RELEVO
 
Spirit

 
 
Percorro com os dedos o busto já esculpido,
Ladeando toda a encosta de teu seio,
Demarcando todo o terreno percorrido,
E parando no vale de teus peitos, bem no meio.
 
Subo a escarpa rumo ao ponto culminante,
Atingindo teus mamilos enrijecidos,
Que sugo tomado por desejo alucinante,
Tateando tua pele, te arrancando gemidos.
 

E eu brinco com o dorso de tua topografia,
Meu dedo por tua espinha desce ligeiro,
Esquiando até o centro de tua bacia,
Para depois perder-se em teu desfiladeiro.
 
Caminho agora por tua superfície,
Ao vale de teu corpo chego sedento,
Então bebo d’água do rio de tua planície.
Saciando a sede neste momento.
 
E na gruta em que me encontro agora,
Sugo do néctar que escorre em cascata,
E vou correndo ávido, sem demora,
Adentrando e explorando tua mata.
 
Senhor do teu corpo, mapeio teu relevo.
E tomado por uma vontade quase louca,
Tomo esta propriedade e, sem saber se devo,
Me atiro na cratera formada por tua boca.
 
 
 
 
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