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Encontros


Nome da fic: Encontros
Autor: Jana Snape
Pares: James Potter/Lily Evans, Sirius Black/Personagem original feminina, Severus Snape/Personagem original feminina
Censura: Adulto, cenas de sexo e erotismo.
Gênero: Romance
Spoillers: não tem.
Resumo: Três alunas de Hogwarts decidem tornar seu último ano de escola inesquecível.
Agradecimentos: A beta maravilhosa: Ludmila, a minha amiga Susana Snape e ao meu amado Mestre de Poções: Severus Snape.
Obs.: Mudanças! Eu coloquei Lucius como colega de aula de Snape. Sei que ele é mais velho e deveria já estar formado, mas como tudo isso é ficção, coloquei ele no sétimo ano, na mesma turma que Severus.

CAPÍTULO 4


Na segunda-feira, Katrina mal jantou. Estava ansiosa para seu "primeiro encontro" com Snape. Era assim que falava. Ela, na verdade, não precisava de reforço nenhum em Poções. Estava se saindo muito bem, mas esse era a melhor desculpa que tinha inventado para se aproximar dele.

Chegando na biblioteca, Snape já estava lá sentado, com os livros abertos, fazendo anotações. Katrina sentou ao seu lado.

- Pensei que não viesse mais. - ele murmurou.

- Eu demorei porque tive que ir ao banheiro... desculpe. - Claro, uma garota, antes de encontrar seu futuro pretendente, sempre tem que dar uns retoques na frente do espelho!!!

- Vamos começar logo, pois tenho muitas tarefas para terminar ainda esta noite. Quais são suas dúvidas?

Katrina citou alguns itens da matéria e Snape explicou tudo. Ele realmente era muito bom nisso. Ficaram mais de uma hora estudando. Ela, enquanto Severus explicava, observava suas mãos, seus lábios, sentia um aroma de ervas... "Ele não é tão ruim assim, apesar do mau-humor. Acho que ficar com ele pode ser bastante... interessante..." - pensou, enquanto tentava controlar um sorriso maroto.

- Entendi tudo, Severus. Você é ótimo, explica muito bem. Daria um ótimo professor. Acho que vou tirar um "O" no teste.

Ele esboçou um sorriso enquanto guardava seu material.

- Eu vou indo então, boa noite.

Ele já havia saído da biblioteca e Katrina foi atrás dele.

- Ei, Severus, espere!

- Sim? - ele se virou.

- Posso lhe fazer mais uma pergunta?

- Fale. - ele revirou os olhos.

- Você...já tem companhia para o baile?

- Por que quer saber?

- Acho que a resposta é meio óbvia, não?

- Não sei se vou ao baile.

- Por que?

- Eu não sei dançar. - ele respondeu num tom firme, sem olhar nos olhos dela.

- Só por isso? Se quiser, posso te ensinar.

- Não sei se é uma boa idéia... e... por que faria isso?

- Bem, primeiro porque te devo um favor, segundo porque... eu gostaria que me acompanhasse ao baile.

- Acredita que eu iria ao baile acompanhado de uma grifinória?

- Qual é o problema? Iria ficar estranho se você chegasse ao baile de braço dado a um garoto...isso sim...

Snape corou, mas permaneceu sério.

- Ok. Como então você vai me ensinar? Precisa de um lugar discreto...

- Eu conheço um local perfeito.

- Onde?

- Vem, vou lhe mostrar. - Katrina levou Snape até corredor do terceiro andar.

- Aqui estamos!

- Pretende me ensinar a dançar aqui no corredor?

- Não, claro que não. - ela parou em frente à parede de pedra - Olha só: Eu preciso muito de uma sala para fazer aula de dança. Onde será que tem uma sala nesse castelo? - repetiu essas frases algumas vezes.

De repente surgiu uma porta...

- Que sala é essa?

- Você não conhece a Sala de Requisição? Entre, vamos.

Snape abriu a porta meio desconfiado. Entraram e ele fechou a porta. Rapidamente olhou para Katrina e segurou-a fortemente pelo braço, empurrando-a contra a parede. Encarou-a nos olhos, sacou sua varinha e encostou no pescoço dela.

- Onde você quer chegar? - ele falou entre os dentes.

- O que foi, Severus? - os olhos de Katrina transmitiam espanto.

- Você acha que eu sou algum idiota? Por que está se aproximando tanto de mim? O que você e seus amiguinhos estão aprontando? Vamos, fale!!

- Eu ... não estou aprontando nada, Severus. - ela afastou a varinha dele com a mão, mas ele não largou o braço dela. - Por que acha que estou do lado deles? Só porque sou uma grifinória? Eu não suporto aquela gente! São muito metidos, só sabem falar em quadribol, nada mais...

- Então o que quer?

- Eu já disse, quero que me acompanhe ao baile, só isso.

- Ah sim, e você quer que eu acredite nisso! Você é uma das garotas mais disputadas da escola. Para querer ir ao baile comigo tem que haver algum motivo bem especial... E... vai me dizer que ninguém te convidou?

- Convites? Recebi vários, inclusive daquele grupinho o qual você odeia. Mas esses garotos não têm nada na cabeça. Queria ir ao baile com alguém diferente...

- Ahh, diferente... entendi...

- Ai, Severus, não é isso... Eu acho você muito interessante, inteligente, parece que tem a cabeça no lugar, entende? Por isso acho você diferente...

Ele largou o braço dela e se afastou.

- Sabe... seria muito bom você me levar ao baile. Os outros poderiam ficar com inveja...

Ele olhou para ela sem responder.

- E... também... você poderia inventar alguma coisa, tipo... que me enfeitiçou, que me obrigou, que estou pagando uma dívida de uma aposta...sei lá...

- Você quer tanto assim minha companhia?

- Quero. - Ela olhou nos olhos dele.

- Tudo bem... mas se você estiver planejando alguma coisa, vai se arrepender pelo resto da vida.

- Não estou planejando nada, eu juro.

- Então está combinado, mas, por favor, evite usar vestido vermelho...

- Não pretendia mesmo. E quanto à dança, vai querer que eu te ensine ou não?

- Não é necessário, eu danço muito bem.

- Sério?

- Sim, por quê? Está duvidando?

- Se essa for uma boa desculpa para você me mostrar o que sabe agora... sim.

Snape largou sua mochila no chão e se aproximou dela, mirando-a nos olhos. Katrina também deixou cair sua mochila e permitiu que ele, com a mão, segurasse em sua cintura, conduzindo-a com passos leves à uma dança sem música.

Enquanto dançavam, o silêncio tomou conta do lugar. Nenhuma palavra, só troca de olhares expressivos como se estivessem hipnotizados. Katrina sentia seu corpo todo arrepiar pelo toque macio das mãos de Snape. Sentia o calor que vinha da respiração dele. Tentava fixar o olhar nele para tentar descobrir o que Snape sentia, mas ele desviava o olhar, como se estivesse escondendo alguma coisa...

E realmente estava, embora não quisesse admitir, nem para si mesmo, Severus se sentia cada vez mais atraído por aquela bela bruxa. Já fazia algum tempo que ele a observava, mas nunca chegou a alimentar esperanças a respeito. Além de linda e atraente, ela era uma grifinória, isso sempre complicava qualquer aproximação. Mas, parecia que agora tudo iria mudar...

Escutaram, de repente, um trovão, anunciando que iria chover. Isso bastou para eles "despertarem". Os dois ainda estavam com seus corpos próximos, como se ainda estivessem dançando. Com o trovão, eles se olharam e se afastaram, num impulso. Snape logo se virou para que ela não reparasse no seu rosto, que parecia queimar de constrangimento. Katrina sorriu e seu rosto também ficou levemente corado.

- Bem... - disse Snape, pegando sua mochila - acho que já está ficando tarde...

- É... amanhã temos aula. Temos que ir dormir. - Katrina olhava para ele, mas Severus não a encarava.

Snape abriu a porta e ficou esperando que Katrina pegasse suas coisas e saísse. Ao cruzar a porta ela olhou nos olhos dele por alguns segundos e depois saiu.

- Boa noite, Severus. - Katrina saiu pelo corredor e não olhou mais para ele.

- Boa noite. - Snape fechou a porta e foi caminhando com passos lentos, apenas observando-a de longe. Ele ficou impressionado com o que aconteceu, mas tentava se convencer de que tudo não passava de uma brincadeira de uma grifinória. Severus nunca havia sido assediado por uma garota de Hogwarts. Na verdade nunca teve muita sorte com as garotas da escola. Katrina para ele não passava de um sonho. Quem poderia ficar com uma garota tão linda, tão atraente? Ele não acreditava que isso poderia lhe acontecer algum dia.

****

O sábado chegou. James Potter colocou para jogar em seu lugar uma menina do quarto ano, Wilma. Ela já o havia substituído em outra vez quando teve que passar uma semana na enfermaria vítima de um feitiço que Lily havia lançado.

Todos já haviam ido para o campo de quadribol. Lily já estava sentada à mesa, no salão comunal, aguardando James. Ele não demorou muito a chegar. Estava visivelmente nervoso. Não só pelo fato de ter que ficar sem ao menos olhar o jogo, como também por ter finalmente uma chance de ficar a sós com ela.

- Oi, Lily. - Ele falava suavemente, estava visivelmente deprimido.

- Oi, Potter! Eu realmente não acredito que você está aqui.

- É... eu estou... - ele se sentou ao lado dela, colocando seus livros em cima da mesa.

- Vamos começar, então.

Eles já haviam estudado uma hora. Não dava para escutar nenhum ruído do jogo, Lily havia enfeitiçado a sala para que nenhum som da rua fosse escutado. Isso de certa forma tranqüilizou James, que conseguiu direcionar seus pensamentos aos estudos... e a Lily.

Lily parou um pouco para pegar uns biscoitos que havia separado para um lanchinho.

- Quer um?

Ele pegou um biscoito.

- Você vai mesmo ao baile comigo? Não vai voltar atrás na decisão?

- Eu combinei isso, Potter.

- Mas... vamos só como amigos ou.. você... vai me dar alguma chance...

- Devagar, Potter. Você já feriu meus sentimentos e me tirou do sério várias vezes. Antes de mais nada, você tem que mudar esse seu jeito. Tem que crescer, Potter. Você é muito infantil. Tem que parar um pouco, por exemplo, de falar só em quadribol.

- Você não gosta mesmo de quadribol, não é?

- Não é isso, é que você só sabe falar nisso, ou então em "como infernizar a vida do Ranhoso". Fora esses dois assuntos, você não fala mais nada! Estamos quase nos formando, daqui a pouco termina essa brincadeira de Sonserina e Grifinória... pense nisso.

- Então... se eu melhorar... você fica comigo de verdade? Você estaria disposta a ser minha namorada, Lily?

- Talvez... tudo depende exclusivamente de você, Potter.

- Eu vou fazer o possível, eu juro... mas será que pelo menos por enquanto você pode me chamar de James?

- Tudo bem. De qualquer forma, hoje já foi um bom começo... continue assim. Podemos marcar mais vezes para estudar. Temos que tirar boas notas no NIEM'S, não esqueça disso.

Os dois ficaram estudando até que o salão comunal foi invadido pelos grifinórios que vieram do jogo. Estavam todos com olhares deprimidos e o time inteiro parou na frente de James Potter, com expressões de desânimo.

James pulou da cadeira e deu um grito.

- Eu não acredito, vocês perderam!!! Como vai ser? Vamos ter que nos ferrar no próximo jogo contra a Sonserina!! Vocês são... são... - ele bufava de raiva.

- Pois é, James... - falou suavemente Sirius, olhando nos olhos dele - nós... por uma diferença de 175 pontos... GANHAMOS!!! - ele gritou a última palavra com toda a força que tinha.

Depois que Sirius contou a verdade, todos começaram a rir da cara de Potter. Eles fizeram todo aquele teatro para deixá-lo enlouquecido. E conseguiram.

James olhou para Lily e sorriu. Chegou a se aproximar dela, quase abraçou-a, mas recuou no último segundo. Ela sorriu, baixou a cabeça e saiu do salão.


***

Anne desta vez foi até o corujal de Hogwarts e pegou uma coruja da escola para enviar seu segundo bilhete. Na mesma noite Sirius estava com seus colegas em seu quarto e escutou uma batida na janela. Peter foi até a janela ver o que era.

- Olha só Sirius, é prá você.

- Coruja de Hogwarts? Estranho... - ele pegou o bilhete e foi logo abrindo.

" Sirius:
Que bom, fico feliz com a sua decisão! Você não vai se arrepender, eu te garanto!
Bem... vamos a mais algumas pistas:
* Para seu alívio, eu não sou uma sonserina.
* Também não sou nenhuma acromântula como Potter comentou, ok?! Já disse, você vai gostar quando me ver.
Bem... por hoje é só.
Outro dia te conto mais coisas... mas... para isso você deve confirmar que irá comigo ao baile. No café, amanhã, segure seu chapéu na mão direita se você aceita realmente a minha companhia.
Só após a sua confirmação receberá mais um bilhete meu com mais pistas.
Beijinhos da sua
Donzela da Lua"

Sirius leu e foi direto ao salão comunal da grifinória mostrar para James.

- James, leia isso! Recebi agora, é da Donzela, de novo. - ele entregou o bilhete. - Não sei como ela ouviu a nossa conversa da última vez. Sabe que você supôs que deveria ser feia como uma acromântula. Como isso?

- Estávamos no salão principal, isso não é difícil... - Potter olhava para os lados com desconfiança. As únicas pessoas além deles que estavam no salão comunal era um grupo de garotas que conversavam perto da lareira. Sim, elas mesmas! Katrina, Anne e Lily.

- Continuo sem ter a mínima idéia de quem seja.

- Vai continuar com esse jogo?

- Claro! Eu não agüento de curiosidade! - ele se aproximou de James e falou baixinho - Já estou até louco para agarrá-la!

- Você não tem jeito mesmo Sirius...

 

 

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