DOCE É A LOUCURA

 

Doce é a loucura,

quando o alienado nela acredita,

vive-se dela,

alimenta-se dela e

morre-se por ela.

 

A loucura passa a ser do louco

o anjo da guarda,

o troféu, a paz e o

céu...

 

A chaga da loucura passa a ser o berço

do insensato sem razão.

 

A loucura manifesta

momentos de ternura,

no sorriso do louco ela se declara,

nas palavras sem nexo ela se firma.

 

Doce é a loucura

quando o louco nela acredita,

troca-se de nome por ela,

ganha fama,

torna-se criança com ela.

 

O olhar alucinado dos alienados

é a defesa que eles possuem

de se protegerem de nós,

alienados enrustidos, loucos domados.

 

Doce é a loucura

quando inevitável.

   

 

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