PRETENSÃO
 
Don Pérignon
Spirit
 
 

Também sinto a falta de um porto seguro,
Onde possa lançar âncoras, parar de navegar.
Dias sem sol, noites sem lua, mar revolto e escuro.
Perdido no oceano, sem porto para aportar.
 

Das ondas de teu corpo tenho vontade,
Surfar por entre os seios rijos e macios,
Para depois naufragar numa saudade,
Provando que chegar ao porto não é fácil.

O convite da sereia ainda me encanta,
Quando geme nos prazeres da luxúria,
Sugando meu sexo que se levanta,
E bebendo de meu gozo com toda fúria.

Sou marujo que navega em todos os mares,
Pelo simples e forte desejo de navegar,
Preciso  estar sempre em novos lugares,
É só o barco que precisa ancorar.

Se o vinho que bebemos tornou-se azedo,
É porque ficou exposto demais,
Se tu dizes que foi o tesão que acabou cedo,
Não quer dizer que não te deseje mais.

A viagem de retorno sempre acontece,
E permite o reencontro dos amantes,
Se me quiseres assim e se te apetece,
Desbravarei teu corpo como antes.
 
 
 
Juliana® Poesias
 
 
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06/08/2003

 
 
 
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