Serviços em Redes de Distribuição Aéreas Energizadas (Linha
Viva)
Cestas
Aéreas
1 - Objetivos
Apresentação
Para execução de qualquer serviço em Redes de Distribuição
Aérea Energizada, ao contato direto, é indispensável o uso de equipamentos que
permitam colocar o eletricista na posição de executar as tarefas, no alto dos
postes, torres e assemelhados, garantindo o seu isolamento entre fase a fase e
fase terra de acordo com a classe de tensão em que se esteja trabalhando,
permitindo o máximo de mobilidade para atingir o local de trabalho. Para isto
podemos utilizar as plataformas, andaimes e escadas de fibras e ou feitas de
epoxiglas que nos garante um excelente nível de isolamento, mais sem duvida o
equipamento mais utilizado, e apropriado para execução destes serviços e a Cesta
Aérea e é o assunto que estaremos mostrando a seguir.
2 - Características Técnicas
Apresentação do Equipamento
As Cesta Aérea são montadas em chassis de
caminhão com cabina simples ou dupla, das diversas marcas nacional, como Ford,
Chevrolet etc. quando montado em cabina simples podendo ser equipado também com
um modulo para transporte de pessoal e a carroceria ser confeccionada para
transporte e acondicionamento dos materiais e os equipamentos utilizados por uma
turma de Linha Viva, dimensionados para suportar os mais variados equipamento
hidráulico como as Cestas Aéreas de outros tantos fabricantes como Hot Stick
importados e os nacionais como Altec, Guiton etc.
Veículo Equipamento e Acessórios
- Os veículos poderão ser equipados para 1 Cesta Aérea, ou 2 Cestas Aéreas,
com as classes de tensão, alcance e capacidade de cargas, de acordo com a
necessidade dos serviços a serem executados.
Principais Características
Veículo Equipado com Cesta
Aérea para executar Serviço em Rede Distribuição Aérea Energizadas (Linha
Viva) de Média Tensão abaixo relacionados:
Caminhão equipado com 2 Cesta Aérea em fibra de vidro forrados com
liner's e lança isolada para tensão de no mínimo 46 KV categoria C - 60
HZ, com cabina dupla ou modulo de transporte de pessoal, com carroceria
adaptada para acondicionamento e transporte dos equipamentos e materiais
utilizados por uma turma de Linha Viva
Alcance vertical da boca do cesto
ao solo - 15,00 metros
Capacidade de elevação dos cestos
- 272 Kg
Giro de 360º
Comandos hidráulicos acionados
do cesto e da torre, com prioridade para os inferiores
Sistema de
nivelamento dos cestos através de cabos e tirantes isolados
Cestos de
polietileno ou fibra de vidro isolados (cuba) testados para 46 KV 60
Hz
Liner's para forração dos cestos (cuba) testados para
46 KV 60 Hz
Lança isolada para 46 KV 60 Hz
Válvula "Holdinh" (válvulas de segurança) nos cilindros do braço e lança
Válvulas de retenção duplamente pilotadas nas sapatas
Tela de
proteção na cabina (opcional)
Carroceria com armários modulares
3 - Procedimento de Operação do Equipamento
Dependendo
do modelo e do fabricante o acionamento dos comandos hidráulicos de uma Cesta
Aérea podem ser bastante variados, mais de fácil operação, entretanto todos os
integrantes de uma turma de linha energizada devem estar treinados e autorizados
a operar a cesta aérea, sabendo as recomendações do fabricante do equipamento
antes de iniciar a sua utilização.
Atenção
Durante as operações os comandos devem ser acionados suavemente no
inicio e final do movimento, evitando-se paradas ou inícios bruscos que
expõem o equipamento a choques e tensões desnecessários.
Nunca
pressionar os comandos depois de atingir o limite do percurso, afim de
evitar fadiga do sistema hidráulico.
Acionar apenas um comando de
cada vez e somente após a parada total do equipamento
Não ultrapassar
em hipótese alguma a capacidade de carga de 136 Kg cada caçamba (Homem +
material + ferramenta)
Sempre que estiver em operação, o operador do
solo ou supervisor de serviço deverá vigiar todos os movimentos do operador
da caçamba e avisá-lo de possíveis situações perigosas. A intervenção deverá
ocorrer só quando absolutamente necessária.
3.1 - Seqüência de Operação do Equipamento
Antes de operar o equipamento é importante conhecer todos os seus
componentes e partes:
a) Parar o veículo em local selecionado e seguro, acionar o freio de
estacionamento e colocar a alavanca de cambio em ponto morto.
b)
Acionar a embreagem do veículo e tracionar a alavanca da tomada de força
situada na cabina do veículo.
c) Descer a sapata através dos
comando próprios, normalmente instalados na parte dianteira da carroceria
do veículo, aliviando as molas e nivelando-o se necessário. Cuidado
-Ao descer as sapatas, verificar se não há pessoas próximas a
elas.
d) Retirar as capas de proteção da lança e
caçambas.
e) Antes de operar o equipamento deve-se ter em conta a
função e posição de cada alavanca.
f) Após entrar na caçamba,
prender o cinto de segurança no olhal, após, passar a efetuar todas as
operações através dos comandos aéreos instalados junto à
caçamba.
g) Colocar o equipamento na posição de trabalho mais
adequada, observando seus limites de alcance e restrições.
3.2 - Seqüência de Término de Operação
a) Após a realização do serviço, abaixar os braços o suficiente para
livra-los da área de trabalho e de qualquer obstáculo.
b) Girar os
braços trazendo-os à posição de descanso.
c) Abaixar os braços o
suficiente para trazer, se necessário a caçamba a uma posição conveniente
para sair da carroceria do veículo.
d) Desamarrar o cinto de
segurança e sair da caçamba.
e) Colocar as capas de proteção da
lança e da caçamba.
f) Através dos comandos da base do equipamento,
colocar os braços no berço de apoio.
Obs:. O veículo
nunca deverá ser movimentado até que ambos os braços estejam abaixados e
ou apoiados na posição de descanso.
g) As sapatas deverão então ser
recolhidas liberando o veículo.
h) Acionar a embreagem do veículo e
voltar a alavanca da tomada de força para a posição inicial.
3.3 - Cuidados nas operações Aéreas
a) Quando em operação, olhar sempre na direção do movimento da
caçamba.
b) Nunca entrar ou sair da cesta caminhando ou subindo nos
braços.
c) Manter o cinto de segurança atado durante o tempo em que
estiver na caçamba.
d) Sempre permanecer em pé. Não sentar ou ficar
em pé na borda da caçamba. Nunca usar escadas, degraus, ou qualquer outros
arranjos para trabalhar.
e) Certifique-se que a parte metálica do
braço não encoste nos condutores energizados.
f) Não passar da
caçamba para outra estrutura, quando trabalhando no alto.
g) Nunca
amarrar o cinto de segurança em poste ou estrutura adjacentes, quando
trabalhando na caçamba.
h) Nunca trabalhar próximo de linhas
energizadas se há umidade ou sujeira na caçamba ou braços. Manter todas as
partes de fibra de vidro limpas e secas um braço molhado ou sujo pode
torna-se um condutor e pode resultar num risco de segurança.
i)
Parar completamente o equipamento antes de mudar o sentido de
rotação.
j) Cuidado :Este equipamento aéreo não
protege o operador quando em contato direto ou muito próximo a um condutor
aterrado, sem nenhuma proteção.
l) ATENÇÃO : A
caçamba não tem valor isolante quando usada sem o "Liner de
Polietileno".
m) Evitar movimentos bruscos quando operar o
equipamento, principalmente próximo as linhas energizadas. Seja sempre
cauteloso.
n) Por mais curta que seja a distância, nunca viaje
dentro da caçamba. Pense em segurança.
4 - Recomendação para Utilização e Conservação
Os veículos equipado com cesta aérea quando não estiver em serviço,
deverá ser guardados em local abrigado, a fim de que sejam resguardados das
chuvas, neblina, poluição etc... É necessário também que os mesmo sejam
protegidos com capas para o braço isolado e as cestas especialmente
desenvolvidos para dar proteção a estes equipamentos inclusive durante o
deslocamento do veículo até os locais de trabalho.
Sempre que
possível evitar o tráfego com o veículo em estradas precárias, pois a
trepidação pode provocar danos ao sistema hidráulico, principalmente em
estradas de terra (empoeiradas). Mas quando se fizer necessários deverá ser
feita a viagem com o maior cuidado com velocidades bastante reduzida a fim
de evitar possíveis danos ao veículo.
5 - Procedimento de Manutenção do Equipamento
5 - Procedimento de Manutenção do Equipamento
A
ocorrência de qualquer falha mecânica ou hidráulica, por mais simples que seja,
deverá ser logo reportada para que seja reparada por pessoa devidamente
autorizada. Em hipótese alguma mexer no equipamento para repara-lo, afim de não
comprometer o funcionamento do equipamento e a segurança do trabalho.
5.1 Inspeção diária pelo operador
Danos potenciais para
o equipamento e contratempos que põem em perigo a segurança do operador, podem
ser evitadas através da inspeção diária pre-operacional do veículo e
equipamento. O propósito dessa inspeção é descobrir sinais de defeito ou de
falha de funcionamento. Dessa forma, antes da utilização da unidade, devem ser
observados os seguintes pontos:
- Nível de óleo
- Água do radiador
- Reservatório de combustível para abastecimento
- Abastecer tanque de combustível ao final de cada dia
No sistema elétrico do veículo
- Luzes de sinalização e faróis
- Bateria (nível de solução da bateria)
- Luzes do painel de instrumentos e marcadores
- Funcionamento do limpador de pára-brisas
- Molas
- Jumelos
- Espigão
- Sistema estabilizador (Verificar quanto a quebra dos balancins, perdas ou
soltura de parafusos)
- Verificar a calibração, cortes e fixação das rodas
- Verificar freio de mão e de serviço
- Verificar perfeito funcionamento de válvulas de freio auxiliar
- Verificar possíveis vazamentos de óleo ou ar
- Verificar o perfeito funcionamento do (PTO) tomada de força
- Verificar o eixo da transmissão de tomada de força à bomba hidráulica
- Verificar a reduzida
Verificações visuais quanto:
- À vazamento de óleo hidráulico e ou avarias nos, plugs de conexão da
bomba, mangueiras, válvulas de segurança etc ...
- Verificar o nível de óleo hidráulico do reservatório
- Inspecionar as partes de fibra de vidro da lança, caçambas, liners etc...,
quanto a possíveis trincas ou rachaduras e a limpeza dos mesmos.
- Inspecionar os comandos, superior e inferior, contra pinos e cabos das
barras de nivelamento
- Inspecionar o posicionamento correto das mangueiras na articulação dos
braços superiores e inferiores.
Antes da saída do veículo deverão ser verificados os seguintes
pontos:
- Cintas de travamento, fixando corretamente as lanças
- Fixação de todo equipamento de modo geral
- Colocação das coberturas da lança e caçambas, apropriadamente instaladas
5.2 Verificação periódica do equipamento
Observação:O veículo sempre deverá estar em perfeitas
condições mecânica de uso. Além das recomendações acima, deverão ser
observadas os itens da "Ficha de anotações de Defeitos", para um perfeito
acompanhamento do equipamento de uma maneira geral.
- Fazer limpeza geral dos equipamentos
- Os braços isolados e o(s) protetor(es) de polietileno
(Liner) deverão ser lavados com água e sabão neutro,
quinzenalmente ou quando a inspeção diária indicar a necessidade.
- Seguir criteriosamente o plano de lubrificação engraxando os pontos
de articulação, (grachetas) semanalmente.
- Reapertar os pontos de fixação
- Verificar e limpar os respiros de óleo
- Verificar e reapertar, se necessário, os pontos de fixação do eixo
cardan (motor / bomba hidráulica )
.
6 - Procedimento de segurança com Veículo Equipado com Cesta
Aérea
6.1 Procedimento de Segurança - Utilização &
Operação
Como já tivemos oportunidade de ver em outros capítulos abordados
anteriormente, os veículos preparados para trabalho em linha energizada (cesta
aéreas) deverão ser de uso exclusivo para os serviços em redes energizadas.
Devendo ser evitado o desvio desses veículos para outras atividades com a não
participação de um eletricista de linha viva.
Cabe ao Encarregado da Turma,
em comum acordo com o Técnico Supervisor, e demais componentes da Turma
(eletricistas), verificar previamente as condições de uso e conservação das
cestas aéreas usadas nos serviços de linha viva que só poderão ser operadas
pelos próprios integrantes da turma, que devem estar treinados e autorizados a
operar a cesta aérea, sabendo as recomendações dos fabricantes do equipamento
antes de iniciar a sua utilização.
IMPORTANTE: Todos são
responsáveis pelo uso e conservação do veículo, devendo evitar o acúmulo de
materiais na plataforma e caçamba das cestas aéreas.
Procedimento de Segurança - Instruções de Uso
a) Verificar o funcionamento das válvulas de
segurança.
Observação: Deve-se desligar o motor do veículo
com as lanças abertas, na posição de trabalho e acionar os comandos,
verificado se há alguma alteração de sua posição (arriar as Lanças) se isto
acontecer o sistema hidráulico está com problemas.
b) Planejar
antecipadamente o trabalho de modo a colocar o veículo em posição tal que o
máximo número de operações possam ser concluídas sem precisar reposicionar o
caminhão.
c) Estacionar o veículo na melhor posição de modo a obter a
máxima estabilidade.
d) Sinalizar toda a operação e isolar a área de
trabalho com cones, faixas, cavaletes grades placas refletivas de
sinalização cones etc...
e) Evitar terrenos acidentados ou macios,
quando localizado em terreno macio, onde os pneus ou sapatas tendem a
atolar, use algum calço de madeira ou tábua de modo a aumentar a área de
apoio dos pneus e ou das sapatas. Não tente operar antes de ter obtido um
suporte firme.
f) Os veículos equipados com cesta aérea normalmente
são dotados de 2 (duas) sapatas mais excepcionalmente existe veículos com 4
(quatro) sapatas, acionadas hidraulicamente. Deve-se sempre procurar o
nivelamento ideal sem, entretanto, forçar demasiadamente o chassi do veículo
para compensar desníveis acentuados.
g) Sempre que o trabalho deva
ser executado em uma subida ou descida, estacionar o veículo de modo que ele
fique em linha com a subida ou descida. Quando estacionado de modo
transversal à subida ou descida, o trabalho é limitado ao lado de cima e a
uma inclinação máxima do veículo de 5º (cinco graus).
h) Quando
estacionar o veículo em aclives, faça-o com a frente apontada para baixo da
ladeira, use calços para as rodas traseiras e vire as dianteiras para o meio
fio.
i) Se o veículo estiver estacionado transversalmente a ladeira,
a operação deve ser restrita para manter o braço no lado elevado do
aclive.
j) As ferramentas e equipamentos devem estar em locais
apropriados e de fácil excesso.
l) Nas áreas de trabalho devem
permanecer somente pessoas autorizadas.
m) É necessário a utilização de
todos os equipamentos de proteção EPC's e EPI's pertinentes com o
desenvolvimento dos serviços em execução.
n) Para execução de
qualquer serviço com linha viva o veículo deverá estar aterrado através de
haste ou trado de aterramento.
o) A capacidade de carga das cestas
aéreas para a grande maioria dos modelos de Cesta Aérea preparadas para
executar serviços com redes energizadas é de 136 Kg. incluído-se o
eletricista e algum equipamento ou ferramenta que se fizer necessário para a
execução dos serviços. É importante ressaltar que o içamento de estruturas,
e outros materiais para montagem de estruturas no alto dos postes deverá ser
levado em conta, para se prevenir de qualquer possível acidente.
Recomendação para aterramento de Cesta Aérea
Equipamentos e ou materiais necessários
- Haste de aterramento
- Cabo nº 2 flexível, para aterramento, isolamento 600 V, com grampos de
torção ou garra de linha viva, instaladas em suas extremidades.
- Haste metálica soldada num ponto do veículo que faça parte do chassis.
- Instalar uma haste de aterramento aproximadamente 1 metro de profundidade
dentro da área isolada para os trabalhos.
- Conectar o cabo de aterramento na haste soldada no veículo e na haste de
aterramento.
6.2 Procedimento de Segurança - Teste Dielétrico
A
programação da manutenção preventiva deverá ser rigorosamente cumprida, para que
se obtenha melhor rendimento e eficiência na operação do equipamento e uma mais
longa em serviço.
Teste Dielétrico Cesta Aérea
Os veículos equipados com cesta aérea utilizados pelas turmas que
executam serviços com redes energizadas, deverão estar em perfeita condições
de uso. Ao receber este veículo este deverá ter passado pelos Laboratórios
de Ensaios Elétricos e ter sido submetido a ensaios elétricos nos Liner's e
Lança Isolada, para atestar a sua capacidade dielétrica.
Deverá ser
emitido um Atestado de Ensaios Dielétrico, seguindo-se os critérios
estabelecido nas normas vigentes, mostrando os valores encontrados e os
valores admissíveis, discriminando as características do veículo, (placa,
modelo, ano fabricação, tipo do equipamento etc...). Certificando que em
(data execução do Teste Dielétrico) o mesmo está
APROVADO para uso em redes energizadas e que deverá submetido
a um no teste em (data para nova execução do Teste
Dielétrico).
Os veículos equipados com cesta aérea utilizados em
serviços com redes energizadas, deverão ser submetidos à Teste Dielétrico a
cada 6 meses para obtenção de um novo Atestado de Ensaios
Elétricos.
A periodicidade para execução dos testes nos veículos
equipados com cesta aérea normalmente é de no mínimo a cada 6
meses, ou de acordo com as necessidade observadas pelo Técnico
Supervisor.
Seria importante que uma copia deste Atestado de Ensaios
Elétricos ficasse no veículo, e até como é caso de algumas concessionárias
de energia elétrica que desenvolveu um selo que fica no para brisa do
caminhão, alertando sobre quando foi executado o último Teste Dielétrico, e
quando o veículo deverá retornar ao Laboratório de Ensaios Elétricos para
execução de um novo teste.
OBSERVAÇÃO : Algumas
concessionárias de energia elétrica, por ocasião dos Testes Dielétricos em
seus veículos incluem também o teste de Emissão Acústica nos
pinos das articulações das lanças, para se certificarem de maior segurança
no uso deste equipamento.