Plat�o

Fil�sofo e matem�tico grego que nasceu em Atenas em 427 a.c. e faleceu em 348 a.c. na mesma cidade.

Era filho de Ariston e Perictione. Por parte de m�e tinha como antepassado o c�lebre legislador S�lon e de pai o rei Codro.
O nome Plat�o � um apelido que lhe adveio do fato de possuir ombros largos. Seu nome era Ar�stodes em homenagem ao av�.
Plat�o teve 2 irm�os mais velhos: Adimanto e Gl�ucon e uma irm� Potone, m�e de seu disc�pulo e sucessor Speusipo. Teve ainda um irm�o por parte de m�e, Antifion.
Pertencia a uma fam�lia nobre que, por tradi��o, o encaminhava para a vida pol�tica. Foi profundo admirador de seu mestre S�crates que o levou a dedicar-se � filosofia.

Tornou-se disc�pulo de S�crates por volta dos vinte anos. Acompanhou de perto todos os passos de seu mestre durante 8 anos. O fim tr�gico do mestre marcou-o profundamente. Depois da morte de S�crates desiludiu-se com a democracia ateniense e partiu em peregrina��o pelo mundo. Primeiro em M�gara, depois teria passado pelo Egito; Esparta, onde conheceu a cultura militar; It�lia, onde conheceu os pitag�ricos e sua seita; Jud�ia, chegando �s margens do Ganges, onde teria aprendido a medita��o m�stica dos hindus. Tentou influir na pol�tica de Dion�sio, na Sic�lia, na cidade de Siracusa e em uma das vezes em que l� esteve, incompatibilizou-se e foi vendido como escravo na Ilha de Egina. Foi resgatado por um amigo e retornou a Atenas. Esta peregrina��o durou 12 anos. Foi em suas viagens que encontrou um modelo para sua Rep�blica.

Quando retornou j� com 40 anos, em 387 a.c., fundou a Academia, assim chamada por estar no jardim do her�i grego Academos. L� ensinava-se Matem�tica, Gin�stica e Filosofia dentre outras. Ele valorizava a Matem�tica, por ela nos dar a capacidade de racioc�nio abstrato. A Academia se tornou o maior centro intelectual da Antiga Gr�cia, tendo por ela passado fil�sofos e pol�ticos como Arist�teles, Eudoxo, Xen�crates, F�cion, Esquines, Dem�stenes dentre outros. Ela subsistiu at� 529 da nossa era, quando foi mandada encerrar por Justiniano.

Corrente filos�fica conhecida por Platonista, originada do pensamento de Plat�o: � uma doutrina caracterizada pela teoria das id�ias e dos n�meros e pela preocupa��o com os temas �ticos, com base no conhecimento das verdades essenciais que determinam a realidade, visando toda medita��o filos�fica do conhecimento do Bem, conhecimento que se supunha suficiente para a implanta��o da justi�a entre os Estados e os homens.

Esta corrente filos�fica aparece constantemente na hist�ria do pensamento, influenciando n�o apenas fil�sofos, mas tamb�m artistas e cientistas at� nossos dias.

Plat�o tamb�m estudou com Cr�tilo, Euclides, Her�clito, Teodoro, Filolau, Arquitas e Taeatetus.

Plat�o � um dos fil�sofos mais influentes de todos os tempos. Seus pensamentos dominam a filosofia crist� antiga e medieval. Al�m disso, � um grande escritor. Seus relatos nos �ltimos dias de S�crates s�o comoventes.

Em Plat�o a filosofia tem um fim pr�tico e moral: � a grande ci�ncia que resolve o problema da vida.

Ele considera o esp�rito humano peregrino neste mundo e prisioneiro na caverna do corpo.

A ele se deve o fato de a Matem�tica ter-se tornado uma disciplina essencial para a educa��o dos homens.

Para Plat�o as pessoas n�o s�o iguais, porisso devem ocupar diferentes posi��es dentro da sociedade e serem educadas de acordo com essas diferen�as. Todas as crian�as devem ser criadas pelo Estado e merecem a mesma educa��o at� aos 20 anos.

Considera tamb�m que a educa��o da mulher deve ser semelhante a do homem e que os est�gios superiores s�o atingidos pelo m�rito de cada um e n�o pela riqueza, valorizando assim a educa��o intelectual.

As obras de Plat�o s�o numerosas. Todas t�m interesse pedag�gico. Seus escritos obedecem a 3 grupos principais: escritos da juventude, da maturidade e da velhice. O conjunto das obras � constitu�da por 35 di�logos, algumas cartas, defini��es e 6 pequenos di�logos ap�crifos.

Dentre os di�logos os mais conhecidos:
--Apologia de S�crates - onde torna p�blico o discurso que S�crates fez em seu julgamento.
--Hippias Maior - o que � belo?

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-Eutifron - o que � piedade?
--M�non - o que � virtude? pode ser ensinada?
--Taeteto - o que � ci�ncia?
--Fedro - a teoria da alma
--F�don - sobre a imortalidade da alma - faz um relato dos �ltimos dias de S�crates
--Cr�tilo - explica a rela��o entre as coisas e os nomes que lhes s�o dados
--O Banquete - sobre o amor ao belo - � uma das maiores obras da literatura antiga
--Ge�rgias - sobre a viol�ncia
--A Rep�blica - � um tratado completo sobre a justi�a e a id�ia do Estado, onde exp�e um sistema de governo e o    modo de vidas ideais e a maneira de se chegar at� eles - o mais importante
--As Leis - n�o conclu�da por ter morrido.

Conhecida na Rep�blica � a "Alegoria da Caverna", que ilustra como percebemos apenas parte do mundo:
"Um grupo de pessoas vive acorrentado numa caverna desde que nasceu, de costas para a entrada. Elas v�em refletida na parede da caverna as sombras do mundo real, pois h� uma fogueira queimando al�m do muro, depois da entrada. Elas acham que as sombras s�o tudo o que existe. Um dos habitantes se livra das amarras. Fora da caverna, primeiro ele se acostuma com a luz, depois v� a beleza e a vastid�o do mundo, com suas cores e contornos. Ao voltar para a caverna para libertar seus companheiros, acaba sendo assassinado, pois n�o acreditam nele."

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