UMA
AGENCIA PRESBITERIANA EM SALGUEIRO
O
ceticismo
O termo é
de origem grega, ‘sképsis’, tendo como significado “investigação”
a sabedoria e ou ao conhecimento da verdade. O cético observa e considera
que conclui, nos casos mais radicais, pela impossibilidade do conhecimento da
verdade. Outros céticos, mais brandos, na possibilidade de algum conhecimento
relativo, o chamado relativismo.
Quando falamos de ceticismo, compreendemos que sua doutrina filosófica
é inconsistente em si mesmo. O cético acredita que “não
podemos verdade”, ou seja, não existe possibilidade de verdade.
Se ele crê assim, então seu argumento não pode ser considerado
também como verdade, sua argumentação é inconsistente
em si mesma. E, como aceitar um conceito que duvida de verdade e que precisa
convencer-nos de sua verdade, ou seja, “creiam, não se pode verdade?”.
Isto é ilógico.
A demarcação do pensamento sofista, vem pela idéia de Górgias,
século IV a. C. que diz “Nada existe. Mesmo se existisse alguma
coisa não poderíamos conhecê-la; concedido que algo existe
e que o podemos conhecer, não o podemos comunicar aos outros”.
Poderíamos citar outros céticos, mas apenas faço menção
de mais um Pirro de Elida. Ele acreditava que a única atitude coerente
do sábio era a de suspensão do juízo e como prática
a indiferença absoluta em relação a tudo e a todos.
Definimos o pensamento: O cético, por viver a confrontar a diversidade
das convicções, abstém-se de aderir às certezas
se contrapondo as expressões dogmáticas do saber. Quando o cético
diz não ser possível saber alguma coisa ele já criou um
dogma a respeito do não ser possível saber. Não podemos
viver sem dogmas.
Opinião pessoal: Nós podemos dar abertura à formulação
de outros e ou reforma dos dogmas que já existem. Mas ninguém
vive sem fundamento. Dogma do grego significa: “o que se funda em princípios”.
Eu gosto dos meus princípios, posso e devo reformá-los, mas até
o momento, me satisfazem como verdade e não pretendo muda-los. Existe
por tanto, uma grande diferença entre ser cético e acreditar que
os dogmas podem ser mudados.