SISTEMA

RESPIRATÓRIO

 

CAPTANDO O OXIGÊNIO DO AR PARA PRODUZIR ENERGIA

         Certamente você já viu uma fogueira.

A lenha queima até terminar, deixando apenas um monte de cinzas.

Se a fogueira está dentro de um forno e que fechamos totalmente o forno.

O que acontece?

         Depois de um pouco de tempo, o fogo se apaga.

Faltou oxigênio na fornalha, sem oxigênio a madeira não queima.

         No nosso corpo os alimentos que ingerimos, combinados com o oxigênio do ar que respiramos, queimam, produzindo energia. É essa energia que mantém nosso corpo vivo e em movimento.

Portanto, não basta alimento para nosso corpo sobreviver, é preciso também oxigênio.

A queima do alimento se dá no interior das células. Uma reação de combustão ocorre sem parar nos trilhões de células que formam nossa pele, nossos órgãos, nossos músculos, nossos ossos, etc.

         Toda reação de combustão ocorre entre uma substância comburente (oxigênio) e uma substância combustível (alimento).

 

COMO A CÉLULA QUEIMA O ALIMENTO?

         Cada célula é uma pequena fornalha: a queima é alimentada pela glicose (retirada dos carboidratos, pelo processo de digestão) e pelo oxigênio (retirada do ar que respiramos). Da queima de glicose e oxigênio resultam gás carbônico e vapores de água, que são levados para fora de nosso corpo pela respiração. Esse processo ocorre numa pequena estrutura do citoplasma da célula, chamada mitocôndria.

         A reação de combustão que ocorre no interior da célula pode ser expressa da seguinte forma:

 

Glicose + O2

¯

CO2 + H2O + Energia

 

         Outros nutrientes também podem fornecer combustível para a reação de combustão, como é o caso das proteínas e das gorduras.

        Nas células, a produção de energia se faz em parcelas mínimas, pois se a produção fosse muito intensa, mataria a célula.

         O processo de combustão nas células se dá dessa forma, porque uma grande parte da energia é convertida em calor e outra parte é estocada. As nossas células queimariam se não conseguíssemos manter a temperatura por volta dos 360 C.

 

A respiração, portanto, consiste no fornecimento de oxigênio às células de nosso corpo e na retirada de gás carbônico e vapores de água das células para o meio ambiente. Para realizar a função de respiração nosso corpo dispõe de diversos órgãos, que formam o sistema respiratório.

Para realizar essa tarefa o sistema respiratório é formado pelas vias aéreas e os pulmões.

        

 

ÓRGÃOS DO SISTEMA RESPIRATÓRIO

 

ÓRGÃOS CARACTERÍSTICAS
FOSSAS NASAIS

Abrem-se para o exterior pelas narinas, sendo revestidas por um epitélio muito vascularizado, chamado epitélio olfativo (capaz de aquecer o ar) e por pequenos pêlos, chamados vibrissas (que filtram as impurezas presentes no ar). A capacidade de sentir cheiros também é função do epitélio olfativo das fossas nasais.

No interior das fossas nasais existem pêlos que atuam como um filtro de ar, retendo impurezas e germes que poderiam causar infecções nas vias aéreas. Por esse motivo, a inspiração do ar deve ser sempre feita pelas fossas nasais, e não pela boca.

FARINGE

É um órgão comum aos sistemas digestório e respiratório.

LARINGE

Mede aproximadamente 4 cm de comprimento e 3 cm de diâmetro.

É formada por várias cartilagens, entre elas a epiglote, que fecha a laringe durante a deglutição. É na laringe que estão situadas as cordas vocais, responsáveis pela capacidade de fonação (falar).

TRAQUÉIA

É um tubo com aproximadamente 12 cm de comprimento, que fica situada abaixo da laringe, sendo formada por anéis cartilaginosos, em número de 15 a 20.

A traquéia é revestida internamente por uma mucosa, ou seja, tecido este que produz um muco chamado de catarro, que além de aquecer e umidificar o ar que respiramos, retém suas impurezas que são eliminadas pelos cílios das células da traquéia, pois são dotados de movimentos ou batimentos. O movimento dos cílios conduz o muco para cima, até a faringe, o que dificulta a entrada de partículas, como o pó, no sistema respiratório.

BRÔNQUIOS

São duas ramificações da traquéia que penetram nos pulmões, são formados por anéis cartilaginosos semelhantes aos da traquéia.

         Por terem contato direto com o ar exterior, os brônquios podem ser facilmente atacados por vírus e bactérias ou ser afetado por poeira e gases irritantes.

         Os brônquios produzem um líquido de limpeza, que quando excessivo provoca um estreitamento desses órgãos. O estreitamento também pode ser provocado por alguma reação alérgica, sendo causas muito comuns à poeira, pêlos de animais, lã, penas, bactérias e mesmo certos alimentos como ovos, peixe e chocolate, entre outros.

BRONQUÍOLOS

São ramificações dos brônquios dentro dos pulmões. Cada um dos brônquios penetra em seu respectivo pulmão, através de um orifício chamado Hilo Pulmonar. A partir daí, divide-se em diversos ramos que se distribuem por todo o pulmão. O conjunto das ramificações chama-se Árvore Brônquica.

PULMÕES

São dois órgãos esponjosos situados dentro da caixa torácica,  espaço limitado pelas costelas, coluna vertebral e osso esterno. Cada pulmão é envolvido põe uma membrana dupla, chamada Pleura. Entre a pleura externa e a interna, há um líquido lubrificante que permite que uma membrana deslize sobre a outra.

         Os pulmões dividem-se em partes chamadas lobos, o direito divide-se em três e o esquerdo, em dois. Por isso, o pulmão direito é um pouco maior que o esquerdo.

         Entre os dois pulmões há um espaço chamado Mediastino, onde se localizam vários órgãos como o coração e o esôfago.

         Os pulmões possuem, internamente, órgãos em forma de cachos de uva e cheios de ar, chamados Alvéolos Pulmonares, onde é feita a troca de gases entre o sangue e o ar. Cada alvéolo recebe a ramificação de um bronquíolo, através da qual o ar entra e sai do alvéolo.

 

 

O FENÔMENO DA RESPIRAÇÃO

Fenômenos Mecânicos da Respiração:

 São realizados pela contração e o relaxamento dos músculos que envolvem os pulmões.

O diafragma, que se situa na base dos pulmões, separando o tórax do abdome, e os músculos intercostais.  

INSPIRAÇÃO:

Quando se contraem, os músculos respiratórios puxam a pleura externa, criando um espaço maior entre ela e a pleura interna, unida ao pulmão. Assim, a pressão sobre os pulmões diminui e a pressão atmosférica, sendo maior, força a entrada de ar nos pulmões, é o ato da inspiração, em que o ar entra pelas fossas nasais, segue pela faringe, laringe, traquéia, brônquios, bronquíolos e chega aos alvéolos pulmonares.

EXPIRAÇÃO:

Quando se dilatam, os músculos respiratórios comprimem os pulmões e o ar é forçado a sair. É o ato da expiração, em que o ar percorre um trajeto inverso ao anterior e é eliminado pelas fossas nasais ou pela boca. Nesse caso, a pressão interna é maior do que a pressão atmosférica.

 

Fenômeno Químico da Respiração:

São as trocas de gases que ocorrem entre o sangue e o ar( nos alvéolos, figura ao lado) e, posteriormente, entre o sangue e as células. O sangue rico em gás carbônico recebe o nome de Sangue Venoso (em azul), enquanto o sangue rico em oxigênio é chamado Sangue Arterial (em vermelho).

         As Hemácias ou Glóbulos Vermelhos, células do sangue, contêm uma substância vermelha chamada Hemoglobina, que é a responsável pelo transporte dos gases.

HEMATOSE         É transformação do sangue venoso em arterial nos alvéolos pulmonares.

Quando o sangue venoso passa através de uma rede de finos vasos sanguíneos que envolvem os alvéolos (capilares venosos), a hemoglobina do sangue cede o gás carbônico ao ar, presente nos alvéolos, e absorve dele o oxigênio. Assim, o sangue venoso transforma-se em sangue arterial, que é transportado às diversas partes do organismo através da circulação.

         Quando o sangue arterial passa junto às células, ele cede oxigênio e absorve o gás carbônico, produzido durante a respiração celular, transformando-se em sangue venoso. Este, por sua vez, volta aos alvéolos dos pulmões onde é novamente transformado em sangue arterial.

     

Podemos, então, dividir o processo da respiração em três fases:

 

RESPIRAÇÃO EXTERNA

É representada pela tomada de oxigênio do meio pelo sistema respiratório,

 sua condução ao sangue e a eliminação do gás carbônico do sangue para o ar, ou seja, são os processos da inspiração, hematose e expiração.

TRANSPORTE DE GASES

É um processo intermediário, onde os gases são levados pelo sangue às células e retornam dessas para o sangue. O sangue contendo maior concentração de gás carbônico é chamado venoso e o que contém maior concentração de oxigênio é dito arterial.

RESPIRAÇÃO CELULAR

Quando os gases entram na célula, penetram na mitocôndria, realizando reações químicas junto com a glicose. Ocorrendo, então, a produção de gás carbônico, energia e água.

Os produtos da respiração celular têm destinos diferentes:

* Gás carbônico é eliminado, pois é tóxico para as células quando em alta concentração;

* Água pode ser incorporada à água proveniente dos alimentos e utilizada na manutenção da temperatura do corpo, na dissolução das substâncias presentes nas células ou pode ainda participar de reações químicas;

* Energia, que é o grande objetivo de todo o processo, será utilizada para a sobrevivência das células já que, graças a ela, todas as atividades de produção de substâncias, armazenamento, digestão, excreção e movimentos poderão continuar acontecendo.

 

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