Em fantasias minhas

 

 

 

Agora que matei mais um sonho

resta-me continuar vivendo

quem sabe somente tarde venho

para assistir ao adeus ardendo

em fantasias minhas...

peço sempre por tudo em vidro

amor sumido, amor consumido...

mal fui vivendo e tarde foi vivido

mas risos precisos possesivos atiro

em fantasias minhas...

sabem a sal aguas intímas

que sabendo queimam por dentro

sabem a pouco momentos que perco

onde mil risos tornam-se em lástimas

(do palhaço me lembro)

meros acasos tornados banais

sombras de vulto mas meros mortais

sabem tão pouco mas sabem demais

e vivem de sempre nos sempre ideais

enquanto planeio vingar-me de mim

enquanto me restou sangue sóbrio vivi

vem amor contido, amor perdi-me de ti

finalmente no chão tão frio morri

rio..., morro..., sou... !

em fantasias minhas.

 

 

 

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