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APRESENTA��O

Para iniciar a conversa
Eu pe�o que Deus me ajude
Me d� coragem, sa�de
Nesta empreitada t�o s�ria
Me d� a rima e harmonia
Pr� transformar em poesia
As coisas desta mat�ria.

Sem pretens�o de poeta
Escritor ou literato
Fa�o um modesto relato
Pr� mostrar com alegria
Verdade que se constata
Que at� de coisa abstrata
Se pode fazer poesia.

Os versos que ora componho
Com muita simplicidade
S�o pr� entender a verdade
De extensa filosofia
Com id�ias bem concretas
At� de coisas discretas
Se pode fazer poesia.

Matem�tica � uma ci�ncia
De grande profundidade
E que traduz na verdade
Uma luta extraordin�ria
Pois s�o n�meros, problemas
S�o solu��es e esquemas
Da nossa vida di�ria.

As contas que n�s fazemos
Quer escritas, quer mentais
S�o n�meros e sinais
Na mais perfeita harmonia
Que exigem solu��es
Em diversas situa��es
Que temos no dia a dia.

Vivemos nos perguntando
Quanto tenho? Quanto sobra?
Quanto � o custo? Quanto cobra?
Qual � o tempo e o desconto
No presente e no futuro
Qual � a taxa, qual � o juro
E a gente at� fica tonto.

Quando levamos a s�rio
O estudo da matem�tica
Quer na teoria ou na pr�tica
Fica tudo t�o legal
S� n�o entende isto tudo
Quem relaxa no estudo
Ou tem pregui�a mental.

O n�mero � uma id�ia
De quantia, de contagem
Que se registra na imagem
Do nosso campo mental
Depois da id�ia formada
Poder� ser registrada
Atrav�s de um numeral.

Os homens, seres de Deus
T�o cheios de idealismos
Inventaram algarismos
A matem�tica e o verso
Eu penso e creio tamb�m
Que cada n�mero cont�m
Um mist�rio do universo.
OS ALGARISMOS

Muita coisa vem � mente
Quando pensamos no DOIS
Tem esta vida e depois
O mist�rio nos governa,
Mas conforme a religi�o
E o pensamento crist�o
Existe outra vida eterna.

O TR�S nos traz � mem�ria
A Suprema Santidade
A Sant�ssima Trindade
Que � um s� Deus, lhes garanto
Em tr�s pessoas de brilho
O Deus Pai, o Deus Filho
E o Deus Esp�rito Santo.

O QUATRO nos faz lembrar
Os mist�rios naturais
Quatro pontos cardeais
Norteiam o ser humano
Nesta luta nua e crua,
Quatro fases tem a lua
E quatro esta��es o ano.

CINCO dedos tem a m�o
Que trabalha, que caleja
M�o que afaga e apedreja
Conforme disse o poeta
Em cinco dias semanais
O empregado satisfaz
Sua jornada completa.

SEIS cordas tem o viol�o
Meu amigo sem alarde
Existe ao cair da tarde
Momento de nostalgia
E prece � Nossa Senhora
Exatamente �s seis horas
O bater da Ave-Maria.

As SETE cores do arco-�ris
Que surgem por tr�s do monte
V�o enfeitando o horizonte
Num cen�rio majestoso
O assunto n�o me compete
Mas n�o sei porque o sete
� a conta do mentiroso.

O algarismo do OITO
Tem uma forma elegante
Um oito muito importante
N�o se escreveu com caneta
Mas com extrema beleza
Pela m�o da natureza
Na asa da borboleta.

Quando penso finalmente
No algarismo do NOVE
O mist�rio me comove
Pois traduz carinho eterno,
Para n�s seres humanos
Que nove meses ficamos
Dentro do ventre materno.

O valor que o ZERO tem
Depende da posi��o
Se a sua coloca��o
Pela esquerda se apresenta
Ele nada se aproveita
Mas colocado � direita
S�o dez vezes que se aumenta.
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