|
NÃO
O JULGUE UM LOUCO
Não
o julgue um louco
apenas
por não se preocupar
com
o seu trajar;
ele
realmente é louco
pelo
cintilar das estrelas
e
o brilho do luar.
Não
o julgue um louco
apenas
porque fala pouco
e
quase não responde
quando
indagado;
ele
realmente é louco
por
tudo observar
e
mais calar do que falar.
Não
o julgue um louco
apenas
por andar na noite,
evitar
pessoas e raios de sol;
ele
realmente é louco
pela
música do silêncio
quando
sobre a terra
comanda
a escuridão.
Não
o julgue um louco
apenas
porque se esconde
quando
o sol desponta;
ele
torna realmente louco
somente
quando sente
o
olhar dos loucos
ditos
“normais”
pairando
sobre ele
quando
é dia.
Não
o julgue um louco
ele
é tão somente
o
poeta das madrugadas.
ILCSILVA
– 25-Maio de 2000
|