MINHA FACE.

   

Nos sulcos da minha face

as lágrimas defloram

caminhos virgens;

os sais do meu destino

cristalizaram no semblante.

 

Nos sulcos da minha face

reluz os desencontros,

brilham as decepções;

há festa dos desgostos

dos anos passados.

 

Nos sulcos da minha face

escondem os segredos

dos casos de amor

vividos, sofridos, amados,

iludidos, esquecidos ou guardados.

 

Nos sulcos da minha face

imagem fiel de cada

dia da vida;

 cada insônia,

 cada sonho,

 cada passo.

 

Catalão, 04 de abril de 2000

 

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