Ah
quantas vezes eu desfrutei de teu corpo!
Quanto mistério pude desvendar a cada toque
Quando meus dedos passavam em tua pele,
Que se arrepiava toda de vontade e de desejo.
Quantos drinques de amor em nosso bar,
E os beijos molhados que trocávamos,
Com a intensidade dos seres carentes
E com a luxúria de amantes apaixonados.
Tu tens a divindade de uma flor perfumada,
Que insiste em ficar plantada no jardim,
Sem jamais querer por alguém ser colhida.
E é por esse teu jeito independente e forte,
Que eu te amo e ainda morro de desejo,
E avanço galante para roubar-te outro beijo.