1 Presteza
2 Agrupamento
por localização
3 Agrupamento
por formato
4 Feedback
5 Legibilidade
6 Concisão
7 Ações Mínimas
8 Densidade Informacional
9 Ações
Explícitas
10 Controle do Usuário
11 Flexibilidade
12 Experiência
do Usuário
13 Proteção
contra erros
14 Mensagens de erro
15 Correção
de erros
16 Consistência
17 Significados
18 Compatibilidade
01/18 Presteza
Verifique se o sistema informa e conduz o usuário
durante a interação.
Uma boa presteza guia o usuário e lhe poupa, por exemplo, o aprendizado de uma série de comandos. Ela permite, também, que o usuário saiba em que modo ou em que estado ele está, onde ele se encontra no diálogo e o que ele fez para se encontrar nessa situação. Uma boa presteza facilita a navegação no aplicativo e diminui a ocorrência de erros.
Exemplos de Recomendações:
Presteza vs. Agrupamento/distinção por
formato
A Presteza ajuda o usuário de uma forma bastante
direta, sugerindo ações possíveis. No caso onde muitas
opções ou ações são disponíveis
(por exemplo, confirmar, cancelar, copiar, etc.), somente as ações
disponíveis poderiam ser mostradas ou indicadas em uma mensagem.
Meios menos diretos estão também disponíveis para
orientar os usuários. No exemplo acima, se todas as opções
são apresentadas, diferentes formatos poderiam ser usados para indicar
aquelas que estão d isponíveis. Quando várias opções
ou ações são possíveis, a mais provável
ou mais lógica pode ser apresentada num formato que a distingue
das outras, tal como uma borda circulando um botão (a op&cce
dil;ão default). Este é um caso de agrupamento/distinção
por formato e não de presteza, já que a opção
de apertar para ativá-la não é explícita. A
Presteza
consiste na apresentação direta de diferentes ações
possíveis, enquanto que Agrupamento/Distinção por
Formato indicará características particulares das possívei
s ações.
Presteza vs. Feedback imediato A distinção entre presteza e feedback imediato é muitas vezes tênue. Na seqüência de uma ação, uma mensagem pode indicar ao usuário que o comando foi executado e também que a& ccedil;ão deve ser tomada para continuar o trabalho. Assim, uma mensagem pode ser ao mesmo tempo um feedback para a(s) ação(ões) prévia(s) e uma condução para as ações subseqüentes . O Feedback imediato diz respeito somente às mensagens que informam ao usuário sobre ações prévias. A Presteza diz respeito a mensagens que ou guiam os usuários para ações futuras, ou sugerem a execução de uma outra ação.
Presteza vs. Legibilidade Os aspectos léxicos que podem influenciar a facilidade da leitura (tamanho ou tipo da fonte, etc.) dos elementos ligados à presteza, dizem respeito à legibilidade.
Presteza vs. ConcisãoUma boa presteza, tal como uma mensagem indicando ao usuário o que ele deve fazer ou ainda uma questão colocada pelo sistema, pode tornar a interação longa demais. Essa característica d a presteza diz respeito ao critério concisão. Da mesma maneira, pode-se indicar corretamente a maneira pela qual os dados devem ser introduzidos, utilizando uma boa presteza. Porém, temos um problema de concisão, se, além dos dados, pede-se ao usuário que indique as unidades de medida. Seria também um problema de concisão se a observação fosse muito longa ou se ela contiv esse termos supérfluos.
Presteza vs. Proteção de erros
A Proteção de erros pode ser alcançada
de várias maneiras. Mecanismos automáticos podem ser implementados
para controlar as entradas dos usuários. Por exemplo, depois que
o usuário digita algo, &eac ute; mostrada uma mensagem avisando
que o formato dos dados digitados não é apropriado. Isso
diria respeito justamente ao critério Proteção
de erros. Uma outra maneira de evitar os erros seria dar aos usuár
ios informação sobre o tipo e o formato dos dados a serem
digitados. Nesse caso, a presteza estaria envolvida. Essas duas
maneiras de evitar erros podem coexistir.
Presteza vs. Qualidade das mensagens de erro
Uma mensagem de erro pode incluir orientação
sobre os meios para corrigir erros. Nessas condições, teremos
um caso de qualidade das mensagens de erros e não de presteza.
Presteza
se refere somente &a grave; condução fornecida em
situações que não sejam de erro.
Presteza vs. Consistência
Quando a comparação entre transações,
objetos, etc., estiver envolvida, mesmo no caso de elementos com objetivo
de presteza, o critério em questão será o de consistência.
Por exemplo, fornecer uma identificação única para
cada tela, sempre em um mesmo lugar no topo da tela, diz respeito à
consistência.
REFERÊNCIA: Bastien & Scapin [1993]
02/18 Agrupamento por localização
Verifique se a distribuição espacial dos
itens traduz as relações entre as informações
Justificativa(s):
A compreensão de uma tela pelo usuário depende, entre outras coisas, da ordenação dos objetos (imagens, textos, comandos, etc.) que são apresentados. Os usuários irão detectar os diferentes itens mais facilmente se eles forem apresentados de uma forma organizada (em ordem alfabética, freqüência de uso, etc.). Além disso, a aprendizagem e a recuperação de itens será melhorada. O Agrupamento/distinção por localização leva a uma melhor Condução.
Exemplos de Recomendações:
Agrupamento/distinção por localização
vs. Agrupamento/distinção por formato
O Agrupamento/distinção de itens pode ser alcançado
por formato e/ou por localização. Localização
e formato correspondem a diferentes características de exibição
(topologia vs. adição de características gráficas).
Por exemplo, opções de menu podem ser diferenciadas por localização
(opções mais freqüentes no topo, menos freqüentes
mais para o fundo, etc.) e formato (por exemplo, um separador entre um
conjunto de opções relacionadas ao layout do texto e um conjunto
de opções relacionadas com os tipos de letra), ou por ambos.
REFERÊNCIA: Bastien & Scapin [1993]
03/18 Agrupamento por formato
Verifique os formatos dos itens como meio de transmitir
associações e diferenças.
Justificativa(s):
Será mais fácil para o usuário perceber relacionamento(s) entre itens ou classes de itens, se diferentes formatos ou diferentes códigos ilustrarem suas similaridades ou diferenças. Tais relacionamentos serão mais fáceis de aprender e de lembrar. Um bom agrupamento/distinção leva a uma boa condução.
Exemplos de Recomendações:
Agrupamento/distinção por formato vs. Presteza
A Presteza ajuda o usuário de uma forma bastante direta,
sugerindo ações possíveis. No caso onde muitas opções
ou ações são disponíveis (por exemplo, confirmar,
cancelar, copiar, etc.), somente as ações poderiam ser mostradas
ou indicadas em uma mensagem. Meios menos diretos estão também
disponíveis para orientar os usuários. No exemplo acima,
se todas as opções são apresentadas, diferentes formatos
poderiam ser usados para indicar aquelas que estão d isponíveis.
Quando várias opções ou ações são
possíveis, a mais provável ou mais lógica pode ser
apresentada num formato que a distingue das outras, tal como uma borda
circulando um botão (a op&cce dil;ão default). Este é
um caso de Agrupamento/Distinção por Formato e não
de Presteza, já que a opção de apertar para ativá-la
não é explícit a. A Presteza consiste na apresentação
direta de diferentes ações possíveis, enquanto que
Agrupamento/Distinção por Formato indicará características
particulares das possívei s ações.
Agrupamento/distinção por formato vs. Agrupamento/distinção
por localização
O Agrupamento/distinção de itens pode ser alcançado
por formato e/ou por localização. Localização
e formato correspondem a diferentes características de exibição
(topologia vs. adi&cced il;ão de características gráficas).
Por exemplo, opções de menu podem ser diferenciadas por localização
(isto é, opções mais freqüentes no topo, menos
freqüentes mais para o f undo) e formato (por exemplo, um separador
entre um conjunto de opções relacionadas ao layout do texto
e um conjunto de opções relacionadas com os tipos de letra),
ou por ambos.
REFERÊNCIA: Bastien & Scapin [1993]
04/18 Feedback
Avalie a qualidade do feedback imediato às ações
do usuário.
Justificativa(s):
A qualidade e a rapidez do feedback são dois fatores importantes para o estabelecimento de satisfação e confiança do usuário, assim como para o entendimento do diálogo. Esses fatores possibilitam que o usuá rio tenha um melhor entendimento do funcionamento do sistema. A ausência de feedback ou sua demora podem ser desconcertantes para o usuário. Os usuários podem suspeitar de uma falha no sistema e podem realizar ações prejudiciais para os processos em andamento.
Exemplos de Recomendações:
Feedback imediato vs. Presteza
A distinção entre presteza e feedback imediato é,
muitas vezes, tênue. Na seqüência de uma ação,
uma mensagem pode indicar ao usuário que sua demanda foi executada
e também que, para continuar, ele deve fazer determinada ação.
Assim, uma mensagem pode ser ao mesmo tempo um feedback para a(s) ação(ões)
prévia(s) e uma condução para as ações
subseqüentes. O Feedback Imediato diz respeito somente às mensagens
que informam ao usuário sobre ações prévias.
A Presteza diz respeito a mensagens que ou guiam os usuários para
ações futuras ou su gerem a execução de uma
dada ação.
Feedback imediato vs. Legibilidade
Quando a qualidade do feedback não é satisfatória,
mesmo de um ponto de vista lexical, é uma questão de Feedback
Imediato e não de legibilidade. Feedback Imediato diz respeito a
todas caracter ísticas das respostas seguindo as ações
dos usuários (presença ou ausência de feedback, qualidade
do feedback do ponto de vista semântico e lexical).
REFERÊNCIA: Bastien & Scapin [1993]
05/18 Legibilidade
Verifique a legibilidade das informações
apresentadas nas telas do sistema.
Justificativa(s):
A performance melhora quando a apresentação da informação leva em conta as características cognitivas e perceptivas dos usuários. Uma boa legibilidade facilita a leitura da informação apresentada. Po r exemplo, letras escuras em um fundo claro são mais fáceis de ler que letras claras em um fundo escuro; texto apresentado com letras maiúsculas e minúsculas é lido mais rapidamente que texto escrito somente com mai&uacu te;sculas.
Exemplos de Recomendações:
Legibilidade não se aplica a mensagens de feedback ou de
erro.
Realmente, todos os aspectos relacionados às dificuldades
de leitura das mensagens, ou mais genericamente à qualidade destas
mensagens, quando se tratarem de mensagens de feedback ou de erro, deveriam
estar relacionados respectivament e aos critérios Feedback Imediato
ou Qualidade das Mensagens de Erro.
Legibilidade vs. Feedback imediato
Quando a qualidade do feedback não é satisfatória,
mesmo de um ponto de vista lexical, é uma questão de Feedback
Imediato e não de legibilidade. O Feedback Imediato diz respeito
a todas as características das respostas seguindo as ações
dos usuários (presença ou ausência de feedback, qualidade
do feedback de um ponto de vista semântico e lexical).
Legibilidade vs. Qualidade das mensagens de erro
Quando mensagens de erro não são satisfatórias,
mesmo de um ponto de vista lexical, é uma questão de Qualidade
das Mensagens de Erro e não de legibilidade. O critério Qualidade
das Mensagen s de Erro diz respeito a todas características das
informações relativas aos erros dos usuários.
Legibilidade vs. Presteza
Os aspectos lexicais que podem influenciar a facilidade da leitura
(isto é, tamanho da fonte, tipo da fonte, etc.) dos elementos ligados
à Presteza, dizem respeito à Legibilidade.
Legibilidade vs. Significância dos Códigos
A Legibilidade não abrange as características semânticas
da informação, sua relevância e sua significância.
Essas características estarão relacionadas à Significância
dos C ódigos.
Legibilidade vs. Compatibilidade
O critério Legibilidade não diz respeito às
características semânticas da informação, sua
relevância ou sua significância. Quando essas características
estão relacionadas &ag rave; tarefa, o critério Compatibilidade
deve ser considerado.
REFERÊNCIA: Bastien & Scapin [1993]
06/18 Concisão
Verifique o tamanho dos códigos e termos apresentados
e introduzidos no sistema.
Justificativa(s):
A capacidade da memória de curto termo é limitada. Conseqüentemente, quanto menos entradas, menor a probabilidade de cometer erros. Além disso, quanto mais sucintos forem os itens, menor será o t empo de leitura.
Exemplos de Recomendações:
Concisão vs. Presteza
Uma boa presteza, tal como uma mensagem indicando ao usuário
o que ele deve fazer ou ainda uma questão colocada pelo sistema,
pode tornar a interação longa demais. Essa característica
da presteza diz respeito ao c ritério concisão. Dessa mesma,
pode-se indicar corretamente, utilizando uma boa prestabilidade, a maneira
pela qual os dados devem ser introduzidos. Porém, temos um problema
de concisão se, além de dados, pede-se ao usuário
que indique as unidades de medida. É também um problema de
concisão se a observação é muito longa ou se
ela contém termos supérfluos.
Concisão vs. Ações Mínimas
As Ações Mínimas dizem respeito aos procedimentos
ou aos passos. Quando o tamanho dos itens ou das entradas de dados está
envolvido, a questão é de Concisão.
Concisão vs. Densidade Informacional
O critério Concisão diz respeito a quão sucinto
é
uma informação individual, enquanto a Densidade Informacional
diz respeito à densidade do(s) conjunto(s) de informação(õe
s) apresentada(s) na tela. Assim, um item pode ser relevante mas não
apresentado de forma concisa. Nesse caso, teremos o critério Concisão.
Se os itens forem supérfluos, será uma questão de
Densidade Inf ormacional.
Concisão vs. Qualidade das mensagens de erro
O critério Concisão não se aplica às
mensagens de erro. Quando as mensagens de erro não são suficientemente
sucintas, é um problema de Qualidade das Mensagens de Erro.
REFERÊNCIA: Bastien & Scapin [1993]
07/18 Ações Mínimas
Verifique a extensão dos diálogos estabelecidos
para a realização dos objetivos do usuário.
Justificativa(s):
Quanto mais numerosas e complexas forem as ações necessárias para se chegar a uma meta, a carga de trabalho aumentará e, com ela, a probabilidade de ocorrência de erros.
Exemplos de Recomendações:
Ações Mínimas vs. Concisão
As Ações Mínimas dizem respeito aos procedimentos
ou aos passos; quando o tamanho de itens ou de entradas de dados está
envolvido, o problema é de Concisão.
Ações Mínimas vs. Experiência do Usuário
O critério Ações Mínimas diz respeito
ao tamanho das transações e procedimentos, qualquer que seja
a experiência do usuário. Quando isso for inadequado para
um dado grupo de usuários (is to é, quando não existirem
atalhos para o usuário experiente), o critério em questão
será Experiência do Usuário.
Ações Mínimas vs. Flexibilidade
O critério Flexibilidade diz respeito à possibilidade
de executar uma tarefa de diferentes maneiras, isto é, com diferentes
procedimentos. Esses procedimentos podem ser mínimos ou não.
Esse critério tamb&ea cute;m diz respeito aos meios disponíveis
para que o usuário adapte a interface às suas necessidades
individuais.
Ações Mínimas vs. Correção
de erros
Problemas relacionados ao critério de Ações
Mínimas podem resultar de mecanismos inadequados de correção
de erros. Quando o número de passos necessários para corrigir
um erro pode ser diminu&i acute;do, é uma questão de
Correção de Erros. O critério Ações
Mínimas diz respeito aos procedimentos, passos ou ações
que não estejam relacionados à Corr eção de
erros.
Ações Mínimas vs. Compatibilidade
A falta de compatibilidade (isto é, não correspondência
dos passos da tarefa com os do diálogo) pode aumentar o número
de passos necessários para se executar uma tarefa. Nesse caso o
critério Compatibilid ade deve ser invocado, e não Ações
Mínimas, sendo este último afetado por conseqüências
do problema e não tratando de suas causas.
REFERÊNCIA: Bastien & Scapin [1993]
08/18 Densidade Informacional
Avalie a densidade informacional das telas apresentadas
pelo sistema.
Justificativa(s):
Na maioria das tarefas, a performance dos usuários piora quando
a densidade de informação é muito alta ou muito baixa.
Nesses casos, é mais provável a ocorrência de erros.
Itens que não estão r elacionados à tarefa devem ser
removidos.
A carga de memorização dos usuários deve ser
minimizada. Eles não devem ter que memorizar listas de dados ou
procedimentos complicados. Eles não devem, também, ter que
executar tarefas cognitivas complexas quando estas não estão
relacionadas com a tarefa em questão.
Exemplos de Recomendações:
Densidade Informacional vs. Concisão
O critério Concisão diz respeito a quão sucinto
é uma informação individual, enquanto a Densidade
Informacional diz respeito à densidade do(s) conjunto(s) de informação(õe
s) apresentada(s) na tela. Assim, um item pode ser relevante mas não
apresentado de forma concisa. Nesse caso, teremos o critério Concisão.
Se os itens forem supérfluos, será uma questão de
Densidade Inf ormacional.
REFERÊNCIA: Bastien & Scapin [1993]
09/18 Ações Explícitas
Verifique se é o usuário quem comanda explicitamente
as ações do sistema.
Justificativa(s):
Quando o processamento pelo computador resulta de ações explícitas dos usuários, estes aprendem e entendem melhor o funcionamento da aplicação e menos erros são observados.
Exemplos de Recomendações:
Ações Explícitas do Usuário vs. Controle
do Usuário
O critério ações explícitas do usuário
deve ser diferenciado de controle do usuário. O primeiro critério
se refere ao caráter explícito das ações solicitadas
pelos usuários, enquanto que o segundo se refere às capacidades
de controle que os usuários devem ter sobre os processamentos em
andamento.
REFERÊNCIA: Bastien & Scapin [1993]
10/18 Controle do Usuário
Avalie as possibilidades do usuário controlar
o encadeamento e a realização das ações.
Justificativa(s):
O controle sobre as interações favorece a aprendizagem e, assim, diminui a probabilidade de erros. Como conseqüência, o computador se torna mais previsível.
Exemplos de Recomendações:
Controle do Usuário vs. Ações Explícitas
do Usuário
O critério ações explícitas do usuário
deve ser diferenciado de controle do usuário. O primeiro critério
se refere ao caráter explícito das ações solicitadas
pelos usuários, enquanto que o segundo se refere às capacidades
de controle que os usuários devem ter sobre os processamentos em
andamento.
REFERÊNCIA: Bastien & Scapin [1993]
11/18 Flexibilidade
Verifique se o sistema permite personalizar as apresentações
e os diálogos.
Justificativa:
Quanto mais formas de efetuar uma tarefa existirem, maiores serão as chances de que o usuário possa escolher e dominar uma delas no curso de sua aprendizagem.
Exemplos de recomendações:
Flexibilidade vs. Ações Mínimas
O critério flexibilidade se refere à existência
de procedimentos diferentes, sejam minimizados ou não, permitindo
a realização de uma tarefa, ou ainda aos meios que permitem
que a interface se adapte à ;s exigências particulares de
um usuário.
Flexibilidade vs. Consideração da Experiência
do Usuário
A flexibilidade deve fornecer à população geral
de usuários os meios para adaptar a interface a suas necessidades
particulares. Quando a interface se destina a vários tipos de usuários
ou a um tipo particul ar de usuário e permite a realização
de uma tarefa de diversas maneiras em função do nível
de experiência do usuário, então se trata do critério
consideração da experi&e circ;ncia do usuário.
Em outros termos, desde que a experiência em relação
à interface seja invocada, o critério consideração
da experiência do usuário está em jogo.
Flexibilidade vs. Compatibilidade
A flexibilidade pode ser um meio de assegurar uma certa compatibilidade.
Entretanto, a flexibilidade pode ser satisfeita sem que a compatibilidade
o seja. Assim, em um diálogo por formulário, a ordem e o
agrupamento dos campos de entr ada de dados pode ser incompatível
com o documento físico. Nesse caso, trata-se de um problema de compatibilidade,
quer seja possível (então existe uma certa flexibilidade)
ou não (então não há ; flexibilidade) modificar
a organização dos campos ou a ordem de passagem de um campo
a outro. Nesse caso, o problema a resolver e o critério a evidenciar
é a compatibilidade e não a flexibilidade, que &ea cute;
um meio de alcançá-la.
REFERÊNCIA: Bastien & Scapin [1993
12/18 Experiência do Usuário
Avalie se usuários com diferentes níveis
de experiência têm iguais possibilidades de obter sucesso em
seus objetivos.
Justificativa:
O grau de experiência dos usuários pode variar. Eles tanto podem se tornar especialistas, devido à utilização continuada, como menos hábeis, depois de longos períodos de não utilização. A interface deve também ser concebida para lidar com as variações de nível de experiência. Usuários experientes não têm as mesmas necessidades informacionais que os novatos. Todos os comandos ou opções não precisam ser visíveis o tempo todo. Diálogos de iniciativa exclusiva do computador podem entediar e diminuir o rendime nto do usuário experiente. Os atalhos, ao contrário, podem lhes permitir rápido acesso às funções do sistema. Pode-se fornecer aos usuários inexperientes diálogos fortemente conduzidos, ou mesmo passo a passo. Em suma, meios diferenciados devem ser previs tos para lidar com diferenças de experiência, permitindo que o usuário delegue ou se aproprie da iniciativa do diálogo.
Exemplo de recomendações:
Consideração da Experiência do Usuário
vs. Flexibilidade
Esse critério não deve ser confundido com o critério
flexibilidade. A interface pode ter sido elaborada a fim de considerar
certos níveis de experiência, sem que possa ser modificada.
Uma interface pode então considerar a experiência dos usuários
s em, entretanto, ser flexível. Assim, quando a interface se destina
a vários tipos de usuários ou a um tipo particular de usuário,
se ela permite a realização de uma tarefa de diversas maneiras,
em função do nível de experiência do usuário,
então se trata do critério consideração da
experiência do usuário. Em outros termos, desde que a experiência
em relação à interface seja invocada, está
em jogo o critério consideração da experiência
do usuário.
Consideração da Experiência do Usuário
vs. Ações Mínimas
O critério ações mínimas se refere ao
extensão das transações e dos procedimentos, independente
do nível de experiência do usuário. Quando essa extensão
não parece estar adequado a um grupo particular de usuários
(ex. se não existem atalhos de tecl ado), trata-se de um problema
ligado ao critério consideração da experiência
do usuário.
REFERÊNCIA: Bastien & Scapin [1993]
13/18 Proteção contra erros
Verifique se o sistema oferece as oportunidades para
o usuário prevenir eventuais erros.
Justificativa:
É preferível detectar os erros no momento da digitação, do que no momento da validação. Isto pode evitar perturbações na planificação da tarefa.
Exemplos de recomendações:
Proteção contra os erros vs. Condução
Existem diversas maneiras de fornecer proteção contra
os erros. Pode-se, por exemplo, definir um mecanismo automático
de verificação das entradas. Assim, no momento da validação,
uma mensagem de erro aparec e, se o formato da entrada não está
em conformidade com o esperado. Trata-se, nesse caso, do critério
proteção contra os erros. Uma outra maneira consiste em fornecer
uma informação orientando os usu ários sobre o tipo
de dado esperado ou ainda sobre o formato da entrada. Trata-se, agora,
do critério condução. São dois mecanismos que
podem coexistir.
REFERÊNCIA: Bastien & Scapin [1993]
14/18 Mensagens de erro
Avalie a qualidade das mensagens de erro enviadas aos
usuários em dificuldades.
Justificativa:
A qualidade das mensagens favorece o aprendizado do sistema, indicando ao usuário a razão ou a natureza do erro cometido, o que ele fez de errado, o que ele deveria ter feito e o que ele deve fazer.
Exemplos de recomendações:
Qualidade das mensagens de erro vs. Condução
Uma mensagem de erro pode incluir informações sobre
a maneira de corrigir esse erro. Trata-se aqui do critério qualidade
das mensagens de erro e não do critério condução.
Este último critério se refere à condução
em situação normal, não rela cionada à gestão
dos erros.
Qualidade das mensagens de erro vs. Legibilidade
Quando uma mensagem de erro é inadequada sob o ponto de vista
lexical, trata-se do critério qualidade das mensagens de erro e
não do critério legibilidade. O critério qualidade
das mensagens de erro diz respeito a todas as característ icas das
informações relativas aos erros dos usuários. A legibilidade
diz respeito aos aspectos lexicais de informações que não
estão relacionados às mensagens de erro.
Qualidade das mensagens de erro vs. Concisão
O critério concisão não se aplica às
mensagens de erro. Quando elas não forem suficientemente sucintas,
trata-se de um problema de qualidade das mensagens de erro.
REFERÊNCIA: Bastien & Scapin [1993]
15/18 Correção de erros
Verifique as facilidades oferecidas para que o usuário
possa corrigir os erros cometidos.
Justificativa:
Os erros são bem menos perturbadores quando eles são fáceis de corrigir.
Exemplos de recomendações:
Correção de erros vs. Ações Mínimas
Os problemas ligados ao critério ações mínimas
podem resultar de mecanismos inadequados de correção de erros.
Se ocorre um erro e o usuário deve efetuar várias etapas
para corrigi-lo, est&aacu te; retratado um problema de correção
de erros. O critério ações mínimas diz respeito
aos procedimentos e etapas inúteis e desnecessárias para
atingir um outro objetivo que é a c orreção dos erros.
REFERÊNCIA: Bastien & Scapin [1993]
16/18 Consistência
Avalie se é mantida uma coerência no projeto
de códigos, telas e diálogos com o usuário.
Justificativa(s):
Os procedimentos, rótulos, comandos, etc., são melhor
reconhecidos, localizados e utilizados, quando seu formato, localização
ou sintaxe são estáveis de uma tela para outra, de uma seção
para outra. Nessas condições, o sistema é mais previsível
e a aprendizagem mais generalizável; os erros são diminuídos.
É necessário escolher opções similares de códigos,
procedimento s, denominações para contextos idênticos,
e utilizar os mesmos meios para obter os mesmos resultados. É conveniente
padronizar tanto quanto possível todos os objetos quanto a seu formato
e a sua denominação, e padronizar a sintaxe dos procedimentos.
A falta de homogeneidade nos menus, por exemplo, pode aumentar consideravelmente
os tempos de procura.
A falta de homogeneidade é também uma razão
importante da recusa de utilização.
Exemplos de recomendações:
Homogeneidade/Coerência vs. Condução
Quando se trata de considerar ou comparar diversas interações,
diversos objetos, etc., aí incluídos os objetos de condução,
apela-se para o critério homogeneidade/coerência. Por exemplo,
a apre sentação de títulos de janelas em posições
idênticas refere-se ao critério homogeneidade/coerência.
Homogeneidade/Coerência vs. Compatibilidade
A homogeneidade/coerência se aplica no âmbito de uma
determinada interface. Quando a homogeneidade/coerência se refere
aos aspectos externos da aplicação (ex. formulários
em papel) ou se refere a outras aplicações ou ambientes,
fala-se então da Compatibilidade.
REFERÊNCIA: Bastien & Scapin [1993]
17/18 Significados
Avalie se os códigos e denominações
são claros e significativos para os usuários do sistema.
Justificativa:
Quando a codificação é significativa, a recordação e o reconhecimento são melhores. Códigos e denominações não significativos para os usuários podem sugerir operações inadequadas para o contexto, levando a cometer erros.
Exemplos de recomendações:
Significado dos códigos e denominações vs.
Legibilidade
O critério legibilidade não se refere aos aspectos
semânticos das informações, sua pertinência ou
sua significação. Essas características estão
relacionadas ao critério significado dos códigos e denominações.
REFERÊNCIA: Bastien & Scapin [1993]
18/18 Compatibilidade
Verifique a compatibilidade do sistema com as expectativas
e necessidades do usuário em sua tarefa.
Justificativas:
A transferência de informações de um contexto
a outro é tanto mais rápida e eficaz quanto menor é
o volume de informação que deve ser recodificada. A eficiência
é aumentada quando: os procedimento necessários ao cumprimento
da tarefa são compatíveis com as características psicológicas
do usuário; os procedimentos e as tarefas são organizadas
de maneira a respeitar as expectativas ou costumes do usuár io;
quando as traduções, as transposições, as interpretações,
ou referências a documentação são minimizadas.
O desempenho é melhor quando a informação é
apresentada de uma forma diretamente utilizável (telas compatíveis
com o suporte tipográfico, denominações de comandos
compatíveis com o vocabulário do usuário, etc.).
Exemplos de recomendações:
Compatibilidade vs. Condução
Quando os termos utilizados na condução não
são os utilizados freqüentemente pelo usuário, trata-se
de um problema de compatibilidade.
Compatibilidade vs. Legibilidade
O critério Legibilidade não se refere aos aspectos
semânticos da informação, sua pertinência ou
significado. Quando esses aspectos são ligados à tarefa,
o critério a considerar é a compatibilidade.
Compatibilidade vs. Ações Mínimas
Uma falta de compatibilidade ( exemplo, falta de adequação
dos procedimentos com a ordem da tarefa) pode conduzir ao aumento das ações
necessárias à realização da tarefa. Nesse caso,
é preciso invocar o critério compatibilidade e não
ações mínim as, que é sua conseqüência
e não sua causa.
Compatibilidade vs. Flexibilidade
A flexibilidade pode ser um meio de assegurar uma certa compatibilidade.
Entretanto, a flexibilidade pode ser satisfeita sem que a compatibilidade
o seja. Assim, em um diálogo por formulário, a ordem e o
agrupamento dos campos de entrada de dados p odem ser incompatíveis
com o documento físico. Nesse caso, trata-se de um problema de compatibilidade,
quer seja possível (então existe uma certa flexibilidade)
ou não (então não há flexibilidade) modificar
a organização dos campos ou a ordem de pa ssagem de um campo
a outro. Nesse caso, o problema a resolver e o critério a evidenciar
é a compatibilidade, e não a flexibilidade, que é
um meio de alcançá-la.
Compatibilidade vs. Homogeneidade/Coerência
A homogeneidade/coerência se aplica no âmbito de uma
determinada interface. Quando a homogeneidade/coerência se refere
aos aspectos externos da aplicação (ex. formulários
em papel) ou se refere a outras aplicações ou ambientes,
fala-se então da Compatibilidade.
REFERÊNCIA: Bastien & Scapin [1993]