A revista Time de 4 de março de 1940 declarou: Um dos thrillers mais engenhosos dos últimos
tempos. Um anfitrião inexistente reune dez pessoas, cada uma com um passado condenável, numa
pequena ilha, afastada da costa Inglesa. Lá, a canção sobre os dez negrinhos, demoniacamente
revista para se adaptar à reunião, é cumprida sem o mínimo remorso.
Dez pessoas com passado escuso são convidadas a passar o fim de semana na ilha do Negro por um
misterioso Sr. Owen, anfitrião que nunca se dá a conhecer. No farto e confortável silêncio que se
segue a um excelente jantar, ouve-se de repente uma voz, inesperada, inumana, penetrante, acusando
cada um de crimes ocorridos no passado. A partir daí mortes inexplicáveis acontecem. Como na
inexorável diminuição dos números na canção infantil dos Dez Negrinhos, um a um dos convidados
vai sendo eliminado. Quem seria o assassino justiceiro que, como uma monstruosa criança, manipulava
cruelmente aquelas pessoas, brincando de crime e castigo?