|
SURPRESAS
DA VIDA
Eu
vi duas mocinhas crescidas
de
quinze e dezessete anos,
Uma
era Maria que insistia
em
ser chamada de “Mary”;
a
outra era Marilene
em
tudo “bem servida”
era
até mulher da vida.
Roupas
feias mas coloridas
pernas
bonitas e descobertas,
animadamente
conversavam
na
“sala de espera” que
era
na esquina mesmo.
Nesse
momento repentinamente
os
olhos de Maria ou Mary
fitaram
no rumo do biquinho
sensual
do seio de Marilene,
ela
não o tocou de fato
mas
o mordiscou em sonhos,
sonhos
loucos.
Marilene
“experiente” e insegura
deu
de ombros e saiu
onde
é que já se viu
ser
acariciada ou acariciar
uma
mulher,
quando
podia ter aos seus pés,
o
homem que bem quisesse,
pois
era “bem servida”,
mas
o jeito do olhar de Maria
balançou
as estruturas.
Da
outra vez que se encontraram
foi
num simples quarto
a
roupa feia, colorida e sensual
que
Marilene trajava,
deixava
à mostra metade do seio,
aquele
que Mary o devorara antes,
e
novamente o desejo a queimava
e
sentadas naquela cama
duas
mulheres,
de
olhos nos olhos,
de
olhos nas pernas e
olhos
nos seios de Marilene.
Neste
momento a mão de Mary
tocou
levemente a perna da amiga,
a
princípio retraída,
como
se esperasse aprovação.
Marilene
de sexo tudo conhecia
menos
fazer com Maria.
E
Marilene foi deixando
ser
tocada por Maria,
era
desconhecido
e
isso a atraía,
--
será ?
Na
verdade bem sabia
que
lá no íntimo naquela hora,
muito
queria as carícias de Maria.
E
ela não se fez de rogada,
foi
beijando e foi tocando
o
sexy corpo da amiga...
E
hoje,
quando
muito tempo já se passou,
as
duas estão sorrindo felizes
sobre
uma só cama.
Marilene
não é mais mulher da vida,
mas
apenas mulher
e
as vezes homem
de
Maria, ou Mary sei lá.
A
felicidade as vezes vem
de
onde menos se espera.
|