Ultimo melâncolico |
Desfaço-me em lágrimas juro que mais nada sei volto à loucura que larguei dos sonhos feitos obras-primas onde sou só mais alguém cheio de medo e paixão sou quem não sei cego e com tanta visão preso às dores passadas vingo-me nas noites malfadadas onde liberto-me do ser e sou quem mais quero parecer desfaço-me em suor olhos lascivos tentam-se de pudor flashes comentam atitude desligada obrigado pela vantagem que me é dada julgam-me louco, incapaz de pensar julgam-me sem se saberem apreciar vestidos de ganas de vencer mas no quarto ao final de cada entardecer choram como eu, amedrontam-se como eu respiram também, sentem como ninguém... enquanto os vejo pelo canto da lente negras estas, mas cristal de vidente e venho-me de prazer diabólico por saber que não sou o último melâncolico. |
