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O crescente aumento da evolução da informação e da tecnologia vem
provocando profundas modificações no trabalho e na educação.
A EaD, está sendo uma potencialidade
interessante a muitos. Por exemplo, ao Estado, para expandir rapidamente
a formação universitária em todo o país; às universidades públicas, como
forma de ampliar seus serviços sem precisar construir novas instalações;
às instituições privadas de ensino, atraídas pela possibilidade de
reduzir seus custos operacionais com uma grande demanda de alunos
virtuais; e, finalmente, aos fabricantes de equipamentos e softwares,
que comemoram um novo mercado. Do ponto de vista dos estudantes, a EaD
democratiza o acesso ao ensino superior, quebrando as barreiras
geográficas.
Algumas instituições já implementam ações concretas na
modalidade à distância como mostram várias experiências em andamento: as
da Universidade de Brasília (UNB), onde a EaD é prioridade, através de
projetos de extensão universitária, educação continuada, pós-graduação
lato sensu; as da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), através
do Laboratório de Ensino à Distância (LED), que oferece, entre outros,
vários cursos de mestrado e doutorado a distância; as da Universidade de
São Paulo (USP), com o Projeto Escola do Futuro. O MEC desenvolve
projetos nessa modalidade de ensino, como o TV Escola, ProInfo (
Programa Nacional de Informática na Educação), Paped (Programa de Apoio
à Pesquisa em Educação à Distância) e o Proformação (Programa de
Formação de Professores em Exercício).
As potencialidades pedagógicas das TIC (Tecnologias de Informação e de
Comunicação), na mediação pedagógica da EaD, têm como eixo a construção
do saber à distância: processo em que o professor ou orientador
acadêmico desafia, orienta e acompanha o percurso e o resultado dos
estudos, investigações e elaborações desenvolvidas por cada sujeito
aprendiz, individual e coletivamente. Esse, por sua vez, deve
constituir-se sujeito que produz conhecimento, quebrando a relação de
dependência do professor nos moldes do paradigma pedagógico tradicional.
Professor e aluno tornam-se interlocutores e parceiros na empreitada que
tem como propósito a adesão de aprendente à proposta de estudo,
liberando o esforço e dedicação que a EaD requer.
Mas mesmo com tantas vantagens e
contribuições que a EaD proporciona, ainda é percebida por muitos como
atividade à margem do sistema educacional.Uns atribuem-lhe
exclusivamente um caráter supletivo por compensar as carências de
políticas que não conseguiram oferecer oportunidades de estudos aos
cidadãos em idade própria. Outros consideram-na como forma barata e
rápida de ampliar a oferta de cursos, muitas vezes com qualidade
duvidosa.Há ainda aqueles que criticam a EaD como espaço predominante da
dominação tecnológica,na qual são privilegiados os instrumentos
eletrônicos como recursos didáticos, em detrimento da aprendizagem do
aluno.
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