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Oswaldo Cruz |
| Cientista sanitarista e
o fundador da medicina experimental no Brasil.
Oswaldo Gonçalves Cruz, nascido em 05 de agosto de 1872, em São Luís de Paraitinga, no interior de São Paulo. Primeiro filho dos 6 do médico Bento Gonçalves Cruz e de Amália Bulhões Cruz. Em 1877, o pai resolveu mudar-se com a família para o Rio de Janeiro. Estudou no Colégio Laure, mais tarde no Colégio São Pedro de Alcântara e depois no externato PedroII. Em 1886, aos 14 anos prestou, com sucesso, os exames para o ingresso na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, formando-se em 1892, defendendo a tese "A veiculação microbiana pelas águas". |
Em 1896, foi para a França onde realizou seu grande sonho, o de se especializar em Bacteriologia no Instituto Pasteur de Paris, onde apresentou ótimo trabalho sobre Toxicologia. Ao voltar da Europa, Oswaldo Cruz foi comissionado pela Diretoria Geral de Saúde Pública (DGSP) para investigar a ocorrência de um surto de peste bubônica no Porto de Santos. Em maio de 1900, foi criado o Instituto Soroterápico Federal, na Fazenda de Manguinhos, com o objetivo de fabricar o soro contra a peste. A direção técnica do novo instituto foi confiada a Oswaldo Cruz e, em outubro de 1900, a DGSP recebeu os 100 primeiros frascos de vacina e soro antipestoso, fabricados pelo instituto. Em 1903, no governo do Presidente Rodrigues Alves, Oswaldo Cruz foi designado para titular da DGSP. Na época, a Cidade do Rio de Janeiro tinha a reputação de cidade pestilenta, devido à presença da febre amarela, da varíola e da peste bubônica. Elaborou e pôs em execução rigoroso plano de reforma sanitária, visando debelar as doenças. Em 1904, a epidemia de varíola assolou a capital, embora já existisse uma lei prevendo a imunização das crianças, desde 1837 e que nunca foi cumprida. Assim, em 29 de junho de 1904, o Governo enviou ao Congresso o projeto reinstaurando a obrigatoriedade da vacinação antivariólica. Mas, em 13 de novembro, estourou a Revolta da Vacina, em que a população se levantava contra o Governo. No dia 14, o Governo decretou estado de sítio e no dia 16, conseguiu derrotar o levante, mas suspendeu a obrigatoriedade da vacina. Em 1906, no governo de Afonso Pena, Oswaldo Cruz foi mantido na chefia do DGSP. Em 1907, a febre amarela foi erradicada do Rio de Janeiro. Em 1908, violenta epidemia de varíola levou a população em massa aos postos de vacinação. O Brasil, finalmente, reconhecia o valor do sanitarista. |
| Em 1909, deixou a DGSP, passando a dedicar-se apenas
ao Instituto de Manguinhos, que foi rebatizado com o nome do
sanitarista. Do Instituto, lançou importantes expedições
científicas. Erradicou a febre amarela do Pará e realizou a campanha
de saneamento na Amazônia, que permitiu o término das obras da Estrada
de Ferro Madeira-Mamoré, cuja construção havia sido interrompida pelo
grande número de morte entre os operários.
Em junho de 1914, embarcou para a Europa a fim de visitar outros institutos para inteirar-se do desenvolvimento científico. Viajou com a mulher e os filhos. Mas os planos foram frustrados pela eclosão da 1ª Grande Guerra em julho. Em janeiro de 1915, Oswaldo Cruz voltou ao Brasil. Com 35 anos de idade, foi detectada a presença de albumina na urina do sanitarista, sendo diagnosticado nefrite, o mesmo mal sofrido pelo pai de Oswaldo Cruz que o levou também à morte. Em 1915, a família e os amigos decidiram afastá-lo da frente do Instituto pelo agravamento de sua doença e a alternativa encontrada, pelo filho Bento, foi a de obter a indicação do pai para a Prefeitura de Petrópolis, novo município constituído. Oswaldo Cruz foi empossado a 17 de agosto de 1916. Traçou vasto plano de urbanização que não pode implantar porque em 11 de fevereiro de 1917, aos 44 anos, faleceu de crise de insuficiência renal. Premiações: |