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PLANTAS MEDICINAIS

Recomendações aos usuários: o uso de plantas medicinais deve ser encarado como forma de tratamento, o mesmo requer cuidado, sendo assim a dosagem deve ser de acordo com a recomendação e a posologia. Muitas pessoas acham que uma simples xícara de chá pode curar enfermidades crônicas ou agudas, isso não é verdade; outras acham que a dosagem a 5% para um cozimento ou chá é muito fraca e isso também não é verdade. As plantas, como outro medicamento podem intoxicar, matar e também curar, pois “Todo medicamento pode ser um veneno e todo veneno pode ser um medicamento, tudo depende da dosagem”. Por isso é recomendado o acompanhamento médico. A auto-medicação não é recomendada. Embora sabendo que as plantas são altamente eficazes, muitas destas plantas aqui estudadas não têm comprovamento cientìfico.

ALCACHOFRA
Família
: Asteraceae (Compositae).

Nome cientifico
: Vernonia condensata Baker .

Sinônimos: Aluman, alumã, alcachofra, luman, boldo, boldo-chinês, boldo-japones, boldo-bahiano, boldo-goiano, aloma, luman, árvore-do-pinguço, alumam, heparema, macela-grande, Matias, tramanhém, estanca-sangue, cidreira-da-mata e manjericão-das-modas. 
Origem: África .
Parte usada: Folhas.
Princípios Ativos: Saponinas; glicosídeo cardiotônico (vernonina), lactonas sesquiterpênicos, óleo essencial, óleos essenciais, flavonóides e substâncias amargas (lactonas sesquiterpênicas).  

Indicações: Em casos de diarréia alimentar, colecistite, colesterol com taxa alta, gases intestinais, insuficiência hepática, distúrbio do fígado e estomago, inflamação da vesícula, descongestionante e desintoxicante do fígado, fluidificante do suco biliar, falta de apetite, usado popularmente para a ressaca alcoólica.
Forma, dose e posologia:

  • Infusão: 5 folhas por litro d'água, tomar pela manhã (para o fígado) ou após as refeições (contra diarréia); Tintura: (aperiente) colocar 1 colher de folhas picadas para 1 xícara de vinho branco, álcool neutro a 70o GL, deixar macerar por 3 dias, tomar 1 colher dissolvida em água antes das refeições;

ERVA-CIDREIRA

Família: Verbenaceae

Nome científico: Lippia geminata H.B.K.(Lippia alba N. E. Brown). 

Sinônimoserva-cidreira-dos-campos. 

OrigemAmérica, originária do Chile e Argentina.

Partes usadas: Folha e flores.

 Princípios Ativosóleo essencial (0,1-0,2%), lipiol, lippiona, neral, nerolidol (13,4%), a-cubebeno, b-cariofileno, citronelal (10-20%), citral (30-35%), mirceno, L-limoneno (10-18%), verbenona, metilheptenona, geraniol, 1,8-cineol (32,4%), 2-undecanona, alfa-pineno, cânfora, álcoois terpênicos: (linalol 53,2% e terpineol), ácido tânico, ácido valeriânico, flavonóides e saponina. De acordo com Tavares et al. (2004) possui os seguintes princípios: 3-Z-hexenol,  a-tujeno, a-pineno, sabineno,  1-octen-3-ol, 6-metil-5-hepten-2-ona,  mirceno, a-terpineno, p-cimeno, limoneno, 1,8-cineol, z-ß-ocimeno, e-ß-ocimeno, ?-terpineno, cis-hidrato de sabineno, trans- hidrato de sabineno, trans-óxido de linalol, linalol, 1,3,8-para-mentatrieno, cis-verbenol, isobutirato de z-3-hexenila, citronelal, óxido de ß-pineno, umbelulona, a-terpineol, cis-diidro carvona, trans-diidro carvona,  trans-carveol, nerol, citronelol, neral, carvona, geraniol, geranial, a-copaeno, acetato de geranila, ß-bourboneno, ß-cubebeno, ß-elemeno, e-cariofileno, ß-gurjuneno, a-humuleno, cis-muurola-4(14) 5 dieno, alo-aromadendreno, germacreno dbiciclogermacreno, a-muuruleno, germacreno a, ß-bisaboleno, ?-cadineno, d-cadineno, a-cadineno, elemol, germacreno b, e-nerolidol, germacreno d-4-ol.

Indicações:Combate à insônia, palpitações nervosas, debilidade do coração, asma, bronquite, tosse, eficaz no combate ao Staphyloccocus aureus, S. pneumoniae e S. pyogenes, tuberculose, ansiedade, nervosismo, histeria, afecções nervosas, melancolias, hipocondria, opressão no coração, palpitações, hemicrania, má digestão, náuseas, indigestão, gases, arrotos, enjôos, digestões lentas, difíceis e dolorosas, males do fígado, feridas, inflamação dos olhos, irregularidades menstruais, enxaqueca e vômitos espasmódicos . 

Forma, dose e posologia:

  • Infusão: Pegue 50 gramas das folhas frescas de cidreira, lave-as e corte em pequenos pedaços, em um recipiente apropriado com tampa, então despeje sobre a droga mais ou menos um litro de água fervendo, abafe, deixe amornar, coe, tomar aos copos de 100 ml, de 3 em 3 horas;
  • Água: 1 colher de sopa de folhas frescas para cada ½ litro d'água, tomar 4 a 6 xícaras de chá ao dia;
  • Óleo essencial: 2-3 gotas, 2-3 vezes ao dia.

CARDEIRO

Família: Cactaceae.
Nome científico:
Cereus jamacaru DC.

Sinônimos:Mandacaru .
Origem
: Brasil.
Parte usada
:Raiz.
Princípios ativos
:Flavona, flavonóis, xantona, albumina, aldeído, saponina e alcalóide, a tiramina.
Indicação:Utilizado no combate ao escorbuto, tratamento de moléstias das vias respiratórias, tosses rebeldes, bronquite, moléstias da pele, úlceras, febre, diarréia e problemas nos rins, febres gástricas e biliosas, combate úlceras, tumores glandulosos.
Forma, dose e posologia: Cozimento 100 g para 600 ml d’água. 3-4 xícaras ao dia.



ALCACHOFRA

Vernonia condensata Baker .

Cidreira

           Lippia geminata H.B.K.

Mandacaru

Cereus jamacaru DC.

CARRAPICHO-DE-CIGANO
Família: Asteraceae (Compositae).
Nome científico: Acanthospermum hispidum D.C.

Sinônimos: Carrapicho-cabeça-de-boi; carrapicho-chifre-de-veado; retirante.
Origem:A planta de origem brasileira.
Partes usadas:Principalmente as raízes, mas também são usadas as folhas e o caule.
Princípios Ativos:Toda planta possui alcalóide, tanino catéquico, mucilagem e glicosídeo antraquinônico;14-oxo-8-(2-metilbutanoil)-9,15-dihidroxiacanthospermolida;14-oxo-9-linolenil-8-(2-metilbutanoil)

.Indicações:A planta atua sobre o aparelho respiratório, sendo útil contra asma alérgica, catarro, gripe, bronquite e agindo como peitoral. Toda a planta combate diarréia, dores do estômago e intestino, bem como outros problemas estomacais. Combate impaludismo e outras enfermidades do fígado.  Atua sobre o sistema urinário, combatendo blenorragia, afecções da bexiga, dores e outras enfermidades renais.  Combate dores dos membros e reumatismo. Tem ação térmica, combate erisipela e fungos.
Forma, dose e posologia:
As formas que podemos usar a carrapicho são: Infuso, decocto, xaropes.
Decocto: pega-se 50 g da raiz, depois de lavar com água corrente e fria, parte as mesmas e põe a cozinhar deixando após a fervura por 5 minutos. Logo após é retirada do fogo, abafada e coada;
Infusão: deita-se sobre a droga água fervendo, abafa e coa, em doses de 5%;
Alcoolato: pega-se as raízes, (100 gramas) que depois de lavadas, escorridas e cortadas, são colocadas a macerar com álcool a 70º G.L . (200 ml), por 3 a mais dias . Em seguida filtra-se, o conteúdo deve dar 200 ml;
Xarope: (Lambedor):

Própolis .................................................................................... 5 %
Alcoolato de  carrapicho-de-cigano......................................... 10 %
Xarope simples ........................................................................ q.s.p. 100 ml.
Dissolve o própolis nos 10 ml de alcoolato, e é adicionado ao xarope.
DOSE E POSOLOGIA:
   - Infuso e decocto a 5%, 3 vezes ao dia.
   - Xarope a 10%, três vezes ao dia.

BOLDO-DO-CHILE

Família: Monnimiaceae.

Nome científico: Peumus boldus Molina.

OrigemChile.

Parte usada: Folhas.

Princípio Ativo:

            As folhas contem: 2-2,6% de alcalóide (boldina (25-30%), isoboldina, norisocoridina, sitosterol, N-metil-laurotetanina, sinoacutina, esparteína (lupinidina), laurolitsina, reticulina (cocianolina), paquicarpina, apomorfina, isodocoridina, norisocoridina, tanino, resina, 2% de óleos essenciais (pineno, depenteno, eucaliptol, ascaridol (45%), cineol (30%), eugenol (1 a 2%), cedrol, a-cimeno, guaieno, fenchona), glicosídeos, (peumoside, glocoboldina, boldoglucina e boldoside), éter acético, menteno, ácidos: oléico, cítrico, linoléico; resina, ésteres (benzoato de benzila, amido, acetado de bornila, isobornila, terpinilo, terpineol, antranilato de metila), cetonas (fencona e carvana), hidrocarbonetos (canfeno, farnesol, alfa e gama-terpineol, p-cimeno, sabineno, felandreno); flavonóis, (peumósido, boldósido, ramnetol, isorramnetol, canferol), açúcar (3-5%), e mucilagem) . 

 Indicações:    

             Em má digestão, atonia gastrintestinal, câimbra intestinal, câimbra estomacal, gases intestinais, gastrite, anorexia, debilidade, vertigem, dispepsia, azia, afecções do fígado, icterícia, hepatite, congestão do fígado, constipação, insuficiência hepática, falta de apetite, litíases biliares, problemas do baço, paludismo, gases intestinais, amenorréia, tosses, bronquites, infecções urinária, pedra nos rins, cistites, ansiedade, insônia, dor de ouvido e útil no tratamento de obesidade. Como chá, usado para emagrecer.

 

Forma, dose e posologia:

  • Infuso: a 5%, dose máxima diária 200 ml;
  • Decocto ferver por dois minutos 15 gramas de folhas de boldo em um litro de água. Coar e adoçar se preferir.
  • Chá para emagrecer: partes iguais de sena e boldo, sendo em cada vez 3 gramas para cada chá, tomar em jejum e a noite depois da janta antes de dormi. Por 30 dias seguidos.

CAPIM-SANTO

 

Família: Poaceae (Gramineae).

 

Nome científico: Cymbopogon citratus (D. C) Stapf. (Andropogon schoenanthus Linn; Andropogon Martini Roxb; Andropogon citratus D.C, Andropogon ceriferus Hack; Andropogon roxburghii Nees ex Steud., Andropogon wartini Rob; Andropogon densiflorus Steud., Andropogon nardustrin Trin; Andropogon pachnodes Trin; Andropogon citriodorum Hortl e  Desf., Andropogon nardus subsp. ceriferus (Hack.) Hack., Cymbopogon citriodorus Link; Cymbopogon Martini Stapf; Cymbopogon Martinianus Schultes; Cymbopogon densiflorus (Steud.) Staph., Cymbopogon Schoenanthus Spreng)  

Sinônimos: Capim-limão, capim-catinga, capim-de-cheiro, capim-cheiroso, capim-cidreira, capim-cidrilho, capim-marinho, jacaré, yacapé, capim-cidrão, capim-siri, capim-grama, erva-cidreira, patchuli, chá-da-índia, chá-indú, verbena-da-índia, lemongrass e capim-cidrol .

OrigemPlanta originária da África, Índia ocidentais ou Ásia Tropical. 

Parte usada: Folhas.                                   

Princípios ativosCitral, geranial, neral, cânfora, canfeno, cetonas: metilheptenona; álcoois: geraniol, eugenol, cimbopol, chavicol, acetato de nerila, genanil acetato, citronelol, metilheptenol, sesquiterpeno, triterpeno, cimbopogona, cimbopogonol, farnesol; terpenos: dipenteno, b-mirceno; óleo essencial: ácido volátil, ácido valérico, ácido caprílico, álcool, cetonas, terpenos, alcalóide indólico, b-sitosterol, hexadecanol e trianometanol e neril-acetato.

Uso comprovado dos Princípios ativosAromatizante em perfumaria e cosmética. Diminui a atividade motora, aumenta o tempo de sono, regula o sistema vago-simpático. O citral tem efeito antiespasmódico, antifúngico, analgésico, antihisterismo, inseticida, antibacteriano, anti-histamínico, anti-séptico, preventivo do câncer, fungicida, pesticida, sedativo e teratogênico. O mirceno atua em afecções nervosas. O extrato demonstrou ação no bloqueio da acetilcolina a na diminuição do tônus. O geraniol possui ações: anti-séptica, preventiva do câncer, candidicida, fungicida, insetífuga, pesticida e sedativa. A cânfora possui atividades: alelopática, analgésica, anestésica, antineurálgica, antiprurítica, anti-séptica, estimulante do SNC, preventiva do câncer, carminativa, ecbólica, emética, expectorante, inseticida, rubesfaciente, espasmolítica e estimulante. Ao canfeno são atribuídas as funções: insetífuga, pesticida e espasmogênica. O eugenol possui atividades: analgésica, anestésica, antiedêmica, antiinflamatória, antioxidante, anti-séptica, antiúlcera, preventiva do câncer, candidicida, colerética, febrífuga, fungicida, inseticida, larvicida, sedativa e vermífuga. O carvacol possui atividades: anestésica, antiinflamatória, anti-séptica, bactericida, carminativa, expectorante, fungicida, nanaticida, espasmolítica e vermífuga. O citronelol possui atividades; bactericida, candidicida, fungicida, pesticida, sedativa. O mirceno possui atividades: analgésica, bactericida, antioxidante, antiespasmódica, fungicida e insetífuga. O beta-sitosterol, ver em capítulo de princípio ativo. 

Indicações dos raizeiros:  Combate o colesterol, menopausa, dor de cabeça, insônia, febre, ameniza o fastio, dores de barriga, barriga inchada, ajuda na digestão, pressão alta, cálculo renal, fraqueza, é diurético e calmante, resolve problema no estômago, comida que ofende e “acalma os desejos sexuais”[1].

Uso fármaco-terapêutico: Calmante, carminativo, digestivo, excitante gástrico, sudorífico, antifebril, antigripal, expectorante, bactericida, antimicrobiano, antifúngico, inseticida, antiespasmódico, eupéptico, galactagogo, sedativo, analgésico suave, hipnótico, estomáquico, diurético utilizado nas afecções das vias urinárias, emenagogo, hipotensor, anticonvulsivante e anti-reumático. 

Indicações: Mais utilizadas em fraquezas orgânicas, diarréias, dispepsias, ventosidades, dores estomacais, úlceras atônicas, anorexia, digestão lenta, problemas renais e das vias urinárias, cura ou alivia insônia, nervosismo, ansiedade, dores de cabeça, cólicas no ventre, gases intestinais, cólicas abdominais, diabetes, reumatismo, usado em micoses cutâneas, piolhos e sarnas. 

Forma, dose e posologia:

  • infusão 20 gramas para um litro – 4 xícaras de cafezinho de folhas picadas em 1 litro d'água, tomar 1 xícara 2 a 3 vezes ao dia.

[1]“acalma os desejos sexuais”, planta anafrodisíaca.

 



Carrapincho-de-cigano Acanthospermum hispidum D.C

Boldo-do-chile     Peumus boldus Molina.

 

Campim-santo

Cymbopogon citratus (D. C) Stapf.

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