CLASSE

DOS

ANFÍBIOS

 

 

São animais que vivem parte da vida na água e parte em terra firme, devido a isso passam por diversas modificações, apresentando características bem distintas em cada fase de sua vida.

Os girinos são muito as larvas dos anfíbios, e apresentam forma totalmente diferente do animal quando adulto.

 

 

Apesar de diferenças na aparência, esses animais apresentam várias semelhanças:

 

1.      Têm a pele úmida sem escamas, com exceção da cobra-cega, por onde absorvem toda água de que necessitam;

2.    Possuem dois pares de patas (a cobra-cega é ápoda);

3.    São animais de sangue frio, ou seja, heterotérmicos;

4. Sua temperatura corporal varia com a do ambiente, isto é, são animais pecilotérmicos;

5. Na fase larval, respiram por brânquias, mas quando adulto tem respiração pulmonar e cutânea;

6. Coração dividido em três cavidades (2 aurículas e 1 ventrículo);

 

Os girinos alimentam-se de plantas aquáticas, já os anfíbios adultos, em geral, alimentam-se de insetos.

 Isso os torna importantes para o equilíbrio ecológico.

O sistema digestivo tem forma de tubo, que se inicia na boca, que é bem larga.

No maxilar superior existem pequenos dentes que servem apenas para agarrar a presa e não para mastigar. A porção final do tubo digestivo é o intestino grosso, que se abre para o exterior na cloaca.

Os sapos têm uma língua muito grande que se prende na frente da boca e que se projeta rapidamente, para caçar insetos, prendendo as vítimas na parte de trás desse órgão.

 

Os anfíbios possuem pele nua com muco, que é produzido por uma grande quantidade de glândulas, que ajuda a manter a pele sempre úmida. Como vivem na água, não têm necessidade de evitar a transpiração.

Alguns anfíbios, como os sapos, têm um par de glândulas paratóides, localizadas dorsalmente atrás dos olhos, que produzem um veneno capaz de prejudicar os predadores.

 

O esqueleto desses animais é constituído por uma coluna vertebral curta, onde se prendem os ossos dos membros locomotores, sendo que os sapos, rãs e pererecas têm grande desenvolvimento dessa musculatura, permitindo que se desloquem aos saltos.

Não apresentam caixa torácica, por isso, os sapos podem distender bastante o tronco pelo grande aumento de volume do ar pulmonar.

A excreção é feita por um par de rins, que retiram do sangue os excretas. Os sapos têm uma bexiga urinária e eliminam uma urina aquosa, rica em uréia e, por isso, semelhante à humana.

 

Possuem reprodução sexuada e têm sexos separados. Em algumas espécies ocorre o dimorfismo sexual, uma diferenciação física entre os machos e as fêmeas.

São ovíparos, em sua maioria, a fecundação é externa e seus ovos não possuem casca.

 

Os órgãos dos sentidos nos anfíbios são:

 

Olhos

São protegidos por pálpebras móveis e possuem glândulas lacrimais que lubrificam os olhos, evitando o seu ressecamento.

Essa característica é muito importante para a vida em ambiente terrestre. Nos olhos existe também a membrana nictante, que contribui para sua proteção.

Ouvidos

Não apresentam ouvidos externos, há uma membrana chamada tímpano, que transmite os sons para o interior do ouvido interno.

Pele

Apresentam terminações nervosas que recebem certos estímulos, podendo ser comparado ao tato.

 

 

AS ORDENS DE ANFÍBIOS SÃO:

 

1. ANUROS:

São animais sem cauda na vida adulta. O corpo possui cabeça e tronco, formando um todo sem pescoço. Possuem dois pares de patas, sendo as posteriores mais desenvolvidas que as anteriores, permitindo que esses animais saltem. Essa capacidade de saltar é mais desenvolvida em rãs e pererecas. Na água as rãs utilizam suas patas para nadar, pois seus dedos são unidos por membranas.

 

Observe o quadro abaixo e perceba a diferença entre sapo e rã:

 

  SAPOS RÃS
Pele Rugosa, com glândulas mucosas e de veneno na pele Fina, úmida, rica em vasos sanguíneos e glândulas mucosas
Patas Posteriores Mais curtas Longas, bem desenvolvidas
Onde Vivem Só vão à água para a desova. Preferem lugares úmidos Sempre próximo à água ou dentro dela
Glândulas Paratóides Com Sem

 

As pererecas são pequenos anuros de variadas cores, que em geral vivem sobre plantas das margens de lagoas e riachos ou em plantas da mata tropical. Algumas não passam de 2 a 3 centímetros de comprimento, e se abrigam nas bromélias, plantas que armazenem água entre suas folhas. Elas apresentam pequenos discos, ou seja, ventosas adesivas, nas pontas dos dedos, que são ligados por membranas, formando patas adaptadas para a natação.

 

2. URODELOS:

São anfíbios de corpo alongado, com quatro membros de tamanho aproximadamente igual e com cauda persistente por toda a vida, usadas para nadar vigorosamente. As salamandras são os representantes mais conhecidos, sendo pequenos anfíbios que se parecem com lagartos.

Alguns urodelos são aquáticos e respiram por brânquias durante toda vida. Outros têm brânquias apenas na fase larval.

 

 

3. ÁPODES:

São anfíbios que lembram minhocas, pois possuem um corpo vermiforme, dividido em anéis e sem membros. As cobras-cegas são os ápodos mais conhecidos, vivem enterradas alimentando-se de restos de plantas, medem cerca de 20 centímetros e têm olhos atrofiados.

IMPORTÂNCIA DOS ANFÍBIOS

A maior importância dos anfíbios está no controle natural de pragas. Ao alimentar-se de insetos, os anfíbios estão auxiliando no combate a doenças e permitindo menor destruição de lavouras.

Alguns anfíbios, como as rãs, são muito apreciadas na culinária.

A pele do sapo pode ser utilizada, depois de curtida, como se fosse um couro para a fabricação de objetos.

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