DÉBIL...

 

Depois que partiu

em casa à noite,

fica eu a loucura

disputando espaço.

A vejo em cada canto

sempre a sorrir...

   

Meio louco

a ouço chamar,

respondo e  ando

em direção a voz,

não a vejo e dou

de frente com o delírio.

 

E eu,

agora um louco,

não sei o que é real,

nem o que é devaneio...

misturo as formas

confundo as coisas;

sou um louco, louco

débil e nada mais.

 

Catalão, 24 de Março de 2000.

 

 

 

 

 

 


 
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