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REDE
DAS AUSÊNCIAS...
Deitei
na noite toda
minha inquietação,
joguei
ao chão
os
meus pesares...
busquei
ao longe
os
meus ausentes,
tentei
conforto
nos
seus sorrisos...
acariciei
cada face,
beijei
cada semblante...
a
eles doei todo o meu
estoque
de beijos,
antes
tão contidos
no
cerne do meu ser.
Fiz
poeira fina de todos
os
meus suplícios,
brinquei
na carência,
fiz
verdade a mentira.
Deitei
na
noite todos
os
meu delírios,
abusei
dos
devaneios...
e
igual ao poeta
fingi
não sentir
a
dor que doía,
e deitado na
rede
das ausências,
cobri
o rosto
com
negror da noite,
adormeci
na presença deles.
Catalão,
10 de janeiro de 2.001- ilcs
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