![]() RELEVO
Spirit
Percorro com os dedos o busto já esculpido,
Ladeando toda a encosta de teu seio, Demarcando todo o terreno percorrido, E parando no vale de teus peitos, bem no meio. Subo a escarpa rumo ao ponto culminante,
Atingindo teus mamilos enrijecidos, Que sugo tomado por desejo alucinante, Tateando tua pele, te arrancando gemidos. E eu brinco com o dorso de tua topografia, Meu dedo por tua espinha desce ligeiro, Esquiando até o centro de tua bacia, Para depois perder-se em teu desfiladeiro. Caminho agora por tua superfície,
Ao vale de teu corpo chego sedento, Então bebo d’água do rio de tua planície. Saciando a sede neste momento. E na gruta em que me encontro agora,
Sugo do néctar que escorre em cascata, E vou correndo ávido, sem demora, Adentrando e explorando tua mata. Senhor do teu corpo, mapeio teu relevo.
E tomado por uma vontade quase louca, Tomo esta propriedade e, sem saber se devo, Me atiro na cratera formada por tua boca. Juliana® Poesias
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