AGATHA CHRISTIE

Dame Agatha Christie, tamb�m conhecida como a Rainha do Crime e Duquesa da Morte, nasceu em Torquay, Devonshire, em 15 de setembro de 1890. Chamaram-na de Agatha Mary Clarissa Miller.

A mãe de Agatha, pertencia a classe alta da Inglaterra, destacava-se pela sua excentricidade, casando-se com um rico americano, corretor da bolsa, Frederick alvah Miller.

Mr.Miller não teve muita participação na vida da filha, pois faleceu quando Agatha era ainda muito pequena.

Agatha Miller foi educada pela pr�pria m�e, n�o foi mandada para a escola. Uma vez, quando Agatha caiu de cama com um forte resfriado, sua m�e a incentivou a escrever seu primeiro conto. "Claro que voc� pode", disse ela � filha que protestava. E realmente ela p�de.

Agatha, sua irm� e m�e viviam isoladas porque sua familia era pequena e sossegada. � de se duvidar que Agatha passasse muito tempo sozinha ou infeliz. Ao contr�rio aproveitava grandes per�odos de solid�o para refletir. Agatha lia contos de fadas e romances em grande quantidade, desenvolvendo uma paix�o por Dickens, pelo fato de ouvir a m�e ler as obras deste autor em voz alta.

Desde criança, Agatha estudou piano e, mais tarde, na adolescencia, recebeu aulas de dicção.
Agatha desenvolveu uma sensata quantidade de auto-indulg�ncia, uma hostilidade � rotina de qualquer tipo, uma extrema avers�o pelos moralizadores puritanos que acreditavam ser a dor e a luta bons para a alma.
Em agosto de 1914, �s v�speras da primeira guerra mundial, Agatha se casou com um resplandecente oficial da Royal Flying Corps, Coronel Archibald Christie.

Enquanto a guerra se prolongava, Agatha Christie trabalhava em um hospital (onde aprendeu sobre venenos o bastante para uma vida inteira) e escrevia hist�ria nas horas livres. Escreveu seu primeiro conto devido a um desafio. Sup�e-se que sua irm� a espica�ou com um "aposto como voc� n�o � capaz de escrever uma boa hist�ria de detetive. Agatha logo se sentou e escreveu O Misterioso Caso de Styles

� mais prov�vel que a metamorfose de Agatha em escritora de mist�rio fosse um desenvolvimento natural. Como ela mesmo colocou: "Acho que estava tentando coisas, como qualquer um faz. Primeiro tentei escrever poesia. Depois uma pe�a sombria sobre incesto, acho. Depois um romance longo, complicado e m�rbido - alguns dos escritos n�o eram t�o ruins, mas o conjunto era bem pobre. Foi ent�o que escrevi Styles.

Agatha Christie era uma autora faminta por enredos e j� com o h�bito de eliminar a maioria de seus personagens. Fixou-se no estilo policial e trabalhou no Styles durante v�rios meses. Ao usar um dos refugiados belgas que morava em Torquay como modelo, criou seu primeiro e mais famoso detetive - o afetado Hercule Poirot e seu bigode lustroso.

Agatha teve em Holmes sua principal influ�ncia no "exemplo da pista" e no "amigo idiota". Sendo seu próprio "Watson" o Capitão Hastings, um oficial do exército, reformado do front, o oposto de Poirot, Hastings era pouco sagaz, Poirot era muito inteligente.

Quem já leu o Misterioso Caso de Styles custa a crer que o mesmo tivesse sido rejeitado por meia dúzia de editores e houvesse ficado nove meses com o "Bodley Head" antes de ser lançado em 1920 por "John Lane".

Styles é uma narrativa de mistério de primeiro plano, e naquela época os preceitos da ficção policial não eram tão bem estabelecidos como hoje.

Styles surgiu na idade do ouro da literatura de mistério. Neste seu primeiro romance Agatha demonstrou seu grande talento para criar diálogos engraçados e convincentes, além de personagens interessantes, mas isso não foi suficiente para faz�-la sobressair entre tantos outros escritores de mistérios da época.

Era fascinante e original o modo com que focalizava a ação.Agatha aperfeiçoou a técnica de confundir o leitor, desviando-lhe a atenção de um personagem para outro, terminando com a pessoa menos suspeita como assassina.

Agatha tinha o estilo de não encobrir nada, colocando com uma precisão matemática as mesmas pistas diante do leitor e do detetive, tão naturalmente, que os elementos mais inocentes tornam-se suspeitos e os mais criminosos tornam-se inocentes.

Em O Misterioso Caso de Styles, Agatha já mostra sua fascinação e conhecimento de venenos, confundindo tão bem o método de assassinato, que o leitor precisa repassar as pistas para entender como a trama funciona.

Agatha sabia que ocorrem assassinatos no meio ambiente mais comum; Style, por exemplo, é muito parecido com Torquay. As alamedas e casas de campo continuaram a ser seus locais preferidos para assassinatos nos livros seguintes.

O misterioso caso de Styles apesar de todos os trunfos só conseguiu uma modesta vendagem de 2.000 exemplares, rendendo � Agatha apenas vinte e cinco libras. No entanto, Styles tornou-se um dos primeiros nas listas de mistérios.

Quando Agatha escreveu o Misterioso Caso de Styles não tinha idéia do sucesso que o futuro lhe reservava. Até aquela época, nunca havia considerado o fato de fazer carreira como escritora. "Continuei a escrever histórias policiais" diz ela. "Vi que não seria possível me livrar".

Logo depois de Styles, Agatha publicou cinco livros de mistérios: O Inimigo Secreto(1922), Assassinato no Campo de Golfe(1923), O Homem do Terno Marrom(1924), Poirot Investiga(1924) e o Segredo de Chymneys(1925).

Sua filha única, Rosalind, nasceu em 1919, e Mrs.Christie logo se adaptou a uma vida organizada de mãe e escritora.
Sua carreira ia progredindo bem, seu trabalho ganhava popularidade, mas era um trabalho normal. Em 1926, Agatha escreveu o que foi considerado sua obra prima, um clássico de toda a ficção policial: O Assassinato de Roger Ackroyd. Este mistério policial transformou Agatha na primeira dama do g�nero policial da Grã-Bretanha e do mundo.

Sete meses depois de Agatha ter alcançado o auge da fama com a publicação de O Assassinato de Roger Ackroyd, o mundo de Agatha desmoronou. Sua mãe, Mrs. Miller, morreu, deixando em Agatha uma dor quase insuperãvel.

Atingida pela perda da mãe e pela infidelidade do marido, Coronel Christie, Agatha sofreu um colapso emocional, e desapareceu. O carro de Agatha foi encontrado abandonado no south Downs, não muito longe de sua casa. Nenhum bilhete foi encontrado e nem havia indício de crime. Várias buscas foram organizadas, mais de quinhentos policiais, ajudados por cães de caça, aviões, tratores para derrubar a mata, e mais de quinze mil voluntários. Descrições da autora foram espalhadas por todo o país.
Detetives mundialmente famosos preencheram longas colunas de jornal com várias especulações, como: Rapto, assassinato e suicídio.
Doze dias depois do desaparecimento, a polícia de yorkshire recebeu um telefonema de um maestro de um famoso hotel de veraneio, havia uma hóspede que tinha uma grande semelhança com a fotografia de Agatha divulgada. No dia seguinte, a polícia verificou que a hóspede era na verdade Agatha e que estava registrada com o nome de Mrs. Tessa Neele, que era o nome da amante do Coronel Archibald Christie.

Ao contrário de que muitos garantiam de que Agatha jamais recuperaria seu velho brilho depois do colapso. No espaço de um ano, Agatha estava trabalhando de novo. Produzindo os mesmos enigmas, claros, metódicos e desafiadores como antes: Os Quatro Grandes(1927) e o Mistério do Trem Azul(1928). E ambos exibiam o talento de Hercule Poirot, para não dizer o cérebro de sua autora.

Divorciou-se de Christie em 1928. Logo depois, ele casou-se com a verdadeira Tessa Neele. Agatha manteve seu nome de casada, já que "Christie" estava estabelecido entre os leitores de novelas policiais.

Dois anos mais tarde, em 16 de setembro de 1930, Agatha se casou com Max Mallowan, eminente arqueõlogo, treze anos mais novo que ela, Um tipo de homem inteiramente diferente de Archibald Christie.
Agatha acompanhava o marido nas expedições, enquanto o professor se dedicava as suas atividades, Agatha produziu alguns clássicos: Morte na Mesopot�mia(1936), Morte no Nilo(1937), Encontro com a Morte(1938) e No Final a Morte(1945).
As suas viagens com o marido no Expresso do oriente, para Bagdá, resultou numa das mais famosas de suas obras: Assassinato no Expresso do Oriente.

Durante as décadas de trinta e quarenta, Agatha escreveu uma história atrás da outra, produzindo um mínimo de uma novela policial por ano, e as vezes, até quatro anualmente.
Agatha se dedica muito ao escrever: "Uma idéia martela na cabeça da gente durante meses e dizemos como seria interessante se um dia pudéssemos dominá-la." Diz ela. Christie escreve rápido. O enredo, então, já está na cabeça, detalhadamente esboçado.
"Em meus livros, o verdadeiro trabalho é resolver qual o desenvolvimento da história e a preocupação com ele até que de certo.
Agatha usava uma máquina de escrever, batendo com tres dedos de cada mão. E antes de escrever a primeira frase, traçava um esboço geral - pistas falsas, enganos - até o último pormenor. Enttão começava pelo último capítulo.

Agatha parecia escrever muito, além de escrever vários romances policiais todo ano, escreveu sob o pseud�nimo de Mary Westmacott, seis novelas rom�nticas.
Agatha começou a escrever nesta época livros para publicação póstuma. Estes trabalhos incluem sua autobiografia e mais dois romances que constam entre os melhores. "Um � o último caso de Poirot, e o outro é, claro, o de Miss Marple.

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