Ausente |
Caida nas mantas vejo-te a dormir és o ultimo sonho do velho sonhador és o ultimo folgo do sôfrego corredor e quando te vejo a face e o calmo bater do coração o meu ser solta-se e dá-se ao ser a quem olho com paixão és o quadro do pintor que procura a obra prima és Picasso em toda a sua cor Matisse em fino traço és a estação da minha dor enquando dormes perto enquanto sou o teu cobertor com que cobres o tronco nú deixando-te voar então na solidão da minha ilusão na dimensão do subconsciente e sempre, sempre ausente. |
