
Helga Hufflepuff, fundadora de Hogwarts.
Quadro feito
por fã da série Harry Potter.
Hufflepuff: Uma Visão Democrática.
Quando lançou seu primeiro livro, em julho de
O nome é famoso, você já deve ter ouvido
falar.
Trata-se de uma série de livros que contam as
aventuras de um menino, Harry Potter,
que descobre ser um bruxo. Lançado inicialmente como livros infantis, a série
conquistou o público adulto. Filósofos e professores de administração
de empresas das mais conceituadas universidades do mundo cantam as glorias
de Harry Potter.
Surpresa? Nem tanto, quando se conhece a saga
do Menino Bruxo. O universo potteriano apresenta
dentro de uma linguagem simples - mas não "simplória" - questões
filosóficas e éticas que nossos professores lutam por anos para que seus alunos
reflitam. Muitas delas, assuntos levados até às universidades.
Quando descobre que é um bruxo, Harry vai para a "Escola
de Magia e Bruxaria de Hogwarts". Um local
próprio para que os bruxos estudem toda a espécie de Artes da Magia - menos as das Trevas, é claro. Bruxos das Trevas são os vilões da
trama.
Hogwarts ("Verruga de Javali", em inglês), é um castelo
escondido dos olhos dos trouxas (pessoas não-bruxas), e que funciona em
regime de internato. Por isso, assim que chegam para o seu primeiro ano na
escola, aos onze anos, os alunos são selecionados por um chapéu mágico para uma
das quatro Casas (espécies de fraternidades, em uma analogia mais próxima).
Quando é posto na cabeça das crianças, o
Chapéu Seletor vasculha suas mentes, a procura de suas qualidades e, em
conseqüência a Casa na qual se enquadrarão melhor.
Cada Casa tem o nome de um dos Quatro
Fundadores de Hogwarts (tem existe há mil anos): Salazar
Sonserina (Slytherin);
Rowena Corvinal
(Ravenclaw); Godrico Grifinória (Gryffindor)
e Helga Lufa-Lufa (Hufflepuff).
Os nomes em negrito são as versões escolhidas pela tradutora no
Brasil.
Cada um prezava mais uma ou algumas
qualidades do que o outro, e assim como quando estavam vivos, os escolhidos
para as Casas devem apresentar as qualidades que seus fundadores mais davam
importância.
Sonserina queria os astutos e ambiciosos; Grifinória,
os corajosos e de corações indômitos; Corvinal, os
inteligentes e de mente alerta. Já Lufa-Lufa... Disse que ensinaria a todos
os outros. Em uma primeira leitura, parece injusto. Como se os que ficassem
na Lufa-Lufa fossem o “resto", que não são ambiciosos, inteligentes ou
corajosos.
Ledo engano. Já explico porquê.
Helga acreditava que os critérios de escolha dos colegas não
estavam de todo corretos. Cada um escolhia o grupo de pessoas que acreditava
ser os que dirigiriam o mundo, aqueles indivíduos que "fariam a diferença". Acontece que Hufflepuff
acreditava que qualquer um poderia ser a diferença, bastando ter força
de vontade e senso crítico da situação. Helga queria
alunos diferentes, polivalentes - uma grande tarefa, um desafio
mesmo, o de encarar o ensino de uma gama tão diversa de pessoas. Em
conseqüência, os lufa-lufanos são os que
apresentam mais qualidades nas canções cantadas pelo Chapéu Seletor a cada ano.
Não é toa, no entanto, que essas qualidades
são justamente aquelas necessárias à convivência em sociedade: honestidade,
justiça, lealdade, amizade, sinceridade... Não quer dizer que os lufa-lufanos sejam todos anjinhos.
Muitas vezes, são retratados por Rowling fazendo
ou dizendo algo imediata-mente mal aceito pelo leitor (especialmente se atinge Harry).
Mas, antes que o livro termine, esses mesmos lufas são vistos refletindo sobre a questão e,
apesar do quanto seja vergonhoso, ou do quanto esteja ferindo seu orgulho...
Estão tomando o caminho certo. Ou seja: são capazes de repensar os fatos, dar uma segunda chance. É o que costumamos chamar de
"mente aberta", ou "dinamismo". É claro que sonserinos, corvinais e grifinórios podem ter um pouco dessas qualidades. Mas, se
eles necessitarem desenvolver estas habilidades, será que encontrarão o ambiente
favorável em suas próprias Casas? Ao sair de Hogwarts,
cada um, teoricamente, reagiria de uma forma diferente com o mundo.
Por exemplo, um sonserino
(com a devida licença aos representantes da Casa de Slytherin,
foi o primeiro exemplo que me veio à cabeça. Não é perseguição, certo?) poderia
interpretar uma ação de coragem como um possível ato "interesseiro",
na expectativa de obter algo
No entanto, as idéias de Helga não são o que a
sociedade moderna prega? Ensinar a todos, como se cada um pudesse ser o
próximo governante. Estimular para que cada um alcance
seu potecial máximo, aprenda com a diversidade; e,
mesmo que determinada área não seja seu "dom", trabalhar
obstinadamente não para "ser o melhor", mas se tornar o melhor.
E nesse processo, a solidariedade e o espírito de equipe são fundamentais.
Portanto, Helga não
era a que ensinava o "resto", mas a que ensinava a todos (e é
isso que está escrito no pergaminho que aparece no retrato dela, inclusive). Ao
retratar a fundadora da Lufa-Lufa assim, Rowling
descreveu uma mulher que, mais de duzentos anos antes da Carta Magna assinada
pelo rei João "Sem Terras" (que garantiu o devido processo legal), e
quase oitocentos anos antes da Revolução Francesa e da Independência Americana,
pregava igualdade e fraternidade. Ela pregava a democracia.
E, mesmo sendo ficção... Você não acha que essas questões ainda tem toda a importância no mundo de
hoje?
"Educação de qualidade para todos,
para que o país possa crescer... As pessoas devem aprender a ser cidadãos...
Defenda seus direitos... Organize-se, arregasse as
mangas".
Então, você que se identificou, e se
considera um Lufa-lufano de coração... Bem vindo à
família!
Por Belzinha.
27/04/2008.
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Just and Loyal.
True and unafraid of toil.
"A Meiga Hufflepuff das
planícies"
"Para Hufflepuff, os
aplicados eram Os merecedores de admissão;"
"Quem sabe é na Lufa-Lufa
que você vai morar, Onde seus moradores são justos e leais Pacientes, sinceros, sem medo da
dor"
"Disse Hufflepuff:
"Ensinarei a todos, E os tratarei como iguais.""
" A boa Hufflepuff acolheu os
que restaram"
