DOURADO OURO

 

 

Não diga que não havia amor

naquele momento singular

quando nossos olhos

se uniram fundindo o

azul do seu olhar

com o suplicar

dos olhos meus

nos teus.

 

Naquele instante

perdemos o tênue divisor

que separa a emoção da razão;

o dia tornou noite

todo o universo vibrou

e na luz do seu olhar

eu vi brilhar,

cintilar o amor.

 

Não diga que não havia amor

naquele momento mágico;

o mundo se coloriu

de uma cor terna e sagrada,

os anjos disseram amém

as trombetas soaram

e os sonhos cobriram-se

de dourado,

um dourado ouro.

 

Não diga que não havia amor

naquele meigo olhar,

não diga que o tremor

das mãos e

o mudar de rumos

do olhar ao falar...

não diga que era timidez

não negue que era o amor.

 

Não queira domar o amor

não reprima o querer

ceda, doe, viva.

ILCSILVA-15/08/2000

 

 

 

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