O
diabo veste vermelho
no
corpo da mulher loira;
aquela
que faz sexo uma
noite
inteira e na manhã
ulterior
ainda quer amor.
O
diabo veste vermelho
e
baila na voluptuosidade
do
balanço da mulher loira,
beija
com o fervor de um vulcão
aquela
boca da mulher-demônio.
O
diabo veste vermelho
e
enfeitiça pelos olhos
aquele
que atrever-se
em
fitar o belo olhar
flamejante
da mulher loira.
O
diabo veste vermelho
para
pintar de paixão
a
áurea dos passantes,
para
domar pelos visos
a mais castiça inocência.
O
diabo traja vermelho
e
a mulher se veste de loira
para
alternar-se quando quiser
entre
deusa e fêmea; o bem
e
o mal; o satânico e o divinal.
O
diabo veste vermelho
e
a mulher se veste de demônio
para
unidos encantar o mundo,
e
quando separados atear fogo
em
pontos diversos da terra.
O
diabo veste vermelho...
Cat., 08 de jan. de
2000 – ilcs