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O
MEU ADEUS...
Da
sala de estar do meu destino
vejo
a vida lentamente fenecer,
tal
qual chuva que se espalha
com
o vento forte.
Da
sala de estar do meu destino
vejo
a velhice a galope,
ouço
as batidas dos pés
e
o som das gargalhadas.
Da
sala de estar do meu destino
vejo
um homem já cansado,
fatigado
e meio vencido.
vejo
meu rosto no reflexo
da
vida.
Na
sala de estar do meu destino
vejo
rosas e castiçais;
ouço
choros e poucos gemidos
vejo
um corpo já inerte,
vejo
a morte.
Adeus.
Catalão,
29 de Março de 2000
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