PARABÉNS !!!

      SEIS MESES DE "RE-UNIÃO"


Membros,
 
Seguem algumas curiosidades do Ìpàdé...
 
1. O ÌPÀDÉ foi "inaugurado" às 23:45h do dia 23 de fevereiro de 2.000;
 
2. O nome Ìpàdé foi escolhido por causa do ritual homônimo de Kétu e nações interdependentes... e também por causa da sua tradução para o português que é  "encontro", "reunião"... a idéia de "re-união" - a qual expressa o real significado da cerimônia, foi "emprestada" do livro Os Nago e a Morte.  Para que os que chegaram mais recentemente entendam melhor, reproduzo parte do texto de abertura:
 
ÌPÀDÉ, palavra do idioma iorubá que significa "reunião, encontro", segundo E.C.Rowlands (Yoruba - A Complete Course for Beginners, 1969, ISBN 0-8442-3843-0).
 
Com a tradução literal da palavra "martelando" a cabeça, digo, fazendo uso da lógica presente no meu cotidiano (sou programador), acabei escolhendo o nome para este nosso Grupo de Discussão.  Mas não demorou muito para que eu a associasse  ao ritual homônimo e, então, começasse a refletir sobre o significado do mesmo, me levando a pesquisar os livros que tenho e enviar e-mails/faxes para pessoas que conheço e que poderiam me ajudar, pois a Internet me ensinou uma grande lição, a qual se resume na expressão que um amigo eletrônico (Mestre Alexandre) me ensinou e eu não canso de repetir para mim mesmo: "olòtító sé kékeré"  (o dono da verdade tem pernas curtas).  Em outras palavras, acabei aprendendo aquilo que a minha lógica não me ensinou: no Candomblé não posso tomar nada como certo, definitivo... devo sempre ouvir, refletir, para depois tentar fazer qualquer consideração...  preciso respeitar para ser respeitado.
 
Infelizmente, muitas das respostas aos e-mails/faxes que enviei ainda não chegaram (e nem sei se um dia irão chegar), mas vou continuar insistindo (enviando cópia desta mensagem, por exemplo) para que possa, quem sabe, num futuro, compilar estas informações para que tenhamos conhecimento da ótica destas pessoas com relação ao ritual chamado Ìpàdé.
 
De qualquer maneira, encontrei no livro Os Nago e a Morte (pg. 195, Juana Elbein dos Santos, ISBN 85-326-0923-6) um parágrafo sobre o assunto, o qual penso complementar a minha idéia lógica: "Vemos, assim, através do Pàdé, que Èsù é o encarregado de transportar, comunicar e restituir o àse dos genitores míticos, estabelecendo a harmoniosa relação que permite a dinâmica social e a continuação do ciclo vital.  Durante o ritual, os Baba Égún e as Iyá-mì reúnem-se para aceitar as oferendas que Èsù transporta para eles.  Não se poderia encontrar nome mais apropriado para esta cerimônia.  O Pàdé, a RE-UNIÃO, se estabelece em vários níveis...".
 
Em suma, o meu desejo é que este nosso ÌPÀDÉ "eletrônico" não seja só uma reunião, mas também a re-união de algumas das muitas peças que compõem este lado da Religião dos Orixás, o Candomblé.  Que façamos a força da nossa união ir muito além dos limites eletrônicos.
 
3. A primeira pessoa a se manifestar foi a Patrícia, de Belo Horizonte.  Seguida da Luza, do Edson (que acho que hoje já não é mais membro), do Paulo (Dofono d'Ömölu), do Sandro (que deixou de ser membro por motivos pessoais), por Ìyá Jurema, pelo Clô (companheiro eletrônico de outros fóruns), da Ana, do Sílvio, do Alex, do André Teixeira, do Octávio, do Sávio... e assim foi...
 
4. O primeiro encontro "ao vivo" de membros aconteceu no Rio de Janeiro, durante uma mostra de filme/vídeo entre Ìyá Elaine, Paulo, Marco e Sávio, se não me falha a memória.  O primeiro encontro de Sampa aconteceu no Ilè Àñë Danadana, por ocasião do Pilão de Òñàálá, tendo comparecido Ìyá Jurema, Laércio acompanhando Ìyá Nieta, Ògán Eduardo, Ebomi Sandra e eu;
 
5. O nome Ìpàdé já foi motivo de "horror" fora do mundo eletrônico e havia até quem não acreditasse que o grupo vingaria, uma vez que o "poder da palavra" no Candomblé é muito presente.  Mas estamos aqui firmes e fortes, enfrentando os tropeços inerentes à convivência social, digo, aprendendo a dividir um espaço comum com nossos semelhantes, que, na verdade, não são tão semelhantes, uma vez que cada um tem a sua própria opinião, a sua própria idéia e isto, é lógico, vez por outra provoca um mal estar aqui, outro ali... mas nada que tenha impedido o grupo de crescer, de andar, de ser o que sempre foi: um espaço eletrônico democrático que nos ajuda a entender melhor a religião, que nos mostra que é perfeitamente possível convivermos com outros seguidores, não importando a cor, a raça, a casa, a família ou a nação dos mesmos !
 
A todos nós, membros do Ìpàdé, parabéns por este meio-ano de "re-união".
 


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