Ópera : A Ópera é um drama inteiramente cantado com acompanhamento de orquestra, ou intercalado com recitativos acompanhados por instrumento de teclado, ou diálogos falados. O assunto pode ser trágico, cômico, heróico, alegórico, espetacular, lendário, em suma, qualquer tema suscetível de tratamento dramático. Segundo o carater trágico ou cômico do ênredo, a ópera divide-se, de modo geral, em duas categorias: ópera séria e ópera bufa. A ópera-cômica é uma forma intermediária, em que o canto alterna com partes faladas. A preocupação de aliar a palavra à música e à dança é de origem remota: tragédia grega, dramas litúrgicos e mistérios medievais); entretanto, foi na Itália, no fim do séc. XVI, que as condições artísticas e sociais permitiram o aparecimento da ópera. Durante o séc. XVI, danças, canções e coros foram entremeados nos atos das


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representações sacras; surgiram as primeiras pastorais. Em Florença, no princípio do séc. XVII, sob a influência do conde Bardi, desejoso de tomar contato com a antiguidade, os músicos e poetas (Caccini, Peri, Rinuccini), lançaram as bases do estilo representativo. Claudio Monteverdi, em Orfeo (1607), reuniu todos os elementos do gênero: recitativos, árias, coros, orquestração expressiva. A ópera atingiu o primeiro apogeu com Cavalli (Veneza), Cesti (Florença), e especialmente Alessandro Scarlati (Nápoles). Progressos formais foram a abertura italiana e a ária da capo. Pelo desenvolvimento do puro virtuosismo, a ópera italiana entrou em decadência, mas não sem ter exercido considerável influência em toda a Europa. Óperas famosas: Dido and Eneas 1689 -> Purcell; Le nozze di Figaro 1789, Don Giovanni 1787, Die Zauberflöte 1791-> Mozart; Rigoletto 1851, La traviata 1853, Aida 1872, Otello 1887, Falstaff 1893 -> Verdi; etc. Fonte Grande Enciclopédia Delta Larousse (c) 1970.