| Pasado Pasado, estás en casa, con las puertas bien abiertas. Como cuando ya no esté, no te quiero allá afuera. Entra por donde quieras por ventanas y grietas. Ven con mis amigos, de velorios y fiestas. Tu nunca me aprisionas, tu siempre me alimentas. Quedate aquí en mi pecho, que tu siempre calientas. Quedate aquí en mi cama, rueda y te acuesta en ella. con la sonrisa de mi padre, que todavía hoy me alegra, con las manos de mi madre, en su empanada gallega, con la voz de mi hermano, aquella noche postrera. Algunos te quieren fuera, en el frío y las tinieblas, como Paulo Coelho, en Santiago de Compostela, en monasterios sordos, con sus iglesias ciegas. En mi casa, eres bienvenido toda vez que tu entras. Y te beso en la boca, como a doncella bella. Te abrazo como al hoy, que tanto me atarea. Y te preciso tanto cuanto al presente que eras. Y no temo al futuro, si te quedas a mi vera. Quedate un poco más, por favor, quedate, espera... Yo te amo, en cuanto ellos te desprecian. Creen que estás caduco, creen que nada queda. Y que no vales nada, y que no eres lo que eras. Como pueden? Qué tontos! Como es que nada vean ? Como están tan perdidos, en este mundo a tientas! Ven aquí, me abraza un poco, y mis mejillas besa, como cuando era un crio, aquella mi tía vieja. Todo sería tan pobre, si tu ya no estuvieras. El dios de ellos es el hoy, porque consumen a tientas. Es todo reciclable, pronto, hasta la mierda. Ven acá, quiero mirarte, y besarte la cabeza, como a la hija que es adulta, y vos me traés pequeña. Dejá, no te calientes, aún habemos poetas. Jaez Jarbas 27/11/2006 Passado* Passado, tas em casa, com as portas bem abertas. Não te quero lá fora, como quando eu já não esteja. Entra por onde queiras, por janelas e frestas. Vem com meus amigos de velórios e festas. Tu nunca me aprisionas, tu sempre me alimentas. Fica aqui em meu peito, que tu sempre acalentas. Fica na minha cama, nela rola e te deita, com o sorriso do pai, que inda hoje me alegra, com as mãos da mãe, em sua empada galega. com a voz do meu irmão aquela noite derradeira. Alguns te querem fora, na frieza e nas trevas, como Paulo Coelho, em Santiago de Compostela, entre mosteiros surdos, com suas igrejas cegas. Na minha casa és bem vindo, toda vez que tu entras. E te beijo na boca, como à bela donzela. Te abraço como ao hoje, que tanto me atarefa. E te preciso tanto quanto o presente que eras. E não temo ao futuro, se ficas a minha beira. Fica mais um pouco, por favor,fica, espera... Eu te amo, em quanto eles te desprezam. Acham que estas caduco, acham que já não prestas. E que não vales nada, e que não és o que eras. Como podem? Que trouxas! Como é que nada enxergam? Como estão tão perdidos, neste mundo pateta! Vem cá, me abraça um pouco, e beija minhas bochechas, como quando era criança, aquela minha tia velha. Tudo seria tão chato, se você já não estivera. O deus deles é o hoje, pois consumem a beça. É tudo é reciclável, daqui a pouco, até a merda. Vem cá que quero olhar-te, e beijar-te na testa, como à filha que é adulta, mas tu a trazes pequena. Deixa pra lá, não liga, ainda havemos poetas. * Foi criado em Português e depois traduzido ao Espanhol, pois é, de certa maneira, uma contestação a uma reportagem a Paulo Coleho, onde diz que não devemos lembrar do passado e só olhar para a frente. ©Jaez Jarbas 27/11/2006 Home | Contacto | Indice | Libro de Visitas | Quien somos Poemas Lunfardos Copyright© 2007 www.jaezjarbas.com Não é autorizada a reprodução dos textos da autor Derechos Reservados -All Rights Reserved Pagina optimizada con resolucion de 800x600 Webmaster |
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