ÓRGÃOS

DOS

SENTIDOS

         Através dos sentidos, nosso corpo pode comunicar-se e relacionar-se com o meio ambiente e as outras pessoas, sendo assim, nos colocam em contato com o meio exterior. Isso é feito através de diversos órgãos: olhos, ouvidos, língua, nariz, pele. Mas existem outros órgãos importantes para o funcionamento dos sentidos: o cérebro e os nervos.

CÉREBRO ®

(Receptor Interno/ Interpreta as mensagens)

ß

 

NERVOS ®

(Receptores Intermediários/ Transmite a mensagem)

ß

 

PELE

 

LÍNGUA

 

OUVIDO

(Receptores Externos/ Recebem as mensagens)

OLHO

 

FOSSAS NASAIS

 

 OS CINCO SENTIDOS:

1. TATO:

Este sentido está localizado na pele, através dele sentimos a dor, o calor, o frio e a pressão. Também podemos mesmo sem ver um objeto, ter uma idéia de sua forma e de seu tamanho.

 Na pele existem dois tipos de nervos minúsculos que recebem as impressões do tato. São as terminações nervosas (que recebem as impressões de dor) e os corpúsculos táteis que recebem as outras impressões). Ambos não se distribuem igualmente pela pele. Concentram-se mais na ponta dos dedos e na língua, e pôr isso as impressões táteis são mais intensas nessas regiões do corpo.

Os corpúsculos podem ser de quatro tipos:

1. Meissner: recebem as impressões de tato propriamente ditas;

2. Vater-Paccini: recebem as impressões de pressão. Localizam-se na região mais profunda da derme,

3. Ruffini: recebem as impressões de calor;

4. Krause: recebem as impressões de frio.

Essas impressões são recolhidas e, em seguida, são conduzidas pelos nervos até o cérebro, onde são transformadas nas respectivas sensações.  Portanto, a dor, o tato, o calor e a pressão são sentidos no cérebro e não na pele.

Numa cirurgia, a anestesia consiste em bloquear a transmissão das impressões dolorosas através do nervos, para evitar que cheguem ao cérebro. Por isso, o paciente não sente a dor da operação.

2. OLFATO:

Este sentido está situado nas fossas nasais e permite a percepção dos odores, pois são revestidas internamente por uma membrana denominada mucosa pituitária.

Na parte inferior, a mucosa é avermelhada, pois é rica em vasos sanguíneos, destinados a aquecer o ar que inspiramos. Na parte superior, a mucosa é amarelada; é nessa região  que saem as ramificações do nervo olfativo. Esse nervo é responsável por conduzir as impressões de odor para o cérebro.

Como isso acontece: as partículas gasosas que se desprendem das substâncias penetram pelas fossas nasais e atingem a região amarelada e olfativa da mucosa pituitária. Nesse momento, produzem as impressões de odor em células especiais dessa região. As impressões são então conduzidas pelas ramificações nervosas e pelo nervo olfativo até o cérebro. Ali as impressões são transformadas em sensações odoríferas.

Em geral, os animais possuem o olfato mais desenvolvido do que o homem. Por isso, usam esse sentido para encontrar alimento, para se orientar e para perceber perigos. Mas no homem também é o olfato o sentido de maior sensibilidade.

3. GUSTAÇÃO:

Este sentido localiza-se na língua e serve para perceber o sabor dos alimentos, é um órgãos formado por diversos músculos, presa na parte posterior, junto à faringe, e solta na frente. É dotada de grande mobilidade. Além de captar as impressões de sabor dos alimentos, também auxilia na articulação das palavras, na insalivação, na mastigação e na deglutição.

A superfície superior da língua é áspera, apresentando pequenas elevações denominadas papilas linguais. No interior das papilas encontram-se as células especiais que recebem ramificações nervosas. As papilas podem ser: caliciformes, fugiformes (têm função gustativa) e filiformes (são responsáveis pela percepção do tato).

O sabor dos alimentos só pode ser percebido pelas papilas se eles forem líquidos. Por isso, os alimentos sólidos precisam ser dissolvidos pela saliva. O líquido comprime as papilas, produzindo as impressões gustativas nas células que se encontram em seu interior. Essas impressões são levadas pelos nervos até o cérebro. No cérebro, transformam-se em sensações de sabor.

O sentido do paladar está bastante associado ao do olfato. O sabor dos alimentos não é bem percebido se o cheiro também não for sentido. Por essa razão, uma pessoa com o nariz obstruído não sente muito bem o gosto dos alimentos.

Os sabores dos alimentos são percebidos em diferentes regiões da língua: doce (ponta da língua), salgado (bordas frontais da língua), ácido (bordas laterais da língua) e amargo (base da língua).

4. AUDIÇÃO:

Este sentido localiza-se no ouvido, por meio dela percebemos o som. O ouvido é composto de três partes: ouvido externo, médio  e interno.

1. Ouvido Externo: é formado pelo pavilhão auditivo (orelha, constituída de tecido cartilaginoso e possui ondulações que permitem captar melhor o som)  e pelo conduto auditivo externo (canal de aproximadamente 3 cm de comprimento que conduz o som para o interio do ouvido). Esse canal é popularmente chamado “buraco do ouvido”, onde estão as glândulas que produzem uma substância gordurosa denominada cerume, também conhecida como cera do ouvido. O cerume e os pêlos que existem dentro do conduto têm a função de reter as impurezas.

2. Ouvido Médio ou Caixa Timpânica: localiza-se numa escavação do osso temporal e separa-se do ouvido externo por uma membrana denominada tímpano. Comunica-se com o ouvido interno através de dois orifícios: janela oval e janela redonda. Ambos são providos de membrana. A função desse canal é conduzir o ar da faringe para o ouvido médio, com a finalidade de equilibrar a pressão do ouvido médio com a pressão externa.

No interior do ouvido médio  localizam-se também três ossinhos chamados martelo, bigorna e estribo. Os três articulam-se entre si. O martelo apoia-se na membrana do tímpano e o estribo na membrana da janela oval.

3. Ouvido Interno ou Labirinto: situa-se também numa escavação do osso temporal. Divide-se em três partes:

* Canais Semicirculares: são três canais ocos em forma de semi-circunferência, perpendiculares uns aos outros. Não são órgãos da audição. São responsáveis pelo equilíbrio do corpo.

A endolinfa que existe dentro desses canais se desloca de maneira diferente em cada um deles, dependendo do movimento que o nosso corpo estiver executando. Os estímulos provocados pela movimentação desse líquido são transmitidos pelos nervos sensoriais e assim nosso cérebro se informa da posição do corpo. Quando fazemos movimento muito rápidos com a cabeça, a endolinfa entra em redemoinho, provocando a tontura.

* Vestíbulo: são duas partes ocas, o sáculo e o utrículo, onde chegam as ramificações do nervo auditivo.

* Caracol ou Cóclea: é um tubo enrolado, cujo interior existem células especiais que formam os órgãos corti. Esse órgão recebe ramos do nervo auditivo. O caracol é o verdadeiro órgão auditivo, de onde são transmitidas as sensações para o cérebro.

         O ouvido que acabamos de descrever é chamado ouvido interno membranoso e está cheio de um líquido denominado endolinfa. Ele situa-se numa escavação do osso temporal, que recebe o nome de ouvido interno ósseo. O ouvido interno flutua num líquido chamado perilinfa.

5. VISÃO:

Esse sentido está situado no olho. O globo ocular, situa-se numa cavidade dos osso frontal, malar e maxilar. Tendo a função de transformar a luz em impulsos nervosos que são conduzidos ao cérebro, onde se transformam em sensações luminosas.

O globo ocular tem forma esférica, apresentando duas substâncias transparentes chamadas humor aquoso ( líquido límpido e incolor que preenche o espaço entre a córnea e o cristalino) e humor vítreo (uma substância de aspecto gelatinoso e incolor que preenche o espaço entre o cristalino e a retina). Essas duas substâncias, juntamente com a córnea e o cristalino, constituem os meios transparentes do globo ocular. É constituído por três camadas:

1. Esclerótica: é a membrana externa e mais resistente do globo ocular, formando o conhecido “branco dos olhos”. Apresenta uma saliência, a córnea transparente, que permite a entrada de luz no olho.

2. Coróide: é a membrana intermediária, de cor escura e rica em vasos sanguíneos. Nela está localizada a íris, que pode ser castanha, verde, azul e cinza, etc. No centro da íris há um orifício chamado pupila, cuja a função é controlar a quantidade de luz que entra no globo ocular. Popularmente, é conhecida como “menina dos olhos”. Atrás da íris fica o cristalino, que é uma lente biconvexa e tem por finalidade formar as imagens no fundo do globo ocular.

3. Retina: é a membrana interna do globo ocular. Na parte posterior, apresenta uma pequena cavidade circular denominada mancha amarela, fóvea ou mácula lútea. É a região da retina mais sensível à luz e onde as imagens são vistas com maior nitidez. Na retina existem células fotossensíveis, isto é, sensíveis à luz. São de dois tipos: cones (percebem as cores, estando concentrados na mancha amarela) e bastonetes (percebem a intensidade luminosa).

         Por trás do globo ocular, penetra o nervo óptico, responsável pela condução das impressões luminosas até o cérebro. Esse nervo atravessa a esclerótica e a coróide, atingindo a retina, onde se ramifica.

Órgãos Auxiliares do Globo Ocular:

São órgãos que embora não façam parte do globo ocular, concorrem para o bom funcionamento da visão.

1. Pálpebras: são duas membranas formadas por tecido epitelial. Suas principais funções são: proteger o globo ocular contra impurezas e pancadas; dar descanso ao globo ocular quando se fecham, impedindo a entrada de luz; espalhar a lágrima na frente do olho, lavando e lubrificando o globo ocular.

As pálpebras e a córnea são revestidas por uma membrana fina e transparente denominada conjuntiva.

2. Glândulas Lacrimais: são os órgãos responsáveis pela produção das lágrimas. Situa-se sobre cada um dos globos oculares e possuem canais que lançam a lágrima (líquido incolor e salgado) na frente do olho, cuja função é banhar continuamente a parte anterior do globo ocular.

Quando uma pessoa chora a lágrima é produzida em maior quantidade e penetra num orifício do canto interno do olho. Percorre, então,  os canais lacrimais e o canal nasal, chegando às fossas nasais. É por isso que o nosso nariz escorre quando choramos.

3. Cílios ou Pestanas: são pêlos que protegem o globo ocular contra a penetração de impurezas. Situam-se na borda das pálpebras.

4. Supercílios ou Sobrancelhas: são pêlos situados na parte inferior da testa e protegem o globo ocular contra o suor, desviando-o para o lado.

5. Músculos Motores: são músculos que movimentam o globo ocular. Atuam como se fossem tirantes, puxando o globo ocular em várias direções. Os principais músculos motores são:

* Reto Superior: puxa o globo ocular para cima e para baixo (junto ao nariz);

* Reto Inferior: puxa o globo ocular para baixo e para dentro;

* Reto Externo ou lateral: puxa o globo ocular para fora (para as têmporas);

* Reto Interno ou Medial: puxa o globo ocular para dentro;

* Oblíquo Superior: compensa a ação do reto inferior quando ele puxa o olho para dentro;

* Oblíquo Inferior: compensa a ação do reto superior quando ele puxa o globo ocular para dentro.

 

FENÔMENO DA AUDIÇÃO:

O som é produzido pelas vibrações de algum corpo, como o som produzido por uma corda de violão. As vibrações da corda transmitem-se pelo ar e são captadas pela orelha. Em seguida, são conduzidas para dentro do ouvido, até o tímpano, fazendo vibrar. O tímpano transmite as vibrações aos três ossinhos do ouvido médio; estes também vibram, fazendo com que o som penetre no ouvido interno, através das janelas oval e redonda.

As vibrações da membrana das janelas provocam a agitação da endolinfa. Essa agitação produz as impressões sonoras, que são levadas pelo nervo auditivo da cóclea e do vestíbulo até o cérebro, onde se transformam em sensações de som.

       

O FENÔMENO DA VISÃO:

O globo ocular costuma ser comparado a uma máquina fotográfica, que tem três partes fundamentais: lente, diafragma e filme. A função da lente é formar a imagem no filme. O diafragma regula a intensidade da luz que entra na máquina, através de um orifício de diâmetro variável. Quanto maior a quantidade de luz menor é a abertura do diafragma, e quanto menor a quantidade de luz maior a abertura do diafragma.

No globo ocular, a lente é o cristalino, o diafragma é a íris (que tem no centro a pupila regulável) e o filme corresponde à retina. Mas existe uma diferença: no globo ocular, o cristalino se encontra atrás da íris; na máquina fotográfica, a lente se encontra na frente do diafragma.

         Assim examinaremos o funcionamento do complexo conjunto do olho, permitindo que possamos ver:

Os raios luminosos, vindos de um corpo luminoso ou iluminado, penetram no globo ocular através da córnea transparente, do humor aquoso e da pupila. Atravessam, então, o cristalino, que faz esses raios convergirem num ponto chamado foco. Em seguida, atravessam o humor vítreo, indo projetar-se na retina, onde a imagem é formada.

Os cones e os bastonetes são então impressionados, produzindo impulsos nervosos de luz, que são levados pelo nervo óptico até o cérebro. No cérebro, essas impressões nervosas transformam-se em sensações luminosas.

         Como acontece na câmara fotográfica, a imagem que se forma na retina está invertida. Mas, graças a um mecanismo de adaptação do cérebro que adquirimos ao nascer, vemos a imagem na posição certa.

 

Leituras Complementares:
1. Olho e Visão
2. Ouvido e a Orientação
Hosted by www.Geocities.ws

1