PROGRAMA II - Roteiro 08
Intervenção dos Esprítos no Mundo Corporal
Comunicabilidade dos Espíritos
Objetivos Específicos: Identificar nas comunicações espiritas um meio de progresso humano - Interpretar, à luz do Espiritismo, a proibição de intercâmbio mediúnico existente no Velho Testamento.
Ideias Principais
"(...) Os Espíritos exercem incessante ação sobre o mundo moral e mesmo sobre o mundo físico. Atuam sobre a matéria e sobre o pensamento e constituem uma das potências da natureza, causa eficiênte de uma multidão de fenômenos até então inexplicados ou mal explicados e que não encontram explicação racional senão no espiritismo. (...)"
A mediunidade é tão antiga quanto o homem, mas como seu uso exige discernimento, Moisés a proibiu no seio do seu povo por preucação. (...) é preciso expender os motivos que justificam essa proibição e que hoje se anularam complemente. O legislador hebreu queria que seu povo abandonasse todos os costumes adquiridos no Egito, onde as evocações estavam em uso e facilitavam os abusos (...)"
"A proibição de Moisés era assaz justa, porque a evocação dos mortos não se originava nos sentimentos de respeito, afeição ou piedade para com eles, sendo antes um recurso para adivinhações (...) "
"Repelir as comunicações do além-túmulo é repudiar o meio mais poderoso de instruir-se, já pela iniciação dos conhecimentos da vida futura já pelos exemplos que tais comunicações nos fornecem (...) "
Síntese de Assunto
A comunicabilidade dos Espíritos com os encarnados não é um fato recente, mas antiquíssimo, com a única diferença que no passado era apanágio dos chamados iniciados e na atualidade, com o advento do Espiritismo, tornou-se fenômeno generalizado a todas as camadas sociais.
A possibilidade dos Espíritos se comunicarem é uma questão muito bem estabelecida, resultante de observações e experiências rigorosamente realizadas por eminentes pesquisadores. Os Espíritas não tem dúvidas a esse respeito; porém, determinados companheiros que abração correntes religiosas diferentes da doutrina espírita, procuram criticá-la chamando a atenção, entre outras coisas, sobre a proibição moisaca de evocar os mortos.
Na lei mosaica está escrito: "(...) Não vos virareis para adivinhações e encantadores, não os busqueis, contaminando-vos com eles: sou o Senhor vosso Deus. (...)"
"(...) Quando pois algum homem ou mulher em si tiver um espirito adivinho, ou for encantador, certamente morrerão: com pedras se apedrejarão; o seu sangue é sobre eles."
"(...) Não achará entre ti quem faça passar pelo fogo e seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognostificador, nem açougueiro, nem feiticeiro."
Nem encantador de encantamentos, nem quem consulte um espirito adivinhante, nem mágico, nem quem consulte os mortos;
Pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor; e por estas abominações o Senhor teu Deus as lança fora de diante dele. (...)"
"Se a lei de Moisés deve ser tão rigorosamente observada neste ponto, força é que seja igualmente em todos os outros. Por que seria ela boa no tocante às evocações e má em outras de suas partes? (...) desde que se reconhece que a lei mosaica não está mais de acordo com a nossa época e costumes em dados casos, a mesma razão procede para a proibição de que tratamos."
Demais, é preciso expender os motivos que justificavam essa proibição e que hoje se anulam complemente. O legislador hebreu queria que o seu povo abandonasse todos os costumes adquiridos no Egito, onde as evocações estavam em uso e facilitavam abusos (...)"
A proibição de Moisés foi mais para conter um comércio grosseiro e prejudicial com os desencarnados. Os Israelitas necessitavam de uma ação mais disciplinadora porque, além do mais "(...) a evocação dos mortos não se originava nos sentimentos de respeito, afeição ou piedade para com eles, sendo antes um recurso para adivinhações, tal como nos augúrios e presságios explorados pelo charlatanismo e pela superstição. (...) "
Naquela época, aliada à prática pura e simples se evocar os mortos, havia um verdadeiro comércio com os adivinhadores"(...) associadas às práticas da magia e do sortilégio, acompanhadas até de sacrifícios humanos (...)" a proibição, tinha, pois, razão de ser. Nos dias atuais, o ser humano adquiriu novas conquistas, o progresso se fez pelo predomínio da razão e a prática de intercâmbio espiritual ou mediúnica, defendida pelo espiritismo, tem outras finalidades: moralizadora, consoladora e religiosa.
"(...) A verdade é que o Espiritismo condena tudo que motivou a interdição de Moisés; (...)" os espiritas não fazem sacrifícios humanos, não interrogam astros, adivinhos e magos para informarem-se de alguma coisa, não usam medalhas, talismã, fórmulas sacramentais ou cabalísticas para atrair ou afastar Espíritos.
O Espirita sincero sabe que"(...) O futuro é vedado ao homem por principio, e só em casos raríssimos e excepcionais é que deus faculta a sua revelação. Se o homem conhecesse o futuro, por certo negligenciaria o presente e não agiria com a mesma liberdade. (...)"
A evocação dos Espíritos exercida na prática espirita tem o fito de receber conselhos de Espíritos Superiores, de moralizar aqueles voltados para o mal e continuar com as relações de amizade e amor entre entes queridos que partilharam, ou não, a vivência encarnatória.
Pelas orientações instrutivas e altamente moralizadoras fornecidas pelos benfeitores espirituais, pelo valioso aprendizado oferecido aos desencarnados sofredores, conclui-se que a prática medúnica é um fator de progresso humano pelos benefícios que acarreta.
"(...) sem dúvida, poderoso instrumento pode converter-se em lamentável fator de perturbação, tendo em vista o nível espiritual e moral daquele que se encontra investido de tal recurso.
Não é uma faculdade portadora de requisitos morais. A moralização do Médium libera-o da influencia dos Espíritos inferiores e perversos, que se sentem, então, impossibilitados de maior predomínio por faltarem os vínculos para a necessária sintonia.(...)"
"Repelir as comunicações além-túmulo é repudiar o meio mais poderoso de instruir-se, já pela iniciação nos conhecimentos da vida futura, já pelos exemplos que tais comunicações nos fornecem. A experiência nos ensina, além disso, o bem que podemos fazer, desviando do mal os Espíritos imperfeitos, ajudando os que sofrem a desprenderem-se da matéria e a se aperfeiçoarem. Interditar as comunicações é, portanto, privar as Almas sofredoras da assistência que lhes podemos e devemos dispensar (...)"
Bibliografia: - Apostila da Federação Espirita Brasileira (EDUCAÇÃO MEDIUNICA)