Entranhado |
Privado, o quarto ardente, amante minha, mas só num instante está feito, está pago... noite, seduz brilho, mas onde vive a luz lua, constante amiga sonho, mas não vivo a vida falhado, perante ti paterno, olhar fechado deste tudo, mas nada matéria, amor assim não se paga consumo, e vivo aqui assim, entranhado gritos, constantes habituais risos, de pessoas tão normais queixas, por fugir dos ideais sombras, vocês e os demais música, apenas por ti vivo, mas já sem alma em mim pedem, outrora soube dar amor ?, eu sei lá o que é amar ! carro, tão depressa eu fujo pena, ainda não achei o refúgio morte, nem já te renuncio vida, repudio este constante vazio consumo, mesmo assim aqui, entranhado... palavras, mortais desta vez mentiras, são verdades em que crês creio, por isso engano-me e não estranho sonho, é tão claro mas não vejo e ontem, foram tantos caminhos serenos, amigos e vizinhos outro, dizem que o sou e talvez porquê ? ,...ninguêm quer saber dos porquês obrigado, por aquilo que me dão obrigado, por aquilo que não o são revolta, esta mágoa que nunca se solta lavo, mas está tatuada esta dor forçada sobem, os que tanto nada sabem pelo chão, vão aqueles que já cá estiveram ( ...os outros tantas mais vezes voltarão) fezada, no tal juízo final sublime, o julgamento onde não julga o mortal enquanto consumo a raiva ponho o sal da memória da vida na ferida choro e até já acho normal consumo mesmo assim esta merda de vida neste fim de século sombreado por ignorantes sem grande espaço aberto para o livre pensador amante da liberdade, mas eterno perdedor. |
