SUPERFICIALIDADE

No adormecer do corpo
a analgesia de toda dor.

Singular momento
de paz,
de nada querer,

o restabelecer...

Neste instante meio mágico
um deslembrar dos suplícios.
Um coração sem mágoa
e sem nenhuma nódoa,
apenas serenidade...

Um momento de anjo
como se estivesse esteado
nos braços de Deus,
e ao despertar
extasiado de calma;
tornar-se imune.

Imune a tudo,
tudo deste mundo,
não sofrer, não amar,
e não mais chorar,
apenas sonhar...

e nos sonhos divagar
na realidade da vida,
tirar o bom do bom
e o melhor do pior.
Sonhar compensa,
assim penso eu.

 

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