Flat liners (despertar) |
Desperto da morte sinto a pele a aquecer talvez no azar a sorte pedisse pelo meu viver o tempo vai-se acabando num nada e num tudo a glória vai-se afastando tornou-se o claro absurdo oiço a canção da manhã que pede incessante por mim mas penso e digo amanhã hoje não irei, não assim ! toco a face como que por compaixão a vida passou-me ao lado aquilo que tive foi pura ilusão mas tu foste um caso isolado tantas vezes triste, olhos de ferro lágrimas salgadas, merda de Inverno nunca te tive, mas por ti eu espero porque a vida tornou-me sereno e sincero cobre-me o mar onde curo as chagas veneno perdido no sal eu não sinto ! rogo ao Deus escondido mil e uma pragas vendido já fui, pena se minto acabou-se a dor inpensada chorei por amor, por algo importante fracções de segundos e tudo acaba sem mais um cobarde se fazendo valente durmo no escuro de mim inerente penso e revolta-me o sonho que tive porque era tudo tão diferente daquilo que aqui se vive sangue de sombras bebi para saber como era sofrer, amar como um louco olhei nos dedos e troquei o viver agora mais frio, agora mais rouco mas querendo aprender e compreender como um doente em fase terminal inconsolável... |
