Já não há heróis

 

 

 

Violento age

dorme no cume do nada

rasga uma nesga de suor

com a espada enfeitiçada

sai pelas costas da sorte

chora como o crime da morte

torna a querer e se insurge

no valente que toma a noitada

que segue junto do calor

e se solta pela doce calada

vozes vorazes de um crente

que ama as palavras com que mente

pobres avisos de futuro

tão amoral e ocioso

caminha com andar seguro

já nem o receio dá-lhe gozo

violento caí... !

com duas balas cravadas

num corpo parco de amor

alheado de um rumo

de um que soubesse fazer-lhe frente

que hoje acaba com ele

heroi de um tempo ausente

e ainda bem que assim o é.

 

 

 

 

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