Mahatma Gandhi

Líder pacifista indiano que sempre pregou uma doutrina de não-violência.
Principal personalidade da independência da Índia.
O título Mahatma significa alma grande e foi dado como expressão do respeito e da veneração do povo indiano ao seu líder.

Nascido em 2 de outubro de 1869, em Porbandar, na Índia ocidental, com o nome Mohandas Karamchand Gandhi. O pai era um político local e a mãe uma religiosa.
Ficou noivo aos 8 anos e casou-se aos 13 anos. Aos 20 anos embarcou para a Inglaterra para estudar advocacia na Universidade de Oxford.

Retornou à Bombaim, Índia, em 1891 e depois mudou-se para Natal, África do Sul, também colônia britânica, país com uma grande população de indianos, onde exerceu a advocacia de 1893 a 1914 e deu início à luta contra as injustiças e humilhações sofridas pelos indianos que eram considerados cidadãos de segunda classe.

Voltou à Índia em 1914 para fazer frente ao poder imperialista britânico, utilizando uma arma nova: a não-violência, a resistência pacífica ou desobediência civil – o Satyagraha - , que segundo Gandhi não é o método do fraco, mas uma arma do forte e exclui o uso da violência de qualquer forma. Decidiu dar início à sua politização, por não aceitar as leis raciais e opressivas daquele país.

Escreveu e editou o diário "Opinião indiana" que explicava sua teoria sobre a resistência pacífica.

Assumiu a chefia do partido do congresso em 1920. Gandhi acreditava que a verdadeira Índia estava nos vilarejos e, por isso, passou a adotar a simplicidade em seu estilo de vida.

Descobriu que para unificar o subcontinente indiano teria de usar a religião, assim associou a mensagem de paz e não-violência do Hinduísmo à estratégia política, acrescentando algumas reformas sociais por meio de insistentes campanhas contra o sistema de castas.
A utilização de símbolos religiosos hindus conseguiu arrebatar os muçulmanos do país.

Em 1922, organizou uma greve contra o aumento de impostos, na qual uma multidão queima um posto policial. Detido, declara-se culpado e é condenado a 6 anos, mas sai da prisão em 1924.

No final dos anos 20, escreveu uma auto-biografia retratando suas experiências, com o título: "A História de Minhas Experiências com a Verdade".

Em 1930, lidera a marcha para o mar, quando milhares de pessoas andam mais de 320 km a pé para protestar contra os impostos sobre o sal. Como conseqüência dessa campanha, foi preso novamente.

No ano seguinte, Gandhi viaja a Londres para pedir que a Inglaterra conceda a independência à Índia. Ao retornar, anuncia que nada conseguiu e que pretende continuar em sua campanha pela desobediência civil. Os britânicos, outra vez, o mandam para a prisão.

Em 1934, abandona a política, saindo do congresso.

Em 1942, o governo inglês manda um representante para Nova Delhi com a missão de negociar. As propostas são inaceitáveis para Gandhi que deseja a independência total. Gandhi retorna à campanha pela desobediência civil. É preso e condenado a 2 anos de cadeia.

Durante suas prisões, sensibilizava a população fazendo greves de fome.

Em 1947 a independência era iminente, mas o líder muçulmano exigia a criação de um Estado separado: o Paquistão. Gandhi prega a unidade e tolerância. Os hindus atacaram porque pensaram que ele era a favor dos muçulmanos. Gandhi foi para Calcutá para acalmar a violência entre hindus e muçulmanos porque nas ruas havia milhares de mortos. Mais uma vez jejuou até que os líderes assinassem um acordo para manter a paz.

O sacrifício e a firmeza conseguem em 15 de agosto de 1947 a independência da Índia e é criado o Estado muçulmano do Paquistão. Com isto atraiu o ódio dos nacionalistas hindus e é assassinado por um fanático em 30 de janeiro de 1948 em Delhi enquanto rezava.
Um milhão de indianos compareceram ao funeral. Suas cinzas foram lançadas às águas sagradas do Rio Ganges.

Gandhi deu sua vida pela paz da Índia, pela reconciliação religiosa e pela tolerância.

Na 2ª Guerra Mundial ele confirmou seus princípios pacifistas, tentando mostrar os benefícios da não-violência aos etíopes, tchecos e chineses contra Mussolini e aos britânicos contra Hitler.

Algumas frases de Gandhi:
--Creio poder afirmar, sem arrogância e com a devida humildade, que a minha mensagem e os meus métodos são válidos, em sua essência, para todo o mundo.
--As enfermidades são os resultados não só dos nossos atos como também dos nossos pensamentos.
--A minha vida é um Todo indivisível, e todos os meus atos convergem uns nos outros; e todos eles nascem do insaciável amor que tenho para com toda a humanidade.
--Só podemos vencer o adversário com o amor, nunca com o ódio.
--Após meio século de experiência, sei que a humanidade não pode ser libertada senão pela não-violência. Se bem entendi, é esta a lição central do cristianismo.
--Aqueles que têm um grande autocontrole, ou que estão totalmente absortos no trabalho, falam pouco. Palavra e ação juntas não andam bem. Repare na natureza: trabalha continuamente, mas em silêncio.
--Odeio o privilégio e o monopólio. Para mim, tudo o que não pode ser dividido com as multidões é "tabu".
-- Acredito na essencial unidade do homem, e, portanto na unidade de tudo o que vive. Por conseguinte, se um homem progredir espiritualmente, o mundo inteiro progride com ele e se um homem cai, o mundo inteiro cai em igual medida.
--O Jejum é uma arma potente. Nem todos podem usá-la. Simples resistência física não significa aptidão para jejum. O Jejum não tem absolutamente sentido sem fé em Deus.
--Não desejo morrer pela paralisação progressiva das minhas faculdades, como um homem vencido. A bala de meu assassino poderia pôr fim à minha vida. Acolhê-la-ia com alegria.

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