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11-03-08
Institutos de previdência podem superar fundação de empresas
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O
interesse dos bancos pela administração de recursos dos institutos de
previdência de Estados e municípios se justifica pelo enorme potencial de crescimento
do setor. Por atender servidores municipais e estaduais, podem atingir um
universo de cerca de 4 milhões de participantes (o
dobro do total dos fundos de pensão fechados de empresas, cerca de 1,8 milhão).
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Estima-se
que até 2020 esses institutos possam até mesmo superar os ativos dos fundos de
pensão das empresas estatais (hoje com cerca de R$ 250 bilhões em ativos de
investimento).
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"Se
todos os municípios já tivessem institutos, estima-se que o estoque hoje seria
de R$ 500 bilhões, metade da indústria de fundos brasileira", estima
Marcos Villanova, diretor da Bradesco Asset Management (Bram).
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Todos
os Estados já possuem institutos e agora são obrigados, até o meio do ano, a
unificar a gestão da previdência de todos os servidores estaduais (executivo,
legislativo, judiciário e tribunal de contas), sob pena de não receberem
repasse de verbas públicas. A maior parte já está enquadrada.
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Os
municípios, apesar de não serem obrigados a criar tais institutos, têm um
incentivo devido ao custeio mais barato. Isso porque o servidor deixa de ser
atendido pelo INSS e passa a contribuir com o instituto, dentro do Regime
Próprio de Previdência Social (RPPS), cuja alíquota de contribuição dos
governos pode ser menor.
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"Entendemos
que a migração deve ser progressiva. Como quem migra deixa de contribuir com o
INSS, não existe um trabalho do Ministério da Previdência Social incentivando a
constituição de regimes próprios", afirma João Carlos Figueiredo,
presidente da Associação Brasileira de Instituições de Previdência Estaduais e
Municipais (Abipem).
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Outra
possibilidade que atrai os bancos é administrar uma parcela maior em renda
variável. A nova regulamentação do setor (Resolução 3506, de outubro de 2007),
ampliou os limites de investimentos permitidos em renda variável, que subiu de
20% para 30% (desde que alocados em fundos previdenciários de ação, com foco em
empresas do Novo Mercado da Bovespa).
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"Com
a queda das taxas de juros, vai chegar um momento em que o ponto de equilíbrio
pode ficar negativo para o calculo atuarial", afirma Villanova.
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Ronaldo
de Oliveira, da RiskOffice,
consultoria que presta serviço para mais de 50 institutos, disse que a pressão
por maiores prêmios já existe. A taxa real projetada pelo boletim Focus, do Banco Central, em 2011, está abaixo de 6% e já
contrasta com a meta atuarial dos fundos: 6% mais variação do INPC.
"Alocação de 100% em renda fixa não vai dar futuro para ninguém".
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Hoje,
pouco mais de 1% está alocada em renda variável. "Já havia começado uma
migração muito tímida em 2006, acelerou timidamente em 2007 e achamos que 2008 vai se acentuar", disse o presidente da Abipem.
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Os
primeiros planos de investimentos divulgados apontam essa tendência, afirma
Paulo Di Blasi, da Meta Asset Management, gestora
especializada em fundos multimercado. O
direcionamento pode atingir cerca de 10% do patrimônio num primeiro momento,
principalmente para fundos de ações e multimercado,
estima.
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Isso
daria um fluxo de R$ 3 bilhões para os fundos de renda variável geridos por
bancos e assets. Ele lembra ainda que a nova
regulamentação permite aos institutos investir em
fundos multimercado com certa alavancagem
(até 3% do patrimônio).
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Os
investimentos em Fundos de Investimentos
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Cerca
de R$ 40 milhões já foram investidos, estima Marcelo Xandó,
da Verax Serviços Financeiros, distribuidora
especializada nesses fundos. Segundo ele, cerca de seis institutos já fizeram
investimentos em FIDC. "Mais de 15% da captação dos nossos fundos vieram
de recursos de fundos municipais e estaduais".
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Fonte: VALOR ECONÔMICO