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NO
LIMIAR DA VIDA
O
amor no peito meu
supera o tolerável,
aflige em demasia,
trás a dor e agonia.
Esta dor ao doer
faz cicatrizes,
deixa marcas,
deixa rastros e
gosto de sangue
na boca...
O
amor no peito meu
tem
seguro abrigo,
tem história e vontade;
duela e vence guerra.
Esta força exuberante
refaz caminhos,
remove empecilhos,
vence o desânimo
e perpetua
o querer...
O
seu amor se atendesse
aos
meus apelos,
talvez
agora não mais
a
queresse tanto.
Talvez
os encantos
com
a entrega
desfaziam-se,
quiçá morreriam
sufocados;
quem sabe o amor
pela porta dos fundos
fugiria...
O mistério do encanto
e do amor,
talvez resida
no limiar da vida,
daqueles que jamais
entregaram-se
um ao outro,
talvez...
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