Doenças infecto-contagiosas
Lembre-se !!!
Se a criança é criticada, aprende a condenar.

Agradeço a todos pelo incentivo!

Dr. Jaime Castilho Pinheiro Filho

Anjinho 

Introdução

� São causadas por agentes de vários tipos, como vírus, bactérias e protozoários. Os vírus causam doenças como a febre amarela, sarampo e hepatite. As bactérias disseminam a cólera, a hanseníase e a tuberculose, entre outras doenças. Os protozoários provocam a doença de Chagas, a leishmaniose e a malária. Nas regiões Norte e Nordeste as doenças infecto-contagiosas são a terceira causa de mortes, indicando a carência de atendimento a necessidades como saneamento e acesso aos serviços de saúde. Medidas de educação sanitária acessíveis à população também são importantes na prevenção dessas doenças.

.

.

.

.

.

Contágio

� As doenças infecto-contagiosas também são transmissíveis de um indivíduo para outro, direta ou indiretamente. A transmissão do agente infeccioso da pessoa contaminada para a próxima vítima pode ocorrer por intermédio de mosquitos, caramujos ou pelo sangue ou plasma sanguíneo � em transfusões de sangue �, ou ainda por gotículas de muco e saliva expelidas pela pessoa infectada ao tossir, espirrar e falar.

.

.

.

.

.

.

MALÁRIA

� É causada pelo Plasmodium falciparum, Plasmodium vivax e Plasmodium malariae, transmitidos pela picada de um mosquito, em geral da espécie Anopheles darlingi.

Sintomas � A pessoa contaminada tem febre, suores, calafrios. Nos casos mais graves pode provocar insuficiência renal, encefalite aguda, choque e coma.

Prevenção � A principal forma de prevenção é o combate ao mosquito transmissor.

Áreas de incidência � Os Estados da Amazônia Legal � Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins � concentram cerca de 99% dos casos notificados em 1993. A alta incidência se deve a duas fronteiras de expansão econômica � a extração mineral e a cultura agrícola que submetem os trabalhadores e seus familiares a condições de vida e trabalho muito precárias.

Números da malária �Segundo estimativas do Ministério da Saúde para 1993, o Brasil teve 469.929 casos de malária. O Estado do Mato Grosso responde por 15,6% dos casos, e Rondônia, por 9,8% dos casos. O Pará, sem ter todos os dados computados, teve 14,5% dos casos.

..

.

.

.

.

.

.

.

.

.

TUBERCULOSE

� Causada pelo bacilo de Koch, é transmitida pela inalação de secreções de pessoas infectadas. Pode afetar pulmão, gânglios, laringe, ossos, pele, articulações, intestinos e rins, mas a mais comum é a tuberculose pulmonar.

Sintomas � A tuberculose pulmonar provoca tosse, falta de ar, expectoração e hemorragias.

Prevenção � A vacina BCG protege as crianças da meningite tuberculosa e miliar � formas graves da doença � e deve ser aplicada na primeira semana após o nascimento. O reforço é feito a partir dos 6 anos de idade.

Controle � O diagnóstico adequado e o tratamento sem interrupções são as principais medidas capazes de interromper a transmissão e controlar a tuberculose. Fatores agravantes � O empobrecimento, a dificuldade de acesso aos serviços de saúde e a associação com a Aids contribuem para a expansão da doença, declarada em estado de urgência no mundo pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em abril de 1993. A OMS estima que ocorrem, no mundo, 8 milhões de casos novos de tuberculose por ano e 2,7 milhões de mortes.

Números da tuberculose � A doença vinha apresentando no Brasil, desde 1981, uma redução média de 3,2% ao ano (de 63,4 casos por 100 mil habitantes em 1981 para 48,2 em 1990). A expectativa é de que esse número volte a crescer devido à associação com a Aids. Acredita-se que apenas 80% dos casos sejam notificados aos serviços de saúde.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

HANSENÍASE

� Chamada popularmente de lepra, ela é transmitida pelo Mycobacterium leprae, bacilo que prefere alojar-se na pele e nos nervos.

Sintomas � Manchas despigmentadas, rosadas ou amarronzadas, insensíveis. Nos casos mais graves provoca lesões e nódulos que se não forem tratados causam deformidades e mutilações. Tratamento � Baseado na detecção precoce e no tratamento ambulatorial prolongado. São usadas associações de medicamentos.

Números da hanseníase � O Brasil tem o segundo maior número de casos do mundo, depois da Índia. Entre 1973 e 1991, o número de casos cresce de 6,8 por 100 mil habitantes para 20,6 por 100 mil habitantes. Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil é um dos poucos países do mundo onde tem aumentado a incidência da doença.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

MENINGITE

Meningite é a inflamação das meninges, membranas que se constituem numa uma espécie de revestimento do cérebro. Podem ser causadas por vários germes diferentes, principalmente bactérias e vírus. A meningite bacteriana é rara, mas pode ser muito séria e precisar de tratamento urgente com antibióticos. Há três principais formas bacterianas: meningocócica (Neisseria meningitidis) pneumocócica (Streptococcus pneumoniæ) por hemófilus (Hæmofilus Influenzæ) Os nomes representam os diferentes organismos que causam meningites, isto é, levam à inflamação das meninges.

A BACTÉRIA VIVE NATURALMENTE NO NARIZ E NA GARGANTA A DOENÇA APARECE SE OS GERMES CRUZAM AS MENINGES, AS MEMBRANAS QUE COBREM O CÉREBRO E MEDULA ESPINAL.

Tipos de meningites

Algumas formas de meningite bacteriana afetam recém-nascidos. As mais comuns são a Escherichia Coli e Estreptococo do grupo B. Estas formas são raras e estão freqüentemente relacionadas à Meningite Neonatal. A meningite HIB (Hæmófilus Influenzæ do tipo B) uma forma de meningite bacteriana muito comum em crianças. Na Inglaterra este tipo de meningite é agora muito rara e quase eliminada pela vacina contra Hemófilus a qual foi introduzida no programa de imunização de rotina (lá) em 1992. Ocorrem com certa freqüência em nosso meio, principalmente nos meses de inverno, a meningite por meningococos dos tipos A e C, assim como pelos meningococos do tipo B. Infelizmente não há vacinas eficazes contra estes últimos (meningoccocos tipo B).

Uma bactéria chamada pneumococo(Streptococcus pneumoniæ), que tem comportamento invasivo, também é responsável por casos de meningite.

Dos três agentes bacterianos, o pneumococo apresenta o primeiro desafio para os desenvolvedores de vacinas. Hoje, um total de 87 diferentes sorotipos de S. pneumoniæ causam no mínimo um milhão de mortes por ano de pneumonia e cerca de 50 000 mortes por meningite.

A meningite Viral (provocada por vírus) é mais comum do que a bacteriana. Embora raramente ofereça perigo de vida, ela pode debilitar gravemente uma pessoa. A meningite Viral pode ser causada por muitos tipos diferentes de vírus. Alguns são transmitidos por pessoas tossindo e espirrando, ou através de falta de higiene. Não se consegue tratar Meningite Viral com antibióticos e o tratamento é baseado em cuidados adequados com o paciente. A recuperação é habitualmente completa, mas podem persistir dores de cabeça, cansaço e depressão. Em casos mais brandos de meningite viral, as pessoas podem até nem mesmo procurar o médico, porém, os sintomas são parecidos com os da forma bacteriana. Alguns com sintomas mais graves terão de ser internados em hospitais e farão exames para identificar o tipo.

A maioria dos pacientes tem uma melhora completa se a meningite bacteriana for diagnosticada precocemente e tratada imediatamente. Porem, em alguns casos, ela pode ser FATAL ou levar a deficiências permanentes surdez e danos cerebrais.

Transmissão

QUALQUER PESSOA EM QUALQUER IDADE PODE TER MENINGITE! Os germes que causam meningite bacteriana são muito comuns e vivem naturalmente no nariz e na garganta. Pessoas de qualquer idade podem ser portadoras destes germes sem desenvolver a doença. Raramente eles vencem as defesas do corpo e causam meningite. Os germes são transmitidos entre as pessoas através da tosse, espirros e beijos, mas eles não conseguem viver fora do corpo por muito tempo, porisso não são encontrados em reservatórios de água, piscinas, edifícios e construções.

O que fazer para prevenir-se contra a meningite?

Prevenção � As principais medidas preventivas são o isolamento dos doentes e a administração profilática de antibióticos. Para alguns tipos de meningite existe vacina. Evitar aglomeramentos de pessoas, reuniões, etc. quando houver um surto, já que o contato com pessoa contaminada (mesmo antes de se apresentarem os sintomas) pode pôr em risco a saúde de seu filho. Um dado interessante: Parar de fumar melhora sua saúde de maneira geral e as pesquisas indicam que podem reduzir os casos de meningite na família.

Sintomas

A meningite não é fácil de identificar a principio porque os sintomas são semelhantes aos da gripe. O reconhecimento rápido dos sintomas pode ser a diferença entre vida e morte. A meningite é uma doença grave pode evoluir por um ou dois dias, mas pode se desenvolver rapidamente e algumas vezes em poucas horas o paciente pode estar seriamente comprometido.

Vômitos Febre
Dor de Cabeça Intensa Rigidez de Nuca
Intolerância à luz Sonolência
Letargia ("moleza") Dores nas Juntas
Convulsões Septicemia

Nem sempre todos estes sintomas podem estar presentes:

Meningite nos Bêbes

Os bebês com meningite podem apresentar �olhar penetrante�, febre, vômito ou recusar alimentos. Estão freqüentemente irritados, choram de forma estridente ou gemem quando manipulados. Podem ter dificuldade de acordar e sua fontanela (a "moleira", ou seja, aquela região macia no topo de sua cabeça), pode estar tensa ou saliente. Pode haver retração do pescoço, e suas extremidades (dedos das mãos e dos pés) podem estar frios apesar de estarem com febre .

Nem todos estes sintomas podem estar presentes: Febre, que pode estar acompanhada de extremidades frias, Recusando alimentos, Vômitos, Choro alto e gemente ou lamurioso Intolerância à manipulação, agitação, irritação Retração do pescoço com arqueamento das costas Expressão vaga e penetrante, Dificuldade para acordar, letargia Manchas na pele

.

.

.

.

.

.

.

.

.

SARAMPO

� Doença causada por um vírus transmitido por secreções de nariz e garganta de pessoas contaminadas. Atinge principalmente crianças.

Sintomas � Provoca febre e manchas na pele. Nos casos mais graves causa pneumonia e encefalite. A doença atinge com maior gravidade as populações de baixa renda.

Prevenção � A vacinação é a forma mais eficiente de prevenção da doença. Diminuição dos casos � A campanha nacional de vacinação contra o sarampo, iniciada em 1992, e os esquemas de rotina nos municípios reduziram bastante o número de casos. As notificações de sarampo baixaram de 42.532, em 1991, para 7.934 em 1992. A tendência à redução tem se mantido. Dados preliminares indicam que em 1993 foram registrados 5.849 casos e até setembro de 1994, apenas 765. A Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) prevê a erradicação do sarampo nas Américas até o ano 2000.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

DIFTERIA

A difteria é uma doença infecciosa aguda, provocada pelo bacilo Corynebacterium diphteriae, que atinge principalmente crianças de 1 a 4 anos de idade.

Sintomas � Grossas placas de aspecto esbranquiçado na garganta causam dificuldade para respirar e engolir e perda da voz. A difteria quando atinge a laringe e a traquéia pode causar sufocação.

Prevenção � A vacina tríplice é a mais eficiente forma de prevenção da difteria.

Números da difteria � Em 1991 o Ministério da Saúde registra 495 casos. Esse número cai para 252 em 1993. Em 1994, até 21 de setembro são registrados 134 casos. Essa queda deve-se ao aumento da cobertura da vacina tríplice em menores de 1 ano.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

COQUELUCHE

� É chamada popularmente de tosse comprida. É causada pelo bacilo Bordetella pertussis. É mais grave nos recém-nascidos e crianças pequenas.

Sintomas � A principal característica é tosse convulsiva que deixa o doente sem fôlego e pode provocar vômitos. Associada a infecções secundárias, como broncopneumonia, pode ser fatal. Prevenção � A vacina tríplice é a mais eficiente forma de prevenção da coqueluche.

Números da coqueluche � Os casos de coqueluche caem de 7.145, em 1991, para 4.963, em 1993. Até 21 de setembro de 1994 são registrados 1.775 novos casos. Essa queda deve-se ao aumento da cobertura da vacina tríplice em menores de 1 ano.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

TÉTANO

� Doença infecciosa causada pelo bacilo de Nicolaier. Normalmente ele se encontra na terra e nas fezes de animais. O bacilo vive sem oxigênio e é encontrado em maior número nas feridas profundas, especialmente aquelas que contêm sujeira ou corpos estranhos. É muito grave e causa a morte na maioria dos casos. O tétano neonatal é causado pela contaminação do coto umbilical pelo bacilo. Sintomas � Dor aguda na ferida cerca de sete dias após a contaminação, seguida de calafrios, febre, dor de cabeça, rigidez abdominal, espamos. Posteriormente causa rigidez muscular e convulsões.

Prevenção

� As medidas mais eficazes são a utilização de vacina ou soro antitetânico. A vacina tríplice dá uma imunização adequada às crianças. Para conter o tétano neonatal, o Ministério da Saúde tem vacinado as mulheres em idade fértil (de 15 a 45 anos) nos municípios considerados de risco.

Números do tétano � Em 1991 são registrados 1.368 casos. Em 1993, 1.238. Em 1994, até 21 de setembro são registrados 514 casos. De 218 casos de tétano neonatal notificados em 1933, 200 foram estudados e revelaram que 76% das mães não fizeram pré-natal; 79% não tomaram vacina antitetânica; 71% dos partos ocorreram em domicílio; 61% foram feitos por parteiras tradicionais e 69% das crianças morreram.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

POLIOMIELITE

Doença viral transmitida por fezes contaminadas. Pode ter como seqüela a paralisia dos membros. Quando provoca paralisia do sistema respiratório pode levar à morte. Sintomas � Após um período de incubação de alguns dias ou semanas aparecem febre, vômitos, dores musculares e paralisia. Prevenção � Um bom saneamento básico e a vacinação de todas as crianças com a vacina Sabin, introduzida no Brasil em 1961, são os métodos de contenção da doença.

Números da pólio

� Desde março de 1989 o Brasil não apresenta casos de poliomielite confirmados. Em setembro de 1994 a doença é considerada erradicada do país. Esse resultado é alcançado com a vacinação ininterrupta das crianças. O país havia assumido em 1985, junto com outras nações latino-americanas, o compromisso de erradicar a pólio do continente até 1990.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

CÓLERA

A doença é causada pela bactéria Vibrio cholerae; no continente americano o tipo disseminado é o El Tor. É transmitida principalmente pela água e alimentos contaminados e sem esterilização ou pelo contato com fezes e vômitos de pessoas infectadas. Sem tratamento, a taxa de mortalidade chega a 50%.

Sintomas � Os principais sintomas são a diarréia súbita e aquosa (como a água de arroz), vômitos, cólica, dor de barriga e câimbras.
O paciente sofre uma perda grande de líquido e fica desidratado. Este quadro pode levá-lo à morte em poucas horas.

Prevenção � A cólera pode ser evitada com a extensão do sistema de saneamento básico a toda a população. Os alimentos crus devem ser muito bem lavados e a água deve ser fervida ou tratada com produtos químicos que destruam o vibrião.

Ritmo da epidemia � A atual epidemia de cólera é conseqüência da progressão da sétima pandemia da doença, iniciada na década de 60. A cólera chega ao continente americano pela costa do oceano Pacífico, em 1991. Desce os rios da Bacia Amazônica e instala-se nos Estados do Amazonas e Pará. A seguir chega ao Maranhão. Em 1992 atinge a Paraíba. De forma descontínua, difunde-se por todos os Estados do Nordeste. Nos primeiros meses de 1993, avança para o Sul do país e alcança os Estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro. De janeiro a setembro de 1994, 98% dos casos ocorrem na região Nordeste.
Atenção:

Logo os primeiros sintomas do cólera, procure o serviço médico mais próximo.

COMO SE TRANSMITE

· Através da água não tratada.
· Alimentos contaminados por água infectada, por mãos sujas ou por insetos como moscas e baratas.
· Peixes, crustáceos e frutos do mar crus ou mal cozidos.

COMO EVITÁ-LA:

· Cuidados com a qualidade da água
    - Os usuários de poços deverão fazer limpeza das cisternas e caixas d�água, escovando suas paredes até retirar todo limo. Após a limpeza, proceder à coloração da água, utilizando solução de hipoclorito de sódio a 2,5 por cento na seguinte proporção:
    - Caixa de 1.000 litros d�água
    - 1 copo pequeno (150 ml) ou 10 colheres de sopa.
    - Caixa de 500 litros d�água
    - Meio copo pequeno (75 ml) ou 5 colheres das de sopa.
    - Ferva por dez minutos toda a água de beber e de lavar alimentos.
· Cuidados com os alimentos
    - Proteja os alimentos do contato com os insetos, como moscas e baratas.
    - Evite ingerir alimentos os quais você não conheça a procedência e modo de preparo, principalmente os expostos na rua.
    - Sucos, picolés, sorvetes e vitaminas só com água tratada e fervida.
    - Lave com água fervida e água sanitária as frutas, legumes e verduras. Para cada litro colocar 1 colher de sopa, deixando-as de molho por 30 minutos nessa solução.
    - Peixes, crustáceos e frutos do mar devem ser bem cozidos.
    - Os talheres e utensílios para alimentação devem ser especialmente limpos.
· Higiene Pessoal
    - Lave bem as mãos antes das refeições, após ir ao banheiro, quando chegar em casa e depois de trocar as fraldas do bebê.

    - Caso não haja instalações sanitárias, enterre as fezes. Não evacue em margens de rios, próximo a poços ou a caminhos utilizados por pessoas ou animais.

Atenção:

Logo os primeiros sintomas do cólera, procure o serviço médico mais próximo.


DENGUE

Também conhecida como "febre quebra ossos", é uma doença infecciosa, que pode ser classificada em dois tipos: a de Tipo 1 ou Clássica, e a de Tipo 2 ou Hemorrágica. Os primeiros sintomas de ambas começam a aparecer três a cinco dias após a picada do mosquito Aedes Aegypti.

SINTOMAS GERAIS

· Febre alta ( em torno de 40 graus centígrados )
· Dor de Cabeça
· Cansaço
· Dores nos olhos
· Dores musculares e nas articulações
· Depressão
· Perda de apetite
· Diarréia e vômitos
· Aparecimentos de erupções

O QUE FAZ A DIFERENÇA

Dengue do Tipo 1 ou Clássica:
· Febre cessa dentro de três a sete dias.
· O cansaço e a falta de apetite podem durar de 15 a mais dias.
Dengue Tipo 2 ou Hemorrágica:
· Só ocorre em pessoas que já tiveram a Dengue do Tipo 1.
· Podem acontecer sangramentos espontâneos, através das fezes, dos vômitos e pelas urinas.
Importante: Quando a hemorragia é grande, a pele do doente fica pálida, úmida e sua pressão arterial tem uma queda significativa. Este quadro poderá levar a pessoa à morte.

A Dengue é uma doença transmitida pela picada dos mosquitos Aedes aegypti ou Aedes albopictus, contaminados após terem picado uma pessoa doente. Seu período de incubação é de 8 a 10 dias.

SOBRE O MOSQUITO TRANSMISSOR

· O mosquito da Dengue, o Aedes Aegyti, é o mesmo que transmite a febre amarela, doença comum em algumas regiões do Norte e Nordeste do país.
· Ele só ataca de dia, e não à noite, como a maioria dos mosquitos.
· Seus ovos resistem por vários meses em ambiente secos.

· Em contato com a água começam a se desenvolver.
Os sintomas da Dengue são semelhantes a uma gripe: dores de cabeça e nas articulações, fraqueza, falta de apetite, febre e carocinhos avermelhados na pele. Sua duração varia de 5 a 7 dias. A dengue também pode se manifestar na forma hemorrágica que atinge, principalmente, as pessoas anteriormente acometidas pela forma benigna da doença. Ela se caracteriza por alterações no sistema circulatório, com a fragilização das paredes das veias, o que ocasiona sangramentos de intensidade variada.

Não existe tratamento específico contra a dengue. A pessoa doente de dengue deve manter-se em repouso, beber muito líquido e só usar medicamento para aliviar as dores e febre. Não devem ser usados remédios à base de ácido acetil salicílico, como a Aspirina e o AAS. Caso haja piora do estado do doente deve-se procurar orientação médica.

As pessoas que já contrairam a forma benigna devem procurar, imediatamente , atendimento médico em caso de reaparecimento dos sintomas, pois pode ocorrer o risco de estar com dengue hemorrágico, que é a forma mais grave da doença, e que pode levar à morte.

Como Combater a Dengue

O melhor método para se combater a dengue é evitando a procriação do mosquito Aedes aegypti que é feita em ambientes úmidos ou em águas paradas. Quando a equipe da Fundação Nacional de Saúde - FNS passar com o "fumacê" que pulveriza inseticida, abra completamente as portas e janelas, cubra os alimentos, as gaiolas, os aquários, e os latões contendo água de beber.

Outras maneiras de combater a Dengue.

  • Vasos de plantas ou flores: mantenha o prato que fica embaixo dos vasos sempre seco. Verifique isso todos os dias. Não tenha em casa plantas em vasos com água, como as gravatás e bromélia. Encha o vaso de terra ou areia.
  • Jarra de flores: troque a água duas vezes por semana, lave bem a jarra para eliminar os ovos do mosquito que podem estar nas paredes ou no fundo.
  • Copinhos plásticos, tapinhas de garrafas ou refrigerantes, casca de côco ou de ovos, esvazie todos para evitar que venham acumular água de chuva e jogue-os fora na lixeira.
  • As garrafas vazias devem ser guardadas em lugares cobertos e de cabeça para baixo.
  • Bebedouro de aves e animais devem ser guardados em lugares frescos e a água ser trocada todos os dias, ou pelo menos uma vez por semana, e serem lavados com bucha ou escova.
  • Pneus velhos devem ser furados para escoar a água da chuva. De preferência mantenha-os em lugares cobertos e secos.
  • Poços, tambores e outros depósitos de água devem sempre ter tampa.
  • Banheiras deixadas no quintal devem ser colocadas de cabeça para baixo. Os borracheiros devem trocar a água dos depósitos uma vez por semana.
  • Sapatos velhos jogados em lugares abertos também acumulam água. Jogue-os no lixo.
  • As caixas d'água e cisternas de prédios devem ser limpas com freqüência e devem ficar tampadas.
  • Os latões de lixo devem ser limpos.
  • O lixo caseiro deve ser ensacado em plástico e posto à disposição da limpeza urbana.
  • Chame a limpeza urbana de sua cidade para remover lixo e entulhos, bem como para escoar águas paradas ou empoçadas.

EM CASO DE SUSPEITA

· Procure imediatamente um hospital ou posto de saúde.
· Não tome nenhum remédio sem orientação médica.
· Nada de antitérmicos, analgésicos, antibióticos ou qualquer outro remédio.
· Tome muito líquido, principalmente suco de frutas, e se alimente o melhor possível.
O MOSQUITO AEDES AEGYPTI É O TRANSMISSOR DO VÍRUS DA DENGUE, DOENÇA INFECCIOSA QUE SE NÃO TRATADA DEVIDAMENTE, PODE LEVAR À MORTE.

APRENDA A EVITÁ-LA.

Volta à pagina principal Menino

 

 

Página principal
Menu
O que fazer?
Voce sabia?
Links

  

   E-mail para [email protected] 

Por favor ajude-me a aprimorar este site enviando me um E-mail com sua dúvida ou sugestão

(que serão muito bem recebidos e respondidos sem exceção).

Este site foi concebido pensando em ajudá-lo a tornar uma criança sadia, em um adulto feliz...



Copyright© 1997 Hobbysoft

<<<<< Atualizada em 28/10/97 >>>>> 

Hosted by www.Geocities.ws

1