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LIBERDADE
de
nada vale a liberdade
àquele
que se acostumou
com
as grandes grades da mente...
perdeu
o jeito do vôo,
não
tem mais perspectivas
é
sujeito sem passo, sem vida.
de
nada vale a liberdade
àquele
que não sabe desfrutá-la,
que
para o mundo
é
surdo e sem fala...
é
vala, é sala vazia
sem
nada e sem jeito.
de
nada vale a liberdade
àquele
que nos vícios
é
freqüente prisioneiro
escravo
branco, amarelo...
e
vive atado às frias
algemas
das drogas.
de
nada vale a liberdade
àquele
que nela não acredita
como
direito supremo do homem
de
cada canto da terra...
de
cada parte integrante de um
todo
quase perfeito chamado mundo.
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