledore pegou então uma cadeira e a transformou em
uma chave de portal. Todos estavam loucos para descansar. Snape
ajudou Laura a se levantar. Ela ainda sentia muitas dores. Todos
tocaram na cadeira e foram sugados ao mesmo tempo, indo parar
na sala do Diretor.
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